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Plataforma Ituiutaba Lixo Zero promove oficina de compostagem

LOGOPILZA Plataforma Ituiutaba Lixo Zero realiza em parceria com a UEMG no dia 23/08/2016, das 13h às 17h, na própria UEMG, oficina de compostagem com o instrutor Matheus Eduardo, cujo objeto será a compostagem de folhas secas, podas de árvores e esterco. A oficina será aberta aos estudantes do curso de Agronomia, da referida instituição e interessados em geral. 

Evento: Oficina de compostagem

Data: 23 de agosto de 2016

Horário: 13h às 17h

Local: UEMG – Campus Ituiutaba

 

Mais informações:

Alice Drummond (34) 99690-1979

lixozeroitba@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

Ensinando e aprendendo: um relato de experiência de extensão universitária na Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba | por Isadora Santana*

Para começar, você meu conterrâneo Tijucano, sabe da existência da Cooperativa de Reciclagem em nossa cidade? Deve-se lembrar do sininho soando pelas ruas…

Pois é, a Cooperativa de Reciclagem é um fruto do Programa Ituiutaba Recicla, programa municipal implementado pela SAE (Serviço de Água e Esgotos) no ano 2000, quando aconteceu o nascimento da Coleta Seletiva com o intuito de destinar a menor quantidade de lixo para o Aterro Sanitário.

Além da preocupação ambiental o projeto teve como um fundamento principal a questão social, a fim de integrar ao programa pessoas que viviam da renda da venda de matérias recicláveis recolhidos no lixão e nas ruas.

No ano de 2000 os responsáveis pela Educação ambiental desenvolveram diversas ações para o esclarecimento da importância de cada cidadão no processo de conservação do meio ambiente, uma dessas ações foi uma peça Teatral, com o foco em crianças e adolescentes e acredite, eu fui um personagem. Desde aí tive experiência nesse projeto, já estava fazendo educação ambiental aos 11 anos de idade com a personagem “Maria Latinha”, peça dirigida pela professora Maísa Franco. Fizemos diversas apresentações e essa experiência ficou para sempre marcada.

O tempo passou e o projeto se consolidou. A Copercicla tem e como tem história e, nessas idas e vindas, em uma cidade pequena a gente sempre reencontra situações que nos remete a algum passado e assim eu tive a grande oportunidade de ser bolsista da Universidade Federal de Uberlândia- Campus Pontal e voltar a ter contato e experiência com a Cooperativa, com projeto: Desenvolvimento de técnicas e ferramentas pedagógicas para o desenvolvimento cognitivo de trabalhadores cooperados em Engenharia de Produção.

Orientada pelo professor Hilano José Carvalho Rocha, que desenvolveu diversos tópicos para o desenvolvimento de uma metodologia para alcançarmos nosso objetivo, que era criar melhorias nas condições de trabalho dos cooperados com a utilização de conhecimentos de Ergonomia, Segurança no trabalho, Gestão da Qualidade, Economia Solidária, Psicologia e Pedagogia.

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Mas do conteúdo tenho para contar, que é algo que molda nosso raciocínio e a nossa maneira de ver, deixa o nosso olhar menos superficial, aguça nossos sentidos, ensina através de outros experimentos, a experiência de outros que colaboram para que a nossa experiência seja positiva.

Sendo assim, a experiência real, o contato direto com o processo e as pessoas envolvidas faz com que a preparação teórica passe a ter sentido, durante os meses que estive na Copercicla tínhamos como meta implementar um sistema que melhorasse o ambiente de trabalho, visto que graças a conscientização e contribuição da população para que o “estoque” esteja sempre em níveis adequados para a seleção e o processamento, como um problema, o espaço é pequeno e é preciso certa organização, utilizamos como base para nosso projeto os 5’S da qualidade ( Senso de Saúde, Senso de Utilização, Senso de Organização, Senso de Ordenação e Auto disciplina).

Como disse, estudamos para criar meios de introduzir nossas idéias no contexto do trabalho dos cooperados, para que não fosse algo rígido e forçado e sim um aprendizado prazeroso que fosse entendido como “O melhor para eles”.

