Arquivo da categoria: RESÍDUOS ORGÂNICOS

Pastoral da Criança promove ação de capacitação em compostagem

A Pastoral da Criança da Diocese de Ituiutaba do Bairro Satélite Andradina se reuniu no último dia 16 de setembro acerca do tema compostagem.

A Pastoral da Criança tem planos de, num futuro próximo, implantar a compostagem comunitária no terreno da Igreja. Visando a conscientização da população ao redor, e seu engajamento, uma série de ações vem sendo desenvolvida com as famílias participantes.

No último dia 16 de setembro, dia do aniversário da cidade de Ituiutaba, o tema da vez foi separação dos resíduos domiciliares em três frações e a compostagem doméstica individual. Para falar sobre esse tema, Regina Moura, fisioterapeuta e adepta a hábitos lixo zero, foi convidada para relatar sua experiência acerca da compostagem domiciliar individual.

SA_ReginaMoura_1

Regina falou aos participantes sobre a importância da separação da fração orgânica dos resíduos domésticos –  resíduos recicláveis, orgânicos e rejeitos -, e explicou o processo que ela adotou para fazer a compostagem em sua casa.

No intuito de promover a reflexão e chamar atenção para a prática, Regina demonstrou o processo adotado. Segundo seu método, a fração orgânica ideal para a compostagem é a que contém cascas de frutas, verduras, legumes, ovos e borra de café. Regina explicou que essa mistura adicionada à serragem (ou matéria orgânica vegetal como folhas secas), remexida algumas vezes por semana vai, ao fim de um período de mais ou menos 90 dias, se transformar num excelente adubo orgânico, chamado composto.

SA_ReginaMoura_3

 

SA_ReginaMoura_2Foram duas horas de bate papo, compartilhamento de ideias, experiências e perspectivas.

O resultado foi positivo e segundo a Meire, coordenadora das ações da Pastoral da Criança no bairro: “Foi muito bom, muito proveitoso, o pessoal gostou bastante. Pelo menos quatro famílias disseram que vão fazer a compostagem doméstica individual. ”

Pastoral da Criança no Satélite Andradina levando conhecimento às famílias através de ações práticas. Um exemplo a ser seguido.

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero parabeniza os envolvidos e agradece a disponibilidade da Regina Moura, de quem somos fãs incondicionais.

E você, quer aprender a fazer compostagem?

Entre em contato conosco pelo email: lixozeