Arquivo da categoria: I Encontro da coleta seletiva em Ituiutaba e os dez anos da Copercicla

Resíduos que trazem oportunidades e desenvolvimento por Alice Drummond

Palestra: As oportunidades da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e o Lançamento da PLATAFORMA ITUIUTABA LIXO ZERO

alice10deabril

Formada em Relações Públicas – Puc minas; Especialista em desenvolvimento sustentável e direito ambiental pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB; Mestranda em estudos internacionais com especialização na América Latina e gestão em meio ambiente no Instituto de Altos Estudos da América Latina da Sorbonne Nouvelle Paris 3

 

O tema Resíduos Sólidos é uma preocupação urgente e planetária sendo discutida hoje, localmente e globalmente.

De acordo com dados da ONU, o Brasil recicla 95% das latas de alumínio, 55% de PET e metade do papel e vidro são reciclados gerando uma economia de 2 bilhões de dólares por ano, e com isso,  elimina 10 milhões de toneladas de gás de efeito estufa na atmosfera.

Embora isso aconteça, cinco bilhões de dólares ainda são perdidos, indo para o aterro sanitário ou lixões. O que significa que “estamos deixando de fazer muita coisa”.

O Brasil possui por volta de 500 mil catadores, cooperados e coletores de materiais recicláveis, mas esse número pode ser muito maior.

Com a possível criação de uma rede de cooperativas no Pontal do Triângulo Mineiro, tem-se a oportunidade da criação e desenvolvimento do mercado para a reciclagem, trazendo desenvolvimento para Ituiutaba. Assim, paramos de pensar em reciclagem e resíduos como “ambientalistas chatos”, mas de maneira a valorizar a questão econômica, política, que gera renda, desenvolve economicamente uma sociedade, aumenta o poder de consumo e gera educação.

E é isso que buscamos para Ituiutaba. É o que a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero pretende, mobilizar “as tropas” e sensibilizá-las para o lixo zero. Os objetivos da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero são: cooperação entre as diferentes esferas do poder público, setor empresarial e demais segmentos da sociedade, o reconhecimento da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto e do resíduo sólido reutilizável ou reciclável como um bem econômico de valor comercial gerador de trabalho e renda e promotor da cidadania.

Acesse aqui a apresentação: MOBILIZAÇÃO-Lançamento Plataforma Ituiutaba Lixo Zero

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Experiência da coleta seletiva em Itaúna MG POR OSMANDO PEREIRA – Prefeito de Itaúna

Palestra:  Experiência da coleta seletiva em Itaúna MG

 Osmando Pereira - Prefeito de Itaúna

Osmando Pereira da Silva, Prefeito de Itaúna MG, 4º mandato como prefeito de Itaúna, Atuou como secretário regional da Pampulha em Belo Horizonte, diretor tesoureiro da frente mineira de prefeitos, membro da diretoria da associação mineira dos municípios, graduado em Letras, Comerciante e vereador por dois mandatos

A cooperativa – COOPERT foi criada em 1999 e começou seus trabalhos fazendo o recolhimento dos materiais recicláveis nos bairros mais nobres. Na época de sua criação a reciclagem era realizada a partir dos materiais recolhidos nos bairros mais nobres, que por sua vez apresentavam maior valor agregado. A própria prefeitura efetuava sua comercialização.

Em 2002, após várias tentativas de implantação da coleta seletiva, foi criado o modelo de separação seco e molhado, que é realizado duas vezes por semana em regiões adensadas e cobre 100% da área urbana e rural.

A separação do resíduo seco e molhado é feita pelo morador, em sua casa – a vantagem é que não se mistura o resíduo orgânico do resíduo reciclável. Com isso, ele chega limpo para a triagem e terá um valor de mercado melhor. O recolhimento é feito porta-a-porta em dias alternados. O lixo seco é recolhido em caminhões de carroceria (levado para a cooperativa de triagem e após comercialização) e o lixo molhado em caminhões compactadores (destinado ao aterro sanitário).

Em 24 de janeiro de 2013 foi implantado o atual modelo de coleta (divisão norte e sul da cidade, em dias alternados) , a COOPERT foi contratada e campanhas de conscientização conseguiram triplicar a coleta dos materiais recicláveis pela cooperativa. Atualmente são 1.850 toneladas de resíduos recolhidos – 800 gr por habitante/dia – recolhidos e destinados para o aterro sanitário;  550 toneladas são recolhidas pela COOPERT.