Projetamos eventos para a aplicação desses sensos, desenvolvemos palestras, jogos, selecionamos filmes, fizemos parcerias com organizações privadas e conseguimos realizar então os Eventos na Universidade, recebemos os cooperados com alegria, o melhor de tudo é a apropriação do local, de expor que a universidade é lugar deles também, como fator de motivação para os cooperados e o sonho que os filhos possam ter a oportunidade de freqüentar aquele espaço um dia.

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Graças a parceria de sempre entre os cursos Serviço Social, Pedagogia, Administração e Engenharia de Produção pudemos proporcionar momentos positivos e inesquecíveis no aprendizado.

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Portanto nesses encontros, durante as pesquisas, em reuniões, em visitas a cooperativa, que desenvolvemos o que há de melhor em nós: O prazer da cidadania, de cada um fazer a sua parte, de cada um lutar de forma digna por sua sobrevivência, por seus sonhos e por suas oportunidades, por querer um mundo melhor, um ambiente mais limpo, mais organizado, onde a população faz a sua parte na separação do material reciclável e eles desenvolvem seu grandioso trabalho para a sociedade e o planeta.

Não tive possibilidade de acompanhar o projeto até o fim, mas sei que lançamos a semente boa, sei que não foi em vão o que vivemos.

Que nós, população, tenhamos consciência do quanto a Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba – Copercicla é importante para o meio ambiente, o quanto contribui para a vida dos cooperados, que nós continuemos a reduzir, reutilizar, separar e reciclar nossos resíduos.

E quando ouvirem o sininho… Abram as portas de suas casas e ofereçam uma água e um cafezinho como bom mineiro!

E minha experiência?

…sinto que ainda não acabou.

Isadora Santana Perfil* Isadora Santana é estudante do 7º período de Administração na Faculdade de Ciências Integradas do Pontal- Facip/UFU.

OIKOS *** Por um novo abrigo

 

Por Pedro Nabuco*

O documentário artístico realizado entre 2009 e 2011 Oikos (eco em grego, o lugar onde habitamos) abre uma janela para uma realidade escondida, apesar de cada vez mais conhecida. Aquela de nós mesmos, e da alteridade em vista dos outros, necessária para entender onde nos metemos. O seu drama está ali, e reside escondido no que não foi mostrado, como as crianças que lá estavam acompanhando sua mãe catadora, e que registramos andando naquela terra de ninguém, espécie de confim do mundo, onde o Estado de Direito apenas tangencia. Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente, mesmo em face do fato de que as crianças não estavam trabalhando, aquelas imagens não fizeram parte da obra que montamos. Nem as lágrimas da mulher, que achava fetos no lixão.

* *  *

Reciclagem. Passados 16 anos do meu diploma em direito e 17 do meu engajamento no Fórum Global da Rio 92 – a Conferência Global que consagrou o princípio da precaução ambiental -, fui fazer pós-graduação em desenvolvimento sustentável e direito ambiental na Universidade de Brasília. Sendo um curso interdisciplinar e majoritariamente à distância, vislumbrei a liberdade almejada pelo pesquisador preocupado com o planeta. E lá formou-se a quarta turma deste curso criado originariamente para membros do Ministério Público, sendo aquela a segunda (e até onde eu sei, a última) turma aberta para os interessados de todas as áreas. Para lá afluíram pessoas de diferentes regiões do país, e foi lá onde Oikos começou.

Parecia um dream team aquele grupo que formamos na disciplina educação ambiental com as “meninas”, todas belas, pró-ativas e descoladas. Vamos fazer um curta-metragem, sugeri. E veio o Ronaldo Martins Alba, qual um Obelix, sugerir filmar no lixão da Estrutural. Ele sabia do que estava falando, e possuía a poção mágica para enfrentar o desafio, o estado guerreiro inerente ao seu sangue guarani.

Na gênese de Oikos fiz tudo aquilo que sabia morava fora da ortodoxia da indústria cinematográfica. A começar pelo uso contínuo da música, que deve ser usada com economia em documentários, onde mais valem os sons da realidade do que a vestimenta sonora de uma emoção, considerada por muitos como uma interferência indevida.  – “Vamos fazer sobre trilha musical, como Koyaaniskatsy“, propus, lembrando o filme de Godfrey Reggio, da trilogia derivada da palavra indígena hopsi Qatsi  – a vida sem equilíbrio.

Depois por trabalhar sem recursos com pessoas que em sua maioria não tinham vivência no audiovisual. Não era o caso da Alice Drummond, nossa narradora. (Koyaaniskatsy não tem narrador, mas nós achamos necessário informar). E mais ainda, começar um filme na academia. O longa-metragem que fizera sobre os Kalunga tinha sido premiado no festival Cine Eco em Portugal, onde o regulamento proíbe os filmes feitos na academia! Talvez porque na academia muitos queiram fazer ciência e não arte, exagerando no parlatório. Mas a verdade é que foi o status de membros da UnB que nos abriu as portas do lixão da Estrutural e que Oikos não se limitou à universidade.

E com tudo isso foi feita a obra de arte, realizada em um território interdependente, onde não existe acaso no sentido de negação.  A opção pelo viés artístico em assunto tão sério tinha uma razão: se alcançarmos o coração das pessoas, nosso objetivo de causar algum efeito, dentro de nossa impotência, será maior. O que prova que a arte é livre: quando alguém diz: “faça assim ou assado,” “daquele jeito não pode,” sempre vem o talento de um artista livre que subverte.

* * *

Quando estava gravando, à distância um sujeito brandiu uma arma imaginária e gritou ao longe do alto de um monte de lixo: – “Eu te apago!”.  Eu sabia que ali havia muitos ex-presidiários, e entendi que aquele homem tinha direito a não ser visto naquela condição. Como a mulher que trabalhava à noite e depõe sem ser vista ou identificada, por sua solicitação expressa.

O que restou foi a onça que esculpimos, com a participação brilhante das mulheres que escreveram o texto, dos músicos envolvidos, especialmente do produtor musical Paulo Gabriel, do sax brilhante, do lamento da voz de minha irmã Isabel, sobre um tema derivado do lamento ibérico. E dos artistas profissionais que engajaram-se voluntariamente em Goiânia, extensão do Planalto Central do Brasil, onde montamos Oikos em primeiro corte para a Universidade e onde, dois anos depois, por teimosia, atingimos o corte final em um computador portátil, debaixo de uma mangueira.

Quando, recentemente, entrou em vigor a obrigatoriedade de acabarem os lixões, muitos seguiram, inclusive o da Estrutural, no Distrito Federal, tão perto da Esplanada e da Praça dos Três Poderes. Existe um fosso entre a letra da lei e os hábitos da sociedade de consumo e a podridão política. Basta dizer que, ao chegarmos à Estrutural num domingo, fomos impedidos de entrar por falta de segurança. Não foi o caso dos catadores, sub-cidadãos a quem se permite a vida em estado de risco. Assim, o documentário é o produto de duas tardes no lixão, com os seus fumos de metano entrando pela noite.

O alerta final sobre o metano – que também é produzido nos lagos de grandes hidrelétricas quando não se remove a vegetação, monumentos à concentração de poder e ao impacto ambiental -, é um grito para que busquemos uma civilização solar. Por que os impostos sobre a energia solar? Será que rumamos para o abismo, como no sugestivo título em forma de pergunta do livro do Edgar Morin?

 Esperança. O conceito de lixo zero, bravamente abraçado pela Plataforma de Ituiutaba em Minas Gerais é uma resposta em direção a um futuro mais viável, possível ou sustentável, porque alinhado com a equidade intergeracional. Anos depois de nossa aventura, Oikos encontra enfim o seu abrigo.

OIKOS BAndeira do Brasil

Na serra fluminense, em fevereiro de 2015.

*PEDRONABUCO Pedro Nabuco é Documentarista, formou-se em direito na PUC-RIO. Pós-graduado em desenvolvimento sustentável e direito ambiental pela Universidade de Brasília. Trabalhou como coordenador durante o Fórum Global da Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Rio 92. Foi curador do Cine Gaia, Festival Internacional de Cinema Ambiental por ocasião do bicentenário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Encontros decisivos para uma grande mudança nos nossos hábitos – Metade do problema pode virar adubo

 Na última segunda-feira, dia 09 de fevereiro, a Secretaria Municipal de Educação de Ituiutaba foi palco da 3º audiência pública municipal para o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS).

