Arquivo da categoria: Educação Ambiental

Julho sem plástico. Você está pronto para o desafio?

na primeira década do séc. XXI foi produzido mais plástico do que nos últimos 100 anos, vais achar que é de loucos. A verdade é que estes números são reais. E a situação não tende a melhorar: prevê-se que até 2050 haja mais plástico no mar do que peixes.

A questão em torno do uso do plástico não é uma moda e é preciso explicar isto sobretudo à nossa geração: somos novos, temos energia, temos ideias, queremos fazer do mundo um lugar melhor; temos nas mãos uma oportunidade de mudar o rumo desta situação, e é importante que o façamos.

Você já reparou na quantidade de plástico que você usa durante um dia?

As garrafas de água que usa são, provavelmente, de plástico. A escova de dentes que usa é feita de plástico. Os sacos do lixo que tem em casa são de plástico. A maior parte da comida que você compra vem embalada adivinha em quê? Plástico. De cada vez que você vai às compras leva ou compra um saco de? Plástico. Agora pensa que mais de metade das pessoas que compartilham deste planeta fazem o mesmo, todos os dias.

Para agravar um bocadinho a situação, imagina agora a quantidade de plástico usada primeiro na sua casa, depois por todos os habitantes do seu bairro, depois por todos os que vivem na sua cidade. E agora pensa que todo esse plástico demora 2 gerações a decompor-se.

Atitude é tudo, e tudo é possível.

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O JULHO SEM PLÁSTICO é um movimento criado por uma organização governamental australiana para alertar o consumo muitas vezes não consciente e desafiar-nos a reduzir o consumo de plástico durante o mês de Julho. 

O objetivo é que, passado um mês, você consiga trazer alguns hábitos desse mês sem plástico para a sua vida cotidiana. O top 4 da mudança é a redução das sacolinhas plásticas de supermercado, garrafas de água e refrigerante, canudos e copos descartáveis de plástico. A redução desses 4 materiais já te coloca num ótimo patamar de realização.

Continue seu desafio com os itens a seguir:

  1. Compre caixas, não garrafas: sabe quando vamos ao supermercado e encontramos, por exemplo sabão em pó em caixas de papelão e também em garrafas de plástico? Prefira produtos em caixas, pois a reciclagem é mais simples, barata e rápida.
  2. Compre a granel: se conseguir comprar arroz, feijão e grãos a granel, aproveite. O produto será o mesmo e você estará evitando embalagens de plástico. Uma dica é reutilizar sacolas de plástico que ficaram guardadas após sua última compra.
  3. Prefira potes de vidro: na hora de comprar um produto no supermercado, prefira aqueles em potes de vidro. Além de fazer bem a natureza, você também estará garantindo um item mais duradouro e seguro para armazenar alimentos e outros produtos.
  4. Utilize seus próprios potes e recipientes: ao levar para casa o que sobrou do jantar no restaurante, ou do almoço na casa de parentes, utilize seus próprios recipientes. Evite ter que comprar mais e mais potes de plásticos sempre que precisar transportar alimentos de um ponto a outro.
  5. Diminua os produtos de limpeza: sabia que dá para realizar grande parte das tarefas rotineiras de limpeza sem precisar comprar garrafas e mais garrafas de plástico de limpa-telha, limpa-banheiro, limpa-vidro, etc.? Muitos dos trabalhos podem ser executados com bicarbonato de sódio e vinagre, basta saber como utilizar e a medida exata para cada situação.

Faça parte do desafio global visitando o site (em inglês):

http://www.plasticfreejuly.org/

Adaptação das reportagens dos sites:

https://shifter.pt/2017/06/julho-sem-plastico/

http://www.pensamentoverde.com.br/dicas/16-maneiras-de-reduzir-o-consumo-de-plastico/

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE 05 DE JUNHO

 

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado todo dia 5 de junho de cada ano desde 1972. A data foi instituída durante a Conferência de Estocolmo, que tratou do tema Ambiente. Foi durante esta conferência que foi aprovada também o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

O objetivo principal da criação desta data é a conscientização da população mundial sobre os temas ambientais, principalmente, a preservação. Desta forma, a ONU procurou ampliar a atuação política e social voltada para os temas ambientais. Era intensão da ONU também, transformar as pessoas em agentes ativos da preservação e valorização do meio ambiente.