A COOPERT – Cooperativa de Reciclagem e Trabalho de Itaúna, MG

Na ocasião da implantação do lixo seco e molhado (2002/2003), a COOPERT foi contratada para recolher o lixo seco em Itaúna. Para fazer parte do planejamento municipal de gestão de resíduos sólidos conseguiu a doação, através da rede Cataunidos juntamente com outras entidades, de quatro caminhões com capacidade de cinco toneladas. Atualmente são cinco caminhões. São pagos 85 mil reais por mês para a COOPERT recolher material reciclável três vezes por semana em Itaúna.

Atualmente a COOPERT trabalha com uma esteira de 16 metros e os cooperados trabalham dois turnos de 8 horas cada. Existe a perda de 100 toneladas de material reciclado, pois não dá tempo de passar todo este material pela esteira. Os materiais de maior valor são selecionados e o restante é perdido, indo para o aterro. No novo galpão serão duas esteiras de 25 metros, com maior capacidade para o processamento do material reciclável.

A cidade de Itaúna abraçou como um dever de cidadania a separação dos materiais recicláveis. Constata-se que 23% do total gerado (material reciclável) é comercializado pela COOPERT.

Atualmente são 86 cooperados na COOPERT, que recolhem 430 toneladas por mês e recebem o rateio de R$ 2.500,00 por mês, e os cooperados motoristas e aqueles que vão à coleta nas ruas, recebem 10% a mais totalizando R$ 2.700,00.

Os benefícios são inúmeros tais como: geração de emprego e renda; diminuição do impacto ambiental; cidadania; inclusão social; responsabilidade da população separando seus resíduos colaborando para a preservação da vida, dentre outros.

Os desafios enfrentados por Itaúna são que as pessoas ainda jogam lixo em lotes vagos e ruas, jogam animais mortos, os moradores da zona rural ainda jogam os resíduos em locais pontuais nas estradas necessitando um trabalho de melhoria nestes pontos.

O gestor municipal deve estar à frente, colaborando para a efetivação das atividades relacionadas à coleta seletiva em seu município para que esta caminhe e prospere em seus trabalhos”

 

Serie de palestras Coleta seletiva em Ituiutaba: contribuições e desafios por Humberto Minéu

Palestra:

Coleta seletiva em Ituiutaba: contribuições e desafios

hmineu10deabril Humberto Ferreira Silva Minéu

Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro – Campus Ituiutaba, Mestre em administração – EFLA, Doutorando em Geografia – Concentração em Análise, Planejamento e Gestão Ambiental – UFU, Desenvolve Trabalhos de Extensão em Educação Ambiental na Escola com Foco na Implantação da Coleta Seletiva – Atividades de Pesquisa na Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
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 A quantidade de resíduos coletados a cada ano,  pela Copercicla, tem aumentado. Isso pôde ser verificado a partir de levantamentos realizados sobre a contribuição da Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba. Porém, desde 2010, e pelo impacto sentido em momento de crise e redução de geração destes materiais e bem como seus preços, foi necessário procurar ajuda através do poder público e parcerias, para a complementação da renda, servindo de auxílio aos cooperados.

A coleta seletiva retira menos de 4% do total de resíduos gerados em Ituiutaba.  Isso significa que 96% do resíduo gerado está sendo enterrado. Esse material esta sendo perdido.  Em média de 30 a 35% da composição dos resíduos presentes no aterro são de materiais recicláveis. Dependendo da cidade este valor pode aumentar 10%.

O crescimento populacional e crescimento da renda fazem com que a geração de resíduos secos (materiais recicláveis) aumente. A coleta seletiva se torna cada vez mais importante em termos deste percentual, visto que aumenta a partir do aumento de renda e crescimento populacional.

DESAFIOS

Quais desafios temos pela frente? Considerando as ações sob os princípios da responsabilidade compartilhada, o quê, enquanto Cooperativa, poder público, setor produtivo, instituições de ensino, temos a enfrentar?