Basicamente esse encontro teve como objetivo apresentar os estudos da equipe da UFU referentes à elaboração do PMGIRS, partindo da construção de um aterro sanitário que atenda os sete municípios que compõem o consórcio intermunicipal, a saber: Ituiutaba, Gurinhatã, Prata, Monte Alegre, Canápolis, Centralina e Araporã.

Levando em consideração a exigência legal (PNRS 12.305/10) que o aterro sanitário deve receber somente rejeitos a equipe da UFU, liderada pela geóloga e professora Maria Ângela Freitas, apresentou três cenários para a construção e gestão consorciada de um ou mais aterros sanitários para as sete cidades.

 

Primeiro Cenário:

O primeiro cenário contempla a construção de um único aterro sanitário próximo ao Trevão, que receberia os rejeitos dos sete municípios participantes do consórcio intermunicipal.

 

Segundo cenário:

O segundo cenário contempla a construção de dois aterros sanitários. Um deles construído em Ituiutaba, próximo ao Posto Décio, saída para Santa Vitória, que atenderia Ituiutaba e Gurinhatã. E o outro construído próximo ao Trevão que atenderia as demais cidades: Prata, Monte Alegre, Canápolis, Centralina e Araporã.

A gestão desses dois aterros não seria individual ou realizada apenas pelas cidades beneficiadas, mas sim pelo consórcio público representado pelas sete cidades.

 

Terceiro Cenário:

Já no terceiro cenário, são contemplados três aterros sanitários. Nesse caso, um aterro em Ituiutaba que atenderia as cidades de Ituiutaba e Gurinhatã. Um segundo aterro para os municípios de Centralina, Canápolis, Araporã e Monte Alegre. E finalmente um terceiro aterro que seria reservado para o município do Prata apenas.

 

Gestão Consorciada

Nessa perspectiva consorciada, independente do número de aterros, deve-se lembrar de que a gestão deverá ser feita também de forma consorciada e compartilhada. Assim, a equipe da UFU considerou fortemente, durante a construção dos cenários, tanto a composição gravimétrica, ou seja, o volume e os tipos de resíduos dos municípios participantes como também custos de logística e gestão dos aterros.

A Prefeitura de Ituiutaba se posicionou a favor do segundo cenário. No entanto, os outros municípios receberão a equipe da professora Ângela ainda essa semana,na ocasião das audiências públicas agendadas e ao fim desse processo, previsto para o mês de maio desse ano, os prefeitos dos municípios consorciados tomarão a decisão final de qual cenário os sete municípios consorciados trabalharão durante os próximos 20 anos.

 

Educação Ambiental e Mudança de Hábitos

O que vale ressaltar é que independente da decisão tomada pelos prefeitos, todos esses feitos devem ser acompanhados de inúmeras ações de educação ambiental em diversos níveis e âmbitos da sociedade.

Para termos uma ideia do trabalho e da mudança a ser realizada por nós, cidadãos, a composição gravimétrica dos resíduos de Ituiutaba foi apresentada. Composição gravimétrica nada mais é que o volume do “lixo” e, do quê ele é composto, visto que todos os resíduos estão misturados.

Em Ituiutaba nós produzimos diariamente 70 toneladas. Dessas, aproximadamente 22 toneladas são materiais recicláveis tais como plástico, vidro, papel e papelão, alumínio, entre outros.  Os rejeitos, ou seja, o que não é passível de reaproveitamento tais como papel higiênico, algodão e cotonete usado, plástico filme sujo de comida, bandeijinha de isopor de frios, entre outros figuram com 19 toneladas. Já os resíduos orgânicos seguem a média nacional de quase 50% dos resíduos gerados e, aqui em Ituiutaba, das 70 ton/dia eles aparecem como 35 toneladas diárias de matéria orgânica, sendo levadas ao aterro sanitário, enterradas, causando graves danos ambientais e deixando de gerar riqueza.