Nesta data, ocorrem diversos eventos no mundo todo. Palestras, campanhas educativas, documentários e eventos são realizados, em vários locais, com o propósito de despertar as pessoas para esta importante questão mundial. Em muitos países ocorrem acordos ambientais e definição de políticas voltadas para a proteção do meio ambiente. Esta data é muito importante nas escolas, pois os alunos, em estágio de formação, podem desenvolver uma consciência ambiental que é fundamental para o futuro do planeta.

Esse ano, em 2017, o tema do dia Mundial do Meio Ambiente é #EstouComANatureza e tem por objetivo incentivar nossa conexão com a natureza.

A dica então é se jogar na natureza, andar descalço, sentir o vento, dar um mergulho, observar os pássaros, cada um a sua maneira.

estoucomanatureza-diado meioambiente

Em Ituiutaba a Secretaria de Meio Ambiente preparou uma semana cheia de atividades para que essa conexão seja atingida… blitz educativa, sensibilização quanto a preservação ambiental, distribuição e plantio de mudas, teatro, visitas técnicas na SAE e na Copercicla entre outros cujo encerramento acontecerá no próximo Sábado, dia 10 de junho, num evento na Praça Cônego Ângelo, a partir de 19h.

Aproveite essa semana para se jogar na natureza, para sentir o que há de mais genuíno e do que não podemos viver sem. Curta a natureza como extensão da própria vida e repense seus hábitos, lembrando sempre que “menos é mais” e que todos têm o mesmo direito de um meio ambiente equilibrado.

Separe sempre seus resíduos, destine adequadamente. Cada coisa em seu lugar.

Boas comemorações!

Dia do Meio Ambiente Prefeitura

Fontes:
http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_meio_ambiente.htm
https://www.greenme.com.br/informar-se/ambiente/5462-dia-mundial-do-meio-ambiente-2017

Associação Plataforma Ituiutaba Lixo Zero realiza palestra para Secretaria Municipal de Educação de Santa Vitória

Na última quinta-feira, dia 18 de maio, a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero realizou uma palestra com perfil de bate papo, para professores, diretores e gestores da Educação pública municipal e estadual de Santa Vitória.

O convite para a realização de uma palestra que trouxesse uma perspectiva prática para a gestão de resíduos sólidos nas escolas municipais e estaduais e creches do município de Santa Vitória partiu da equipe da Secretaria Municipal de Educação capitaneada pela Secretária Municipal Francisca Vânia de Oliveira Silva.

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Luciene assessora pedagógica, Alice da Plataforma Lixo Zero, primeira Dama e Secretária de Desenvolvimento Social Mariza, Secretária de Educação Vânia,  e professora Carlene.

A Plataforma a foi então convidada a apresentar as perspectivas de redução, reutilização, reaproveitamento e reciclagem desses estabelecimentos, além de estratégias de engajamento e mudança de hábitos, para uma plateia de aproximadamente 100 pessoas. Durante uma hora e meia várias dúvidas foram sanadas e muito conhecimento compartilhado. Em tom de bate papo, os participantes fizeram perguntas, observações e apresentaram suas realidades para o grupo, a fim de compartilhar anseios e soluções.

As ações práticas de separação e destinação adequada para a coleta seletiva, propostas por Alice Drummond, diretora executiva da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, acabaram por contagiar respectivamente as diretoras das escolas, o representante dos catadores de recicláveis do município, ali presente, e o prefeito Salim Curi.  Num acordo firmado ali mesmo, comprometeram-se a incentivar a coleta seletiva nas escolas locais por meio do recebimento de recicláveis por parte dos alunos e funcionários.

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Secretária de Educação Vânia,  Donizete que coleta e vende reciclável, prefeito Salim Curi no ato do acordo de incentivo da coleta seletiva no âmbito escolar.

A escola receberá um incentivo financeiro para tal e o valor arrecadado será revertido para melhoria das estruturas físicas da escola ou a compra de um material excepcional ou o que os alunos e professores decidirem juntos e previamente. A escola que tiver o melhor desempenho ganhará o transporte para uma viagem de final de ano, oferecido pelo gabinete do prefeito Salim Curi.

