Reciclar é viver por Ana Carolina Abdulmassih

recilcar e viver

Em tempos nos quais é evidente o impacto do lixo no planeta, é preciso que haja conscientização sobre a melhor forma de lidar com os objetos descartados.

O ideal seria reduzir o consumo e consequentemente, o acúmulo de resíduos sólidos.

Entretanto, como a produção de embalagens e produtos descartáveis vem aumentando nos últimos trinta anos, é importante ter atitudes que auxiliam a preservação do meio ambiente.

Nesse sentido, a reciclagem é uma forte aliada, pois além de todos os benefícios para a natureza, favorece o desenvolvimento econômico.

A reciclagem auxilia na diminuição da poluição da água, do ar e do solo.

Os materiais mais reciclados são: vidro, papel, alumínio e plástico, mas também o lixo orgânico, que é utilizado na produção de adubo, para ser usado na agricultura.

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Existem diversas possibilidades de reutilização de resíduos, de forma sustentável e é de suma importância que o cidadão saiba que, independente de ações governamentais, são atitudes individuais que fazem a diferença no dia a dia.

Por isso, apontamos algumas informações que podem contribuir para essa prática.

Para começar, descubra quais os programas de reciclagem em sua região, alguns sites como o http://www.rotadareciclagem.com.br/index.html oferecem meios de busca.

Saiba o que pode ou não ser reciclado e faça a separação de não recicláveis e de recicláveis, sendo que esses devem ser separados por tipo, como por exemplo: vidro, papel, metal, plástico etc.

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Separe os itens e certifique-se de que estão limpos, lave e retire qualquer resto de alimento ou bebida.

Sobretudo, procure conscientizar e informar as pessoas que estão ao seu redor e vá além, pois, a redução do consumo faz uma enorme diferença no volume dos aterros, diminui a degradação e evita danos futuros.

reciclar e viver

*Ana Carolina Abdulmassih – natural de Ituiutaba, estudou Direito na Universidade do Estado de Minas Gerais, filósofa por natureza, apaixonada pela vida e pelas relações sociais inerentes a ela, sempre em busca do saber, crescer e compartilhar, em prol de um mundo mais harmônico e sustentável.

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Dia de Sobrecarga da Terra

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Hoje, 13 de agosto de 2015, se esgotaram todos os recursos que o planeta tem disponível para um ano inteiro.

Esse dia, conhecido como Overshoot Day ou Dia de Sobrecarga da Terra, é uma data que marca a imensa quantidade de recursos que a população global tira da natureza – bem além do que ela pode regenerar e suportar durante um ano.

O cálculo é feito pela Global Footprint Network (GFN), que monitora a Pegada Ecológica das cidades do mundo inteiro. E os custos deste excesso são evidentes: desmatamento, seca, escassez de água doce, erosão do solo, a perda de biodiversidade e o acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera.

Se continuarmos a consumir nessa velocidade, estima-se que, em 2050, sejam necessários quase 3 planetas para sustentar nosso estilo de vida. E agora? Temos que conversar sobre isso, mudar nossas atitudes e conscientizar os que estão ao nosso lado para que gerem menos lixo, certo?

Foto: Nasa

Informações: WWF

Workshop “Retorno Legal” sobre a logística reversa de embalagens de óleos lubrificantes.

Como reduzir custos e adequar sua empresa à legislação vigente?

Você quer aprender a reduzir custos com o gerenciamento de resíduos, estar de acordo com a lei, aumentar a lucratividade da sua empresa e ainda ter um ganho em imagem?

Então você deve participar do Workshop “Retorno Legal” sobre a Logística Reversa de Embalagens de Óleos Lubrificantes que será realizado pela Resíduo de Valor Consultoria e Projetos em duas edições nos próximos dias 11 e 18 de agosto de 2015.

O workshop tem duração de 3 horas e cada edição é destinada a dez empresas com dois participantes cada, totalizando 20 participantes por edição.