Diferença entre REJEITOS X RESÍDUOS SÓLIDOS

Art3º PNRS (12.305/10):  ….definições

XV – rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada;

XVI – resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível;

PNRS (12.305/10): Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305 de 02/08/2010

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm

 

 

 

A compostagem, ou seja, a transformação da matéria orgânica em adubo é altamente recomendada. Sendo ela incentivada e orientada em Ituiutaba, a sociedade Ituiutabana caminha para um status de sociedade lixo zero e resolve metade do problema, problema esse que pesa 70 toneladas por dia.

ATENÇÃO! ULTIMOS DIAS PARA INSCRIÇÃO DE PRÁTICAS NA PLATAFORMA EDUCARES

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Atenção, atenção!

Essa é a última semana para o envio das práticas de educação ambiental e comunição social para a PLATAFORMA EDUCARES DO MMA/PNUD.

Ja inscreveu a sua?

Se não, aproveite esses últimos dias, o prazo se encerra sexta-feira, 15/08/14.

AnexoI-Regulamento

AnexoII-FormularioInscricao

AnexoIII-DeclaracaoParticipacao

AnexoIV-AutorizacaoDivulgacaoExperiencia

ErrataEditalEducares

 

 

Série de Palestras A contribuição da universidade com a coleta seletiva: a parceria FACIP/ UFU e Copercicla Por Flander Calixto

Palestra:

A contribuição da universidade com a coleta seletiva: a parceria FACIP/ UFU x Copercicla

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 Flander Almeida Calixto é docente do curso de serviço social da FACIP/UFU, é graduado em serviço social pela Faculdade de Serviço Social de Uberlândia, mestre em serviço social pela UNESP (Franca,SP), doutor pela Faculdade de Educação da USP-SP e Especialista em planejamento regional pelo Instituto de Economia da UFU.

Na palestra A contribuição da universidade com a coleta seletiva: a parceria FACIP/ UFU e Copercicla, o prof. Flander trás alguns dados do trabalho que a FACIP/UFU tem realizado na Copercicla – Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba.

O curso de Serviço Social iniciou sua parceria com a Copercicla em 2010, quando o mesmo foi instalado aqui em Ituiutaba, pela FACIP/UFU,  Câmpus Pontal.

Na ocasião de sua instalação, um encontro foi realizado no hotel Bernal e várias entidades foram convidadas a participar, com o objetivo de levantar o que a cidade de Ituiutaba e a região esperavam do curso.

Compareceram 500 pessoas dentre representantes de cidades vizinhas das prefeituras e entidades não-governamentais. A partir desse encontro  foi elaborada uma pauta com 10 pontos, para que fosse desenvolvido um plano pedagógico voltado para as necessidades locais e regionais. Um dos pontos abordados foi relativo ao desenvolvimento sustentável e, na ocasião do encontro, foi possível conhecer a Copercicla. O sentimento dos docentes como também dos estudantes foi de  “amor à primeira vista”.

Ainda em 2010, devido à falta de verbas, o apoio de representações políticas foi solicitado. Um político colaborou com as emendas parlamentares para que os alunos do curso começassem a trabalhar na Copercicla. Assim rodas de conversas eram realizadas com o intuito de interagir os cooperados, permitindo que o pessoal se entendesse melhor.

Na sequencia, um projeto (PROEXT – programa de extensão do governo federal) foi aprovado com o valor de 50 mil reais. Com esse projeto, foi possível comprar a esteira de separação – sob a perspectiva de que “tecnologia emprega”. Melhorias no trabalho da cooperativa foram proporcionadas.

Tanto a Copercicla quanto a universidade contaram com o apoio da Cristina Garvil.

Além disto, a aquisição de outra esteira foi proporcionada pelo apoio do  Ministério Público. Foi possível então montar outro esquema de processo de trabalho que resultou na qualificação da atividade profissional, no aumento  da produtividade e tirou o problema relativo à ergonomia do trabalho dos cooperados.

A aprovação de um novo projeto, que contemplava a qualidade de vida dos trabalhadores, proporcionou a aquisição de bebedores com refrigeração, ventiladores, roupas e uma prensa no valor de 27 mil reais.