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A coleta seletiva em Santa Vitória iniciou-se há aproximadamente um mês e o município ainda dispõe de lixão. Ele faz parte do consórcio intermunicipal para o desenvolvimento sustentável – CIDES da AMVAP, além disso ele está inserido no Consórcio Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e já recebeu o Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, no qual Santa Vitória figura entre Araporã, Canápolis, Centralina, Gurinhatã, Ituiutaba, Monte Alegre de Minas, Prata.

A gestão de resíduos sólidos em Santa Vitória promete!

Acompanhe o trabalho da Plataforma. Reduza, Recicle, Composte você também!

https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/

https://www.facebook.com/plataformaituiutabalixozero/

 

Compostagem Doméstica: será mesmo possível?

*Alice Drummond

Você sabia que cerca de 50% dos resíduos gerados em nossas casas é feito de resíduos orgânicos, dentre eles: cascas cruas de frutas, verduras e legumes, cascas de ovos, borra de café e grãos e sementes?

E que são esses os ingredientes perfeitos para a produção de um belo composto orgânico, mais conhecido como adubo, que pode servir de fertilizantes para a horta e plantas em geral?

Pois sim, os benefícios da prática da compostagem são enormes:

  1. Reduz a quantidade de resíduos enviados para aterro sanitário gerando economia aos cofres públicos, que pagam pelo peso coletado e ainda minimizam os impactos negativos sobre o meio ambiente;
  2. Reintroduz matéria rica em fertilizantes para o solo, adubando as plantas.
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Composto para ser presenteado (Foto1: Regina Moura)

Mas será mesmo possível fazer compostagem doméstica?

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero garante que sim e, nesse sentido, promove oficinas de produção de composteira e de compostagem, e atende grupo de pessoas interessadas em aprender a técnica, que é, por sinal, muito simples.

Para comprovar isso, apresentamos os resultados trazidos pela associada da PILZ – Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, Regina Moura, fisioterapeuta e Ituiutabana, que em dezembro de 2016 solicitou uma oficina de compostagem em sua casa.

Na ocasião passamos por três etapas:

  1. Definição do local: no caso dela o local definido foi um espaço de terra, direto no solo que recebe um pouco de sol e sombra. Em tempos de seca ela vai precisar aguar em alguns dias da semana.
  2. Demonstração da mistura NITROGÊNCIO / CARBONO: Nitrogênio são os resíduos orgânicos: cascas cruas de frutas, verduras, legumes, cascas de ovos, borra de café e grãos e sementes e, o carbono é a Serragem, nem muito grossa, nem muito fina.

A proporção é 1 para 2 – 1 nitrogênio para 2 carbonos.

Para cada porção de nitrogênio, ou seja, de resíduos, duas porções de carbono, ou seja, de serragem devem ser adicionadas.

Os resíduos devem ser misturados com uma porção de serragem e disposta no solo, na sequencia esse montinho deve ser coberto com a segunda porção de serragem para que se evite a proliferação do cheiro, mantendo assim todos os animais indesejados longe da compostagem.

3. E disposição no solo: Simples, limpo, seco e vivo!

Resultados práticos: Sim, é possível fazer compostagem doméstica

Três meses depois recebemos a seguinte mensagem da Regina Moura, associada da PILZ:

“Olha que maravilha: só hoje resolvi colher os frutos…. Estou impressionada! Sumiram TODOS os resíduos que se reverteram em uma “terra” pura, sem cheiro! Achei um pouco grossa, pois assisti a uma palestra e ganhei uma amostra: era mais fina a textura. Mas a minha está linda! ” (Depois soube que ela pode ser peneirada, mas preferi manter dessa forma).

“Estou achando o máximo! Quando vejo a lixeira quase vazia… é perfeito! Resolvi presentear e preparei essas embalagens para motivar familiares e amigos a fazerem o mesmo. Estou orgulhosa: ficou bonitinho e as pessoas que eu presentei amaram, disseram que vão colocar nos vasos e em jardins. ”

E ela ainda fecha sua fala dizendo que: “ Nesta quarta-feira irei à casa de uma amiga mostrar como fazer!!! Vamos multiplicando a ideia…”

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O composto finalizado (Foto 2: Regina Moura)
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Reduza o “lixo”. Faça compostagem! (Foto 3 – Regina Moura)

Taí, não temos dúvidas de que é possível fazer a compostagem doméstica, diminuir a quantidade de resíduos enviada a aterro sanitário, poupar os cofres públicos, diminuir o impacto nos solos e agua e ainda por cima participar de um movimento de enriquecimento dos solos, reintroduzindo fertilizante natural feito em casa e que pode ser presenteado às pessoas queridas.