 

Contexto legal das embalagens de óleos lubrificantes

O universo dos postos de combustíveis, concessionárias de veículos e oficinas mecânicas produzem resíduos classificados como perigosos e contaminantes, altamente prejudiciais ao meio ambiente e ao ser humano.

Cada vez mais existem resoluções legais que determinam o correto gerenciamento desses resíduos a fim de que sejam evitados prejuízos ambientais, sociais e econômicos. A mais recente determinação legal nesse sentido é a logística reversa de embalagens de óleos lubrificantes, oficializada através de Acordo Setorial assinado no final do ano de 2012, instrumento instituído pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS 12.305/10).

Essa determinação é válida, há mais de dois anos, em todo o território nacional. No entanto, ainda são muitos os postos de combustíveis, concessionárias de veículos, auto centers e oficinas mecânicas que desconhecem essa exigência legal.

Esses estabelecimentos comerciais pagam pela destinação das embalagens de óleos lubrificantes, mas estão sujeitas à fiscalização, e pior, a multas e penalidades, uma vez que existem irregularidades de diferentes tipos e natureza no gerenciamento desses resíduos.

 

Correto gerenciamento de resíduos contaminados

O correto gerenciamento de resíduos pode trazer benefícios além de reverter prejuízos em lucro. Além disso, os empreendimentos comerciais de óleos lubrificantes estão sujeitos a essa determinação legal que os exige adequação a fim de passar pelas fiscalizações e evitar autuação e multas.

As licenças ambientais, e suas renovações, estão diretamente ligadas ao cumprimento desse aparato legal que inclui o acordo setorial de logística reversa de embalagens de óleos lubrificantes. Consequentemente, a adequação legal se faz imperativa para a continuação do negócio.

 

Benefícios: redução de custos e a adequação legal

O objetivo do Workshop “Retorno Legal” sobre a Logística Reversa de Embalagens de Óleos Lubrificantes é capacitar gestores e colaboradores de postos de combustíveis, concessionárias de veículos, auto centers e oficinas mecânicas.

O Workshop “Retorno Legal” foi elaborado pela Resíduo de Valor Consultoria e Projetos, leia-se Alice Drummond, em parceria com a Green White Space, empresa sueca de projetos ambientais. O conteúdo prioritário a ser trabalho no Workshop “Retorno Legal” é a redução de custos e a adequação à lei por meio da compreensão da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS 12.305/10) e a logística reversa para embalagens de óleos lubrificantes.

Entre os benefícios e resultados almejados aos estabelecimentos comerciais participantes estão a:

  1. Redução de custos;
  2. Adequação legal;
  3. Conhecimento e informação, consequentemente melhores práticas no gerenciamento de embalagens de óleos lubrificantes e resíduos contaminados e perigosos;
  4. Reversão de desperdício e prejuízo em lucro financeiro e de imagem;

Cronograma

A primeira edição do Workshop “Retorno Legal” acontecerá no dia 11 de agosto, de 09h às 12h na sede do Sindicomércio Ituiutaba, no edifício Jóquei Clube, 12º andar, na Av. 15, nº 895 (Calçadão)

A segunda edição do Workshop “Retorno Legal” acontecerá no dia 18 de agosto, de 19h às 22h na Cancella Veículos, na rua 20, nº 1234.

As vagas são limitadas a dez empresas por workshop.

Entre em contato pelo telefone: 34.96901979 ou pelo email alicedrummond@gmail.com

 

Edição Workshop Data Local de realização Endereço Observação
1ª edição Workshop “Retorno Legal” 11/08/2015

Terça-feira

09h às 12h

Sindicomércio Ituiutaba Av.15, 895,

Ed. Jóquei Clube, 12ºandar

As vagas são limitadas a dez empresas por edição
2ª edição Workshop “Retorno Legal” 18/08/2015

Terça-feira

19h às 22h

Cancella Veículos Rua 20, 1234
 

Contato pelo telefone: 34.96901979 ou pelo email alicedrummond@gmail.com

 Realização:

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O descarte como parte da experiência da compra

*Alice Drummond e **Thiago Lima

 

Como é bom comprar! No ato da compra você sente uma “adrenalina” que acaba causando uma sensação de furor e alegria. Isso te leva a querer comprar sempre, e talvez mais.