Copercicla: ampliação da equipe gerencial (contratação de estagiários); capacitação gerencial; ampliação do espaço para atender a demanda de material reciclado; ampliação da frota de coleta nos bairros novos da cidade. A sustentabilidade financeira da cooperativa é outro ponto, pois esta não consegue cobrir nem ao menos 70% das despesas, sendo importante outras fontes de recursos a partir da subvenção recebida através do município. Tem-se a necessidade de trabalhar a remuneração da cooperativa pela prestação de serviço ambiental, sendo uma proposta da PNRS; – com isto, a contratação da coleta seletiva como prestadora de serviço de coleta seletiva na cidade.

Poder Público executivo: O município está amparado à PNRS, art. 36 que cabe ao titular o serviço de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos apresentar um sistema de coleta seletiva. Ituiutaba está cumprindo estas exigências a algum tempo, sendo um fator positivo.

 A Copercicla é uma referência comparando-se às demais cooperativas da região, e o seu processo de contratação prevista dispensa licitação, sendo mais simples ao município.

DESAFIO: Cultural/ Educação

O desafio cultural é outro a ser enfrentado. O caminho a seguir é a educação, e o projeto de Educação Ambiental nas escolas pode observar-se como uma alternativa de resolver isto.

A adoção de hábitos relacionados à correta destinação dos resíduos nos coletores em cores é de fácil assimilação, sendo feito automaticamente após sua incorporação no cotidiano.

A separação em cores é imediatamente aceita pelos professores, visto que chama a atenção dos alunos, pois antes mesmo das crianças aprenderem a ler e escrever elas aprendem as cores. Deste modo, este meio é mais utilizado, pois em qualquer lugar que esta criança for ela saberá identificar os coletores.

DESAFIO: Gestão Integrada de Resíduos Sólidos

A mudança da forma de pensar o problema e as soluções é o desafio a ser resolvido dando um gancho ao 1º Encontro Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. É utilizar das perspectivas da gestão integrada de resíduos sólidos ao pensar tanto na análise e diagnóstico do problema como nas soluções. Significa olhar para cada situação encontrada, analisando as diversas dimensões.

Quais demandas político-legal têm-se para legislar (leis, decretos, regulamentos, incentivos, penalidades)? Quais alternativas tecnológicas, econômicas (incentivos), ecológicas; culturais-sociais dispomos para resolver um problema?

É necessário reconhecer tanto esse problema quanto a sua capacidade de nos levar a situações muito piores. Devemos pensar em ações individuais e melhores, para que esta tenha efeito gradual e coletivo. No Japão é praticada uma filosofia em que as crianças aprendem nas escolas: “Deixe pronto para o próximo”.

Se pensarmos que nossas ações são individuais, mas que possui efeito coletivo e assim tenhamos o efeito e beneficio local e global.

 

Post escrito por:

Emmeline Aparecida Silva Severino  – Pós-graduanda Ciências Ambientais / IFTM e Matheus Eduardo Souza Teixeira, Discente Geografia FACIP/UFU e Curso Técnico em Comércio IFTM, Estagiário do LAGEOTEC (Laboratório de Geotecnologias) e Bolsista no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência

Foto:  Ricardo Henrique da Silva Gomes, Graduando 5° Período de Publicidade e Propaganda, Faculdade Triangulo Mineiro FTM, Bolsista da FAPEMING

Série de palestras A COLETA SELETIVA EM REDES DE COOPERATIVAS POR SERGIO ABUCATER

Palestra:

A coleta seletiva em redes de cooperativas

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FRANCISCO SÉRGIO ABUCATER LIMA
Formado em administração de empresas, Trabalha como analista técnico responsável pelo núcleo intersetorial de cooperativas técnicas, Responsável pela análise, acompanhamento e aprovação dos planos municipais de saneamento básico, Apoia a gestão de serviços de saneamento básico e as associações de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, Servidor de carreira da FUNASA desde 1983 com atuação em todas as áreas administrativas e técnicas. Foi o responsável pela construção e administração da estação de tratamento de água de Ituiutaba.

Abucater abre sua palestra ressaltando os pontos relevantes das palestras anteriores, como a extinção da palavra lixo no texto da lei 12.305/2010, que regulamenta a POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS. Em leis e decretos não se trata mais de Lixo e sim de Resíduos ou Rejeitos. Desta forma Lixo Zero marca esta questão e contribui para uma nova visão em Ituiutaba.