E você? Já tentou ou quer começar?

Você já tentou fazer compostagem em casa? Teve resultados positivos ou algum problema? Quer continuar a tentar e aprender de uma vez por todas?

Conte conosco: forme um grupo de 10 a 20 pessoas e entre em contato conosco. lixozeroitba@gmail.com / 34. 99690 1979 e acesse nossas redes: https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/

Facebook: https://www.facebook.com/plataformaituiutabalixozero/?ref=settings

Basta você começar!

* Alice Drummond – mestre em governança de resíduos sólidos pela Sorbonne Paris 3, consultora em gestão de resíduos sólidos pela Resíduo de Valor e diretora executiva da Associação Plataforma Ituiutaba Lixo Zero

Plataforma Ituiutaba Lixo Zero promove oficina de compostagem

LOGOPILZA Plataforma Ituiutaba Lixo Zero realiza em parceria com a UEMG no dia 23/08/2016, das 13h às 17h, na própria UEMG, oficina de compostagem com o instrutor Matheus Eduardo, cujo objeto será a compostagem de folhas secas, podas de árvores e esterco. A oficina será aberta aos estudantes do curso de Agronomia, da referida instituição e interessados em geral. 

Evento: Oficina de compostagem

Data: 23 de agosto de 2016

Horário: 13h às 17h

Local: UEMG – Campus Ituiutaba

 

Mais informações:

Alice Drummond (34) 99690-1979

lixozeroitba@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

Educação ambiental para as crianças desde cedo

Existem duas formas clássicas na qual a criança poderia ser educada com relação a boas práticas ambientais: em casa e na escola.

Em casa, fica a cargo dos pais e/ou dos familiares educar a criança de tal forma que ela entenda sobre o que é lixo, de onde ele vem e pra onde ele vai, noções de separação de resíduos, a importância da reciclagem, o fato de que é essencial economizar água, que é primordial que se plante árvores e é importante consumir produtos naturais para que se tenha uma vida mais consciente. É fundamental que a criança veja e siga o exemplo dos pais. Se a criança aprende que essas práticas são “legais”, ela levará isso para toda a vida.

Na escola, a criança desde as primeiros passos deveria ter uma educação que levasse em consideração a educação ambiental. Todas as escolas particulares e públicas deveriam ter isso, mas para isso os professores deveriam ser capacitados desde cedo. No entanto, para que isso se tornasse realidade os professores deveriam ser capacitados em suas universidades e os materiais ecolares deveriam ser adequados. Além os conhecimentos teóricos deveriam ser complementados por ativdades práticas, tais como cultivo de hortas, plantio de árvores, etc. Bons exemplos podem ser dados pela própria escola como a separação correta dos resíduos e o encaminhamento para a reciclagem, engajando as crianças a jogar o lixo no local correto, por exemplo.

Essa criança quando jovem e adulta irá semear esse conhecimento entre seus amigos, familiares e conhecidos ao longo de sua vida. Pessoas que cultivam boas práticas servem de exemplo para as demais e vinculam sua imagem a alguém responsável pelo meio em que vive. Suas ações se refletirão em seu convívio social como formador de opinião, melhorando o ambiente em que vive.

Exemplo de Educação Ambiental – Colégio ESI – Santa Teresa

Horta Sta Teresa
*Roberto Alves de Lima.
Engenheiro Agrônomo, formado pela Universidade Federal de Viçosa em 1971. Ex-funcionário da Emater-MG e  morador de Ituiutaba desde 1973. Atualmente atua como consultor de conservação do solo e água na zona rural de Ituiutaba e cidades da região.

FESTIVAL ZERO WASTE FRANÇA

Entre os dias 30 de junho a 2 de julho desse ano aconteceu o Festival Zero Waste em Paris, capital da França.