Logo após a compra, o objeto despe-se de sua embalagem e acontece que nesse momento você é naturalmente levado a realizar duas ações, ambas decorrentes da mesma causa: o ato de comprar. A primeira delas é se desfazer, descartar, jogar fora a embalagem, e por outro lado,  a outra é manter o novo produto.

Problema real

O problema existe quando você, de fato, não reconhece o ato de descartar como parte da experiência da compra. Nesse caso, o que te leva a ter atenção sobre essa ação? O que te leva a pensar sobre a embalagem que você simplesmente “joga fora”? É nesse ponto que você deve focar sua atenção, se colocar vigilante e perseverante.

Você tem que transformar a experiência do jogar fora, do descarte, como uma parte do processo do produto, do processo da compra.  Você escolhe, analisa, negocia o preço e compra, mas quando você descarta você apenas joga fora, sem atenção, sem emoção.

Como podemos fazer para que o processo de descarte faça parte do nosso dia a dia, como parte da experiência total agregada ao produto?

Mundo Atual

Atualmente você sabe que o descarte não pode ser apenas o jogar fora. Você tem que pensar, entender e aceitar essa nova experiência. Você tem que apoiá-la!  Você tem que ver se é plástico, se é papel se é vidro, se é metal. Tem que ver se faz sentido separar daquela forma. Se tem bateria, se é contaminante ou perigoso, se tem um destino diferente. Mas nem sempre identificar os materiais é fácil. É preciso observação.

Isso tudo deve fazer parte da experiência de ter o produto. O produto não é somente o que compramos ou usamos. O produto tem inserido nele, desde sua concepção, o processo do descarte. E quanto mais você se der conta disso, mais simples e natural se torna esse reconhecimento, e então ele passa a se manifestar no ato da compra, muitas vezes com a recusa da embalagem.

Quando você experimenta o “descarte” como parte de todo o processo, você o reconhece como etapa do processo de compra e confere-lhe a atenção devida após o seu uso.

Reciclagem

Os índices brasileiros de reciclagem estão na média dos 3%, quando poderiam estar na faixa dos 30%. Ou seja, precisamos aumentar esses índices de reciclagem.

Como você pode potencializar essa nova forma de encarar o descarte como parte da compra? Como você pode sensibilizar pessoas para essa nova questão, tão próxima de você, em que todos somos os verdadeiros executores da ação de descartar?

Como você pensa nisso? Ou, como você faz as pessoas pensarem nisso: enxergar o descarte como parte da experiência do produto.

Afinal todos nós jogamos coisas fora todos os dias, várias vezes ao dia.

Escreva para a gente e diga como faz para integrar o descarte ao ato da compra. Evoluamos esse debate. lixozeroitba@gmail.com

*Alice Drummond é consultora/especialista em Resíduos Sólidos pela UnB e mestre em Governança de Resíduos Sólidos pela Sorbonne Nouvelle Paris 3.

**Thiago Lima: Mineiro de Ituiutaba, sou formado em Engenharia Elétrica na USP São Carlos e atualmente sou estudante de mestrado do RIT – Rochester Institute of Technology, pelo programa CAPES Ciência sem Fronteiras do governo Federal em Rochester-NY. Sou COO e fundador de uma startup de tecnologia chamada UNA, nos Estados Unidos, onde participo de um programa de startups chamado Sauders Summer Startup. Sou Diretor de Marketing do Embarcados, escrevo para o Fazedores e apoio a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, onde escrevo pro blog e envio regularmente artigos para um jornal de Ituiutaba. Entre outras paixões, adoro rock´n roll, assuntos relacionados a tecnologia, papo de liderança e empreendedorismo.