Para Abucater, a parceria da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero com a Copercicla evidencia papel importante que cada ator tem no processo de participação e comprometimento para o alcance do Lixo Zero. Ele lembra que, com o crescimento populacional e o aumento da renda, a quantidade de resíduo gerado também se eleva.

A Fundação Nacional de Saúde – FUNASA

Vinculada ao Ministério da Saúde, que financia projetos de saneamento básico para municípios de até 50 mil habitantes, a FUNASA faz parte do Cata-forte 3 desde 2013.

O Cata-forte é um programa instituído em 2010, por decreto federal, resultante de um encontro do Governo Federal e catadores do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis. O Cata-forte conta com um corpo técnico a fim de acompanhar e verificar a efetividade e aplicação do recurso, qualidade do gasto, dentre outros.

A FUNASA atua neste setor, com o financiamento, construção e ampliação de galpões, dentre outros benefícios. Aliás, os empreendimentos solidários são foco da FUNASA. Já foram 150 empreendimentos solidários no país e a meta é  atingir 200 filiados até o final de 2014. “Temos que pensar em todo o país, a melhoria de vida envolve a população toda”. Em 2014  a FUNASA atenderá cinco redes, com 75 instituições beneficiadas e valor de quase cinco milhões de reais. O objetivo é maximizar a distribuição de recursos.

AS REDES DE COOPERATIVAS

O objetivo do governo com a criação das redes de cooperativas é a melhoria da educação ambiental (cadeia de separação dos resíduos na fonte geradora) e comercialização (as cooperativas ainda dependem do intermediário) pois esses são os dois pontos vulneráveis na cadeia dos recicláveis: fase inicial e comercialização.

Os números da Copercicla, mesmo estando instalada há 10 anos, nos mostram que a quantidade de rejeito enviada ainda é grande, decorrente da dificuldade do usuário em fazer a separação do resíduo seco e úmido.

O Governo Federal e a FUNASA acreditam que a rede de cooperativas possibilitará maior escala, acessos a financiamentos e, através do Pró-Catador, a inclusão de cooperativas  na cadeia econômica visando a auto-sustentabilidade operacional, administrativa e financeira.

As redes de cooperativas, conforme a implantação da logística reversa e o desempenho dos fabricantes,verificarão as cooperativas potenciais à se especializar em determinados equipamentos (ex.eletrônicos) e debaterão sobre questões como o cartel de comercialização dos materiais.

A intenção da criação da rede de cooperativas no Pontal já existe e, com ela, a Copercicla se tornará referência para a região.

Com a criação da rede de cooperativas e a parceria com a Copercicla, haverá o fortalecimento das redes, a setorialização (dependendo do porte da rede) e a troca de know-how (conhecimento relacionado a execução de algo).

“A Copercicla será como um exemplo de trabalho para as outras cooperativas da região”  sua experiência servirá de inspiração para capacitação de setores e lideranças, o trabalho na cadeia de negócios (conhecimento de custo), nivelamento de estruturas, compartilhamento de redes (envolvimento com outros municípios).

Post escrito por  Emmeline Aparecida Silva Severino, Pós-graduanda do Curso Latu Sensu de Ciências Ambientais, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro/ Câmpus Ituiutaba

Foto: Ricardo Henrique da Silva Gomes, Graduando 5° Período de Publicidade e Propaganda, Faculdade Triangulo Mineiro FTM, Bolsista da FAPEMING

SÉRIE DE PALESTRAS Desafios e perspectivas do setor produtivo para a coleta seletiva POR JAYME BATISTA Gonçalves Filho

Palestra:

Desafios e perspectivas do setor produtivo para a coleta seletiva.

jayme10deabril

Jayme Batista Gonçalves Filho
Engenheiro Mecânico pela UFMG e Tecnólogo em Marketing pela UNOPAR; Pós graduado em Gerência de Empresas; tem sua trajetória desde estagiário, funcionário e gerente em empresas ligadas a áreas produtivas da engenharia; há 17 anos está a frente da Venture Veículos Ltda, Concessionária Fiat no Pontal do Triângulo, como Diretor Administrativo e sócio proprietário. Atua na ACII como 3º Vice Presidente; Diretor da Abracaf (Associação dos Concessionários Fiat do Brasil) e Diretor Regional do Sincodiv-MG (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais).
 