O evento foi realizado pela Zero Waste France – associação sem fins lucrativos composta por uma equipe incrível de mulheres que estão revolucionando o tema na França e participando das grandes discussões promovidas pelas associações europeias e mundiais concernentes ao lixo zero, desperdício zero e resíduo zero.

 

O QUE É ZERO WASTE?

Para começar, em inglês “zero waste” significa lixo zero/ desperdício zero.

Essa tradução já nos coloca em estado de alerta e nos remete à questão: o que é desperdício que gera “lixo”?  O que você está consumindo que está indo para a sua lixeira sem ao menos ter sido bem aproveitado? Como os produtos que você consume podem ser mais eficientes em termos de embalagem? Como você pode fazer para diminuir o consumo desses produtos? O que a lei diz? O que eu devo fazer?

E quando nos damos conta disso, pasmem, vemos que tem MUITA COISA indo diretamente para a lixeira, sem ter sido ao menos bem utilizada, sobretudo alimentos em geral e embalagens.

A discussão acerca do tema é longa e complexa e para a minha sorte eu estava lá, presente junto as outras cinco mil pessoas, mais de 150 palestrantes e oficineiros franceses e internacionais,todos voluntários, e mais de 100 voluntários em três dias de evento, para que o mesmo fosse possível acontecer.

FZW - ROBERT REED, FLORE BERLINGEN E ALICE DRUMMOND
Insira uma legenda

Robert Reed da Recology (Califórnia), Flore Berlingen, Diretora da Zero Waste France e Alice Drummond da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e Resíduo de Valor.

 

ATIVIDADES FESTIVAL ZERO WASTE FRANCE

O Festival Zero Waste ofereceu, além do palco principal, atividades paralelas acerca de soluções para a gestão de resíduos sólidos. Oficinas práticas e testemunhos de vida LIXO ZERO EM CASA foram realizados por inúmeros integrantes de famílias (quase) lixo zero e pelas famílias lixo zero de Roubaix, norte da França.

Dezenas de histórias pessoais foram compartilhadas, tanto em conferência quanto em sessões de autógrafos, com um público bastante interessado, que aprenderam entre outras coisas a fazer o composto, reparar objetos, fabricar seus produtos cosméticos além de muitos gestos para facilitar a vida de uma forma de desperdício zero.

O evento ofereceu um espaço para a “boutique lixo zero” que, por sinal, teve também um grande sucesso graças a participação de fabricantes de sacos de pano a granel, garrafas de água, lancheiras, minhocários e composteiras, guardanapos laváveis sanitários (fraldas, guardanapos e copos menstruais), lenços e algodão reutilizável.

Que tudo! Quanto lixo evitado!

 

EMPREENDEDORES LIXO ZERO: REDUÇÃO DE RESÍDUOS

O Festival Zero Waste também ofereceu um vasta gama de soluções para empreendedores que promovem atividades para a redução dos resíduos : a luta contra o desperdício de alimentos, a separação das fontes de resíduos biológicos e compostagem/ biogás, venda a granel e definições para a redução de resíduos de embalagens, lavagem/ higienização de todos os produtos têxteis sanitários para evitar que suas versões descartáveis, reutilização, reparação e upcycling* têxteis, mobiliário, equipamentos elétricos e materiais eletrônicos.

Upcycling é o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade.

O formato variado permitiu a abordagem em diversos tópicos: oficinas de co-construção (logística urbana, aquisição e creches sem resíduos), encontros sobre “a granel” e “retornável”, sessões de 30 minutos sobre soluções para o lixo zero, financiamentos à projetos e linhas diretas sobre a legislação.

Oficinas realizadas durante os três dias de festival.

 

PIONEIROS – OS HERÓIS DO LIXO ZERO

Os pioneiros do lixo zero foram fundamentais para nos apresentar as ações que vem realizando em seus municípios. Aqui, cito alguns dos vários heróis que lá estavam, reunidos, voluntários, contando ao mundo como fizeram para se destacar num processo diferenciado, econômico e solidário: Rossano Ercolini de Capannori/Itália, Robert Reed, da Recology, empresa de coleta de resíduos em São Francisco/ Califórnia/USA, que tanto me contou sobre como engajar e transformar a população em favor do lixo zero, Alexandre Garcin de Roubaix na França que vem, desde o ano passado, capacitando famílias para que elas sejam lixo zero e obtendo resultados incríveis nas áreas de saúde, bem estar e economia financeira e por fim, Enzo Favoino, chefe do Comitê Científico da Associação Zero Waste Europe, que me recebeu e apresentou calorosamente a coleta de resíduos orgânicos em Milão, em dezembro de 2014.