A colaboração do curso de Serviço Social – FACIP/UFU, Câmpus Pontal com a Copercicla acontece ainda na forma de acompanhamento das famílias, com o apoio da Prefeitura Municipal e Secretaria de Desenvolvimento Social, para que os cooperados venham a ter acesso à programas sociais (Minha Casa Minha Vida com 17 famílias contempladas).

Os professores do curso de Química da FACIP/UFU também estão colaborando com um projeto na Copercicla a respeito do Óleo Residual, POST EM BREVE

A FACIP/UFU tem dado todo o apoio a esta instituição- Copercicla – pois acredita em uma instituição que cresça e que avance dentro de um projeto de sustentabilidade. É necessário o desenvolvimento econômico aliado a qualidade de vida para as pessoas.

O ultimo Projeto apresentado objetiva 100 mil reais e sendo aprovado desenvolverá melhorias relativas à qualidade de vida dos trabalhadores da cooperativa, contado com o apoio de médicos, ergonomia, fisioterapia. Para que os cooperados, de todas as idades e problemas pessoais possam avançar se faz necessário esse apoio.  A importância dessa nova etapa de colaboração e trabalho em conjunto se deve a essa diversidade de pessoas e necessidades encontrada na Copercicla.

“A nossa maior preocupação é o desenvolvimento das pessoas e a FACIP/UFU tem avançado neste sentido contando com o apoio de vários parceiros”.

A Copercicla é um exemplo de sucesso, avanço, garra e êxito de seus trabalhadores, administradores, diretoria e todos aqueles que acreditam nessa iniciativa. A FACIP/UFUtem dado a sua contribuição em aspectos positivos e se sente participante deste processo e, se prontifica a contribuir mais.

Leia no 1º exemplar da Revista Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, o texto escrito por Flander Calixto.

Post escrito por  Emmeline Aparecida Silva Severino, Pós-graduanda do Curso Latu Sensu de Ciências Ambientais, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro/ Câmpus Ituiutaba

Foto: Thiago Oliveira Silva, Graduando 5° Período de Publicidade e Propaganda, Faculdade Triangulo Mineiro. FTM

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero dá continuidade às atividades com os Fóruns Setoriais.

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Fórum setorial resíduos agropecuários acontecerá nesse dia 16 de abril.

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero dá continuidade às suas atividades iniciando a série de Fóruns Setoriais. As cadeias produtivas submetidas à logística reversa terão a oportunidade de conhecer o arcabouço legal, identificar as dificuldades de gestão e implantação da logística reversa para  esses resíduos e em conjunto e colaborativamente buscar soluções  para essas questões.

As cadeias produtivas submetidas à logística reversa conforma a Política Nacional de Resíduos Sólidos são: agrotóxicos; óleos lubrificantes, pneus, lâmpadas, pilhas e baterias, saúde, eletroeletrônicos e resíduos de construção e demolição e embalagens em geral. . Além dos fóruns realizados para essas cadeias produtivas será realizado um Fórum Setorial de Educação. As discussões acerca das embalagens em geral permearão todos os fóruns por estarem contidas em todos os fóruns.

Fórum setorial resíduos da agropecuária

O Fórum setorial resíduos da agropecuária acontecerá nessa quarta-feira, dia 16 de abril, às 15h na secretaria municipal de agricultura, no Parque JK.

A proposta desse fórum é discutir os resíduos sólidos nas atividades agropecuárias, inclusive mas não somente, os agrotóxicos, submetidos à logística reversa.

A pauta abordará brevemente o aparato legal vigente referente ao setor (exigências da PNRS, CONAMA, ANVISA, entre outros). O levantamento dos problemas enfrentados pelo setor para a destinação dos resíduos sólidos em suas atividades deverá ser realizado em seguida e guiará a busca de soluções para os problemas enfrentados.

A colaboração deverá ser o tom de toda a discussão, construção de diagnóstico dos fóruns setoriais. Esses contam com os diferentes atores da gestão “integrada” de resíduos sólidos, parceiros da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero: poder público, setor privado, sociedade civil, instituições de ensino e mídia.