A quarta palestra do evento foi realizada por Jayme Batista, representante do setor produtivo, e teve como tema, os desafios e perspectivas do setor produtivo, destacando a sustentabilidade e refletindo sobre as questões ambientais.

Jayme levantou as questões de logística reversa, enfatizando objetos de produtos perigosos, como o descarte de embalagens de óleos lubrificantes. Enfatizou a importância da conscientização da população em relação ao descarte deste tipo de resíduo que, por ser extremamente nocivo ao meio ambiente é, na mesma proporção, importante visar o menor impacto ao meio ambiente.

O dever social do setor produtivo em relação ao meio ambiente e  ações de sustentabilidade foi ressaltado. Campanhas de conscientização e motivação das pessoas, colaboradores e sociedade em geral são muito importantes.

Em relação aos colaboradores, considerando as diferenças de percepção ambiental de uma equipe,  Jayme enfatizou a necessidade de treinamentos, diálogos e educação ambiental, para que todos atinjam o nível para trabalhar questões como a reciclagem. Nesse sentido Jayme afirma que  “os colaboradores precisam ter visão, precisamos criar uma cultura ambiental, tendo uma mesma linguagem e o pensamento como um todo

Vale ressaltar que é importante conscientizar não somente as entidades, os colaboradores e as organizações, mas também a comunidade como um todo. Projetos de sustentabilidade, educação ambiental,  entre outros métodos auxiliarão o aumento da reciclagem, que por sua vez agrega diversos fatores positivos na economia, sociedade e  meio ambiente. A conscientização relativa aos produtos nocivos ao meio ambiente  é fundamental,  pois com conhecimento do descarte correto muitos danos ao meio ambiente como contaminação de solos, água e ar poderão ser evitados.

Post escrito por:

Matheus Eduardo Souza Teixeira,Discente do Curso de Geografia FACIP/UFU, Discente do Curso Técnico em Comércio IFTM; Estagiário do LAGEOTEC (Laboratório de Geotecnologias); Bolsista no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, Cel. : 034 9673 – 8318, e – mail: matheuseduardo002@gmail.com

Foto:

Ricardo Henrique da Silva Gomes, Graduando 5° Período de Publicidade e Propaganda, Faculdade Triangulo Mineiro FTM, Bolsista da FAPEMING

 

 

Série de Palestras A contribuição da universidade com a coleta seletiva: a parceria FACIP/ UFU e Copercicla Por Flander Calixto

Palestra:

A contribuição da universidade com a coleta seletiva: a parceria FACIP/ UFU x Copercicla

flander calixto

 Flander Almeida Calixto é docente do curso de serviço social da FACIP/UFU, é graduado em serviço social pela Faculdade de Serviço Social de Uberlândia, mestre em serviço social pela UNESP (Franca,SP), doutor pela Faculdade de Educação da USP-SP e Especialista em planejamento regional pelo Instituto de Economia da UFU.

Na palestra A contribuição da universidade com a coleta seletiva: a parceria FACIP/ UFU e Copercicla, o prof. Flander trás alguns dados do trabalho que a FACIP/UFU tem realizado na Copercicla – Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba.

O curso de Serviço Social iniciou sua parceria com a Copercicla em 2010, quando o mesmo foi instalado aqui em Ituiutaba, pela FACIP/UFU,  Câmpus Pontal.

Na ocasião de sua instalação, um encontro foi realizado no hotel Bernal e várias entidades foram convidadas a participar, com o objetivo de levantar o que a cidade de Ituiutaba e a região esperavam do curso.

Compareceram 500 pessoas dentre representantes de cidades vizinhas das prefeituras e entidades não-governamentais. A partir desse encontro  foi elaborada uma pauta com 10 pontos, para que fosse desenvolvido um plano pedagógico voltado para as necessidades locais e regionais. Um dos pontos abordados foi relativo ao desenvolvimento sustentável e, na ocasião do encontro, foi possível conhecer a Copercicla. O sentimento dos docentes como também dos estudantes foi de  “amor à primeira vista”.

Ainda em 2010, devido à falta de verbas, o apoio de representações políticas foi solicitado. Um político colaborou com as emendas parlamentares para que os alunos do curso começassem a trabalhar na Copercicla. Assim rodas de conversas eram realizadas com o intuito de interagir os cooperados, permitindo que o pessoal se entendesse melhor.