FZW - HEROIS ZERO WASTE

Rossano Ercolini ( Capannori – Itália), Robert Reed ( São Francisco – Califórnia), , Alexandre Garcin (Rubaix – France), Enzo Favoino (Milão – Itália) , Gabriele Folli (Parma / Itália) e Laura Chatel (Zero Waste France)

 

E ITUIUTABA COM TUDO ISSO ?

O que me marcou mais uma vez foi a gama de possibilidades que encontramos quando revemos nossos hábitos. Hábitos esses que foram impostos por uma sociedade de consumo que prioriza o descartável e esquece do durável.

Em muitas das ações e soluções para o caminho lixo zero me reencontrei com um passado nem tão longínquo em que havia menos embalagens nos produtos, menos agrotóxicos nos alimentos e quando havia embalagem, elas eram automaticamente reaproveitadas várias vezes, passando longe da lixeira. Eu vivi essa época embora seja filha da geração descartável.

Considerar a possibilidade de uma cidade ser lixo zero é considerar o incremento de qualidade de vida da população através de emprego e geração de renda, economia financeira e de recursos públicos, proteção e respeito ao meio ambiente e transformação de valores de uma sociedade.

Foi possível constatar que o poder de mudança vem do povo e que governante bom é aquele que escuta essa voz, se posiciona, procura entender e promover o que traz benefícios. Portanto, mais uma vez, a PLATAFORMA ITUIUTABA LIXO ZERO convida todos vocês Ituiutabanos a fazer parte dessa voz: a voz que quer mais qualidade de vida, economia limpa e circular, meio ambiente protegido, inteligência nas relações e menos desperdício.

Estamos juntos! Acesse: www.plataformaituiutabalixozero.com

Confira abaixo algumas fotos do Festival Zero Waste, Junho/Julho de 2016, em Paris, França

 

Alice Drummond – mestre em governança de resíduos sólidos pela Sorbonne Paris 3, consultora em gestão de resíduos sólidos pela Resíduo de Valor e coordenadora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero.

 

 

Esvazie suas gavetas Campanha de descarte de resíduos eletrônicos

Sabe aquele celular que estragou e está na gaveta do quarto?

O notebook que pifou e ficou encostado na prateleira?

A impressora que só funcionou até a Copa de 2014 e você sabe que nunca mais vai consertar?

Livre-se de tudo isso e ajude a tornar nossa cidade mais limpa! E o melhor, não dá trabalho, buscamos esses resíduos eletrônicos na sua casa, é só agendar!!

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A Resíduo de Valor Consultoria e Projetos em parceria com a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero está organizando uma campanha de coleta e descarte desses itens, denominados resíduos eletrônicos.

Essa campanha está sendo realizada de terça (14 de junho) à domingo (19 de junho).

Porque participar?

O Brasil recicla apenas 2% do total de resíduos eletrônicos gerado e existem cerca de 500 milhões de aparelhos eletroeletrônicos sem uso nas casas dos brasileiros.

Em um único celular são encontrados 15 tipos metais diferentes, alguns tóxicos, como níquel, cromo, cobalto, chumbo, cadmo, arsênio e mercúrio, que são de exploração com alto impacto ambiental.

Seja parte da solução para mudarmos essa realidade!

Se você tem resíduos eletrônicos em casa e deseja fazer um descarte correto, entre em contato com a Resíduo de Valor e agende seu horário clicando aqui, ou inserindo seu endereço, telefone e horário para o descarte.

O que recolhemos?

Celulares, computadores: desktop e notebook e impressoras.

 

Quem somos e porque estamos fazendo isso?

A Resíduo de Valor é uma empresa que busca ser referência em gestão de resíduos, promovendo impacto positivo na vida das pessoas.

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero é parceira dessa campanha.

O que será feito com esse resíduo?