Data: 16/04/2014

Horário: 15h

Local: Secretaria de Agricultura – Parque JK

O próximo Fórum Setorial de óleos lubrificantes e pneus acontecerá no dia 24 de abril, na FIEMG. Se você tem interesse em participar, entre em contato, por favor, pelo email: lixozeroitba@gmail.com

 

 

I Encontro da Coleta seletiva em Ituiutaba e os dez anos da Copercicla e Lançamento oficial da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero.

Acontece nessa manhã o I Encontro da Coleta seletiva em Ituiutaba e os dez anos da Copercicla e Lançamento oficial da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero.

O auditório da Câmara está lotado e a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero se transforma cada vez mais em verdade.

Obrigada a todos que aqui estão conosco desenvolvendo o debate e conhecimento em torno da gestão de resíduos de Ituiutaba, nesse momento especificamente a COLETA SELETIVA realizada pela Copercicla – Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba.

Obrigada a todos que fizeram esse momento se tornar realidade. Parceiros e colaboradores vocês são incríveis!!!

Participe você também. Basta você começar.

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Revista Plataforma Ituiutaba Lixo Zero

A Revista Plataforma Ituiutaba Lixo Zero no seu primeiro exemplar, faz um resgate da coleta seletiva em Ituiutaba, comemora os dez anos da Copercicla, apresenta sua evolução e as parcerias de sucesso, o ponto de vista do setor produtivo e os desafios e perspectivas face à Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei 12305 de 02 de agosto de 2010.

A Revista Plataforma Ituiutaba Lixo Zero foi realizada por meio de colaboração e entre os autores estão:

Cristina Garvil; Odeon Nunes Barcelos; Flander Almeida Calixto; Jayme Batista Gonçalves Filho; Rita de Cássia Dias Akegawa; Sérgio Jerônimo de Andrade

Amanhã a Revista ” A Coleta Seletiva em Ituiutaba e os 10 anos da Copercicla” será distribuída no evento de mesmo nome, que será realizado amanhã, dia 10 de abril, de 8h às 12h, na Câmara Municipal de Ituiutaba.

Compareça e contribua para o debate.

 

Programação 10 de abril, quinta-feira. Encontro marcado.

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I Encontro da Coleta Seletiva em Ituiutaba e os 10 anos da Copercicla e

                                                                                    Lançamento da Plataforma Ituiutaba  Lixo Zero

 

Data: 10/04/2014

Horário: 08h às 12h

Local: Auditório da Câmara de Vereadores de Ituiutaba/MG

Rua 20 – Praça Cônego Ângelo

HORÁRIO ATIVIDADE PRELECIONISTA
08h

 

 

 

 

 

Abertura / Apresentação do evento Prefeito Municipal

Presidente da Câmara

ACII – Representando o setor produtivo

FACIP/UFU – Representando as Instituições de Ensino

Organizadores do evento

8h30

 

8h45

A implantação da coletiva em Ituiutaba

 

– Evolução da Coleta Seletiva em ITBA

 

Cristina Garvil

Arquiteta-Mestre em Gestão Ambiental

 

Odeon Nunes Barcelos – Presidente da Copercicla

9h00

 

 

9h15

 

– A contribuição da Universidade com a coleta seletiva: a parceria UFU x Copercicla

 

– Desafios e perspectivas do setor produtivo

Flander Almeida Calixto

UFU/Campus Pontal

 

 

Jayme Batista Gonçalves Filho  Representante do setor produtivo/ACII

9h30 Momento Cultural  
9h50 – 10h10 Coffee Break e Network

 

 
10h10 Coleta seletiva em Ituiutaba: contribuições e desafios

 

Humberto Minéu – IFTM/ Campus Ituiutaba; Doutorando em Geografia/UFU
10h25 A coleta seletiva em redes de cooperativas Francisco Sérgio Abucater Lima – Analista Técnico/FUNASA
10h45 Experiência da coleta seletiva em Itaúna, MG Osmando Pereira da Silva – Prefeito do Município de Itaúna/MG
11h15 Lançamento da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero Alice Drummond

Relações Públicas, Especialista em Desenv.Sustentável e mestranda na  Sorbonne Paris 3

Humberto Minéu

11h30/12h Debate (perguntas por escrito) Todos os prelecionistas
12h Encerramento