Na sequencia, um projeto (PROEXT – programa de extensão do governo federal) foi aprovado com o valor de 50 mil reais. Com esse projeto, foi possível comprar a esteira de separação – sob a perspectiva de que “tecnologia emprega”. Melhorias no trabalho da cooperativa foram proporcionadas.

Tanto a Copercicla quanto a universidade contaram com o apoio da Cristina Garvil.

Além disto, a aquisição de outra esteira foi proporcionada pelo apoio do  Ministério Público. Foi possível então montar outro esquema de processo de trabalho que resultou na qualificação da atividade profissional, no aumento  da produtividade e tirou o problema relativo à ergonomia do trabalho dos cooperados.

A aprovação de um novo projeto, que contemplava a qualidade de vida dos trabalhadores, proporcionou a aquisição de bebedores com refrigeração, ventiladores, roupas e uma prensa no valor de 27 mil reais.

A colaboração do curso de Serviço Social – FACIP/UFU, Câmpus Pontal com a Copercicla acontece ainda na forma de acompanhamento das famílias, com o apoio da Prefeitura Municipal e Secretaria de Desenvolvimento Social, para que os cooperados venham a ter acesso à programas sociais (Minha Casa Minha Vida com 17 famílias contempladas).

Os professores do curso de Química da FACIP/UFU também estão colaborando com um projeto na Copercicla a respeito do Óleo Residual, POST EM BREVE

A FACIP/UFU tem dado todo o apoio a esta instituição- Copercicla – pois acredita em uma instituição que cresça e que avance dentro de um projeto de sustentabilidade. É necessário o desenvolvimento econômico aliado a qualidade de vida para as pessoas.

O ultimo Projeto apresentado objetiva 100 mil reais e sendo aprovado desenvolverá melhorias relativas à qualidade de vida dos trabalhadores da cooperativa, contado com o apoio de médicos, ergonomia, fisioterapia. Para que os cooperados, de todas as idades e problemas pessoais possam avançar se faz necessário esse apoio.  A importância dessa nova etapa de colaboração e trabalho em conjunto se deve a essa diversidade de pessoas e necessidades encontrada na Copercicla.

“A nossa maior preocupação é o desenvolvimento das pessoas e a FACIP/UFU tem avançado neste sentido contando com o apoio de vários parceiros”.

A Copercicla é um exemplo de sucesso, avanço, garra e êxito de seus trabalhadores, administradores, diretoria e todos aqueles que acreditam nessa iniciativa. A FACIP/UFUtem dado a sua contribuição em aspectos positivos e se sente participante deste processo e, se prontifica a contribuir mais.

Leia no 1º exemplar da Revista Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, o texto escrito por Flander Calixto.

Post escrito por  Emmeline Aparecida Silva Severino, Pós-graduanda do Curso Latu Sensu de Ciências Ambientais, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro/ Câmpus Ituiutaba

Foto: Thiago Oliveira Silva, Graduando 5° Período de Publicidade e Propaganda, Faculdade Triangulo Mineiro. FTM

Série de Palestras – A evolução da coleta seletiva em Ituiutaba por Odeon Barcelos

Palestra:

A Evolução da coleta seletiva em Ituiutaba

Odeon Nunes Barcelos Presidente da Copericla
Odeon Nunes Barcelos
Presidente da Copericla

Odeon Nunes Barcelos  é membro atuante  da coleta seletiva em Ituiutaba, desde a sua criação, e ocupa atualmente o cargo de presidente da Copercicla – Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba.

A trajetória de Odeon Nunes  iniciou-se  em 2000, quando recebeu o convite para participar/ iniciar a coleta seletiva em Ituiutaba. Essa atividade visava contribuir para o resgate social das pessoas  que sobreviviam do lixão.

No período de 2000 a 2003, essas pessoas foram contratadas pelo poder executivo municipal, por meio de ONGs, as quais remuneravam seus serviços com o rendimento obtido através da coleta seletiva. No final de 2003, Odeon convidou amigos e participantes da coleta seletiva,  para unir as forças e montar uma cooperativa.