Todo o resíduo eletrônico coletado vai ser desmontado, separado, descontaminado e enviado de volta a quem pode utilizá-lo na produção de outros bens, não só aparelhos eletrônicos domésticos, mas diversos outros, como equipamentos médicos.

 

Eu pago por esse serviço?

Nosso serviço de coleta é gratuito, mas você pode contribuir para que possamos aumentar essa ação por mais tempo e para outras cidades.

Sugerimos, caso sinto apto, a doar o valor de 50 reais.

DÚVIDAS? Entre em contato:

Alice Drummond: +55.34.9.9690.19 79 – alice.drummond@residuodevalor.com

A Resíduo de Valor aguarda seu contato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Fábrica de Árvores dos Meninos de Araçuaí – por Guilherme Arueira

– Se a gente planta árvore na porta de casa, por que não plantamos na beira do rio? Perguntou um aluno que fazia uma tarefa de casa.
– Vixe, então se for pra plantar no rio a gente ia precisar de uma fábrica de árvores. Disse Yuri, um dos educadores do CPCD.

E foi neste cenário que nasceu a Fábrica de Árvores dos Meninos de Araçuaí. Através de uma provocação de uma criança somado aos ouvidos atentos de Yuri, surge a ideia de um projeto 100% colaborativo na construção de uma verdadeira fábrica de árvores que fosse, não só das crianças do projeto ser Criança, mas também da cidade toda.

Sendo assim, lançado o desafio!

Reflorestar as margens do rio Araçuaí, o rio mais importante da cidade.

O Sonho

Bom, sonhar não custa nada e esse sonho parece ser bem possível. O objetivo foi traçado, reflorestar as margens do rio, nas regiões mais próximas da cidade e que são utilizadas pela população.

 

Okay, então pra isso é necessário um grande viveiro de mudas nativas. Certo? Sim, daí a “fábrica de árvores”.

A Fábrica

Vamos lá. Primeira dificuldade.
Como conseguir recursos para isso?

Como é um projeto colaborativo. Um financiamento colaborativo para a construção do viveiro de muda. Lindo!

Com uma simples campanha no site Kikante, esse projeto arrecadou, com doações vindas até do exterior, o suficiente (apenas R$ 3500,00) para construir um super viveiro onde as crianças que vão plantar e cuidar das mudas.

E não é um viveiro qualquer. Foi na necessidade de algo inovador e viável que Yuri decidiu fazê-lo em forma de uma cúpula geodésica, ou seja, uma verdadeira arapuca num formato futurístico de meia esfera.

– Pesquisando na internet, encontrei um cara no Brasil que fabrica essas cúpulas, e na medida que eu queria, ele ia me cobrar mais ou menos 7 mil reais. Caro demais! Daí eu pesquisei mais um pouquinho e encontrei um site norte americano em que faz todo os cálculos e te possibilita construir um sozinho, relatou Yuri.

– E quanto que custou esse que você está construindo? Perguntei.

– Apenas R$ 800 de material. Tubos de PVC e parafusos, basicamente.

Show de bola, né?! Com um custo baixíssimo, frente ao preço do mercado. Yuri conseguiu viabilizar e construir um primeiro viveiro e dar início à tão falada Fábrica de Árvores.


– E esse é apenas o protótipo inicial. Nós vamos construir um maior com 20m de diâmetro.

Sim! Vai ser uma verdadeira fábrica de árvores. Sem contar que as mudas são plantadas em caixinhas Tetra Pak. Mais uma boa maneira de reaproveitar esse resíduo que é tão difícil reciclar.

Pronto. Segunda dificuldade
Onde construir o viveiro grande?

Contou Yuri que tiveram que articular com a sociedade para conseguir um terreno emprestado. Tiveram algumas propostas diferentes, mas foi justo na beira do rio que eles querem reflorestar, que encontraram o lugar ferfeito.

Agora vem a parte boa. Pôr a mão na massa, divertir e aprender brincando. Assim mesmo, de maneira simples e inovadora, os educadores do CPCD vão transformando a realidade em que vivem, educando nossas crianças para o respeito e o convívio com o meio ambiente.

Parabéns Yuri. Você sabe fazer a diferença.