Do grupo, apenas 22 pessoas acolheram a ideia. Mesmo representando um desafio foi possível montar uma chapa com 10 pessoas (…)”no final de 2003 já tínhamos um apoio jurídico, estatuto e  realizamos a primeira eleição da cooperativa, referente à fundação da cooperativa”

A criação da Copercicla, com uma estrutura montada e uma equipe pronta, deve-se à alguns fatores importantes como o apoio político e a mobilização de diversas entidades. A sobrevivência da Copercicla se dá pelo apoio que recebe.

Atualmente, a Copercicla – – Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba contribui para a inclusão social de 45 cooperados. Ainda que o rendimento da cooperativa seja razoável é necessário melhorá-lo.

Com o apoio dos vários parceiros (universidade e demais), os cooperados recebem orientação para  questões sobre saúde, moradia, trabalho, dentre outros assuntos. Participam do programa Bolsa Reciclagem, do governo de Minas Gerais,  e fazem parte de programas sociais recebendo benefícios, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida sua e de seus familiares. O município de Ituiutaba e a Copercicla estão à frente de várias outras cooperativas de cidades da região.

“Com a  continuidade do apoio destes parceiros e da sociedade de modo geral, a Copercicla tende somente a avançar e a nossa cidade colherá assim, bons frutos!

 

Post escrito por  Emmeline Aparecida Silva Severino, Pós-graduanda do Curso Latu Sensu de Ciências Ambientais, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro/ Câmpus Ituiutaba

Post escrito por  Emmeline Aparecida Silva Severino, Pós-graduanda do Curso Latu Sensu de Ciências Ambientais, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro/ Câmpus Ituiutaba

Foto: Thiago Oliveira Silva, Graduando 5° Período de Publicidade e Propaganda, Faculdade Triangulo Mineiro. FTM

Série de Palestras A implantação da coleta seletiva em Ituiutaba por Cristina Garvil

Palestra:

A implantação da coletiva seletiva em Ituiutaba

 

Cristina Garvil Arquiteta Mestre em Gestão Ambiental
Cristina Garvil
Arquiteta
Mestre em Gestão Ambiental

 

Cristina Garvil é uma das pioneiras no que tange aos aspectos da implantação da coleta seletiva na cidade de Ituiutaba – MG.

Nesse sentido, na sua fala no evento I Encontro da coleta seletiva em Ituiutaba e os dez anos da Copercicla, Cristina Garvil destacou a criação do aterro sanitário, que dentre os vários benefícios, o principal foi a retirada de crianças no lixão, bem como o melhoramento da destinação de resíduos sólidos no município de Ituiutaba.

Através do projeto Ituiutaba Recicla, cujo objetivo era criação de um aterro sanitário, Ituiutaba foi contemplado, recebendo assim uma quantia em dinheiro para a correta destinação dos resíduos sólidos em Ituiutaba. O aterro sanitário foi implantado no ano de 2004.

Nesse contexto, o projeto Ituiutaba Recicla buscou parcerias com inúmeras instituições e juntamente com a comunidade foram feitas coletas de porta a porta, buscando o recolhimento de resíduos para a reciclagem.

Dado este primeiro passo, logo em seguida veio a criação da Copercicla – Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba, sendo que hoje a cidade é 100% atendida pela coleta seletiva. Cristina destacou ainda que a vida útil do aterro sanitário pode dobrar tendo em vista a grande contribuição da coleta seletiva na cidade.

O projeto de construção do aterro sanitário contribui em diversos fatores, como:

– o social, com a retirada de pessoas do lixão, melhorando assim sua qualidade de vida;

– o econômico, onde foi gerado emprego para os cooperadores e a diminuição do consumo de energia com a reciclagem do produto e também aumentando o ciclo do produto;

– o ambiental, tendo uma melhor destinação de resíduos sólidos, melhorando a ambiência da cidade.

Você pode encontrar no 1º exemplar da Revista Plataforma Ituiutaba Lixo Zero,  o texto escrito por Cristina Garvil

Próximo post vindo aí..

 

 

Post escrito por: Matheus Eduardo Souza Teixeira, Discente do Curso de Geografia FACIP/UFU, Discente do Curso Técnico em Comércio IFTM, Estagiário do LAGEOTEC (Laboratório de Geotecnologias), Bolsista no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência

Foto: Thiago Oliveira Silva, Graduando 5° Período de Publicidade e Propaganda, Faculdade Triangulo Mineiro. FTM