Para saber mais sobre o projeto acesse:
https://www.facebook.com/fabricadearvoresdosmeninosdearacuai/?fref=ts

Para saber mais sobre o financiamento colaborativo acesse:
http://www.kickante.com.br/campanhas/fabrica-de-arvores-dos-meninos-de-aracuai

Para construir a sua própria Cúpula, acesse o site:
http://www.desertdomes.com/domecalc.html
*Guilherme Arueira é graduado em Engenharia Mecânica (UFU) e mestre pela mesma Universidade.  Atualmente, Guilherme é Educador Popular e viaja o Brasil pesquisando pedagogias alternativas no território e busca atuar na área de educação ambiental nas instituições que trabalha

Acompanhe seu trabalho na página Chove Brasil do Facebook:

https://www.facebook.com/chovebrasil/?fref=ts

 

Para refletir – por Regina Moura

Há muito podemos observar o descuido dos feirantes durante e após a feira-livre que acontece todos os sábados na Av. 1 (Jorge Jacob Yunes). O cenário quando é encerrada a feira é deprimente: lixo orgânico amontoado de um canto a outro da rua, e não apenas na via, mas nas calçadas, muitas vezes bem próximo aos muros das casas! O lixo não é ensacado para ser recolhido pelo caminhão do lixo.

Feira Itba Abril 2016

Como em qualquer residência, empresa comercial, industrial ou de alimentos na cidade de Ituiutaba, os feirantes deveriam manter permanentemente limpa a área ocupada pela banca e seu entorno, desde a montagem até a desmontagem. O lixo produzido deveria ser acomodado em sacos plásticos resistentes e deixados na calçada para o recolhimento, como todos nós fazemos há anos!

Frutas e verduras podem ser vistas no chão e não apenas durante a feira-livre, mas principalmente depois no encerramento da mesma – é o que sobra do pós-feira na avenida Jorge Jacob Yunes onde ficam instaladas as barracas: cascas de frutas e verduras, palha de milho, guariroba, fruta esmagada ao chão, sobras de verduras, caixas de papel, plásticos, papéis, jornais… tudo isso é deixado pela rua!

TODOS deveriam fazer sua parte para manter o ambiente limpo (a avenida, a cidade) – detalhe: a feira acontece VIZINHA ao Pronto-socorro Municipal!

Acredito que o pior problema é a falta de consciência em entender que não se deve jogar lixo na rua, como se o Poder Público fosse responsável por tudo o que é colocado no chão. E não é porque temos uma empresa que faz acoleta de lixo que podemos deixar o lixo exposto. Aliás, em nossas residências, se não colocarmos o lixo em sacos plásticos, a empresa não o recolhe, óbvio!

Seria interessante se houvesse:

  • Trabalho de conscientização junto aos feirantes, no sentido de terem mais ordem e higiene;
  • Trabalho socioeducativo – distribuição, inicialmente, para cada barraca, sacos de lixo e implantação de sistema de fiscalização. Ao desmontar a barraca, o feirante teria que deixar seu lixo ensacado. O objetivo seria agilizar o serviço da empresa de limpeza urbana e manter o ambiente limpo (nota: o serviço de limpeza e coleta acontece cerca de 30 a 60 minutos após o término da feira – neste período – precisamos conviver, em pleno século XXI com a sujeira na rua). Quem não atendesse a isso, após esse período de orientação, deveria ser penalizado; também, após este período, cada feirante ficaria responsável em adquirir os sacos para armazenagem do lixo;
  • O feirante que encerrasse seu trabalho na feira e deixar o lixo espalhado deveria ser notificado, podendo até ser suspenso do seu trabalho.

 

A adoção dessas soluções podem ser efetivadas– e resolveria o problema de manter a limpeza da rua (bem como das demais feiras da cidade – pois essas condutas atingiriam todas elas).

Não parece simples? O que você pensa a respeito?

(Texto semelhante foi entregue pessoalmente ao Secretário de Obras – e aguardamos mudanças).

  • Regina Moura Carvalho – fisioterapeuta graduada pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar (1990) e graduada em Administração pela FTM em 2008; tem afinidade com temas ligados ao meio-ambiente, sustentabilidade e afins e incorpora, sempre que possível, práticas relacionadas, como coleta de água da chuva, plantio de árvores, separação do lixo para reciclagem, redução e reutilização de materiais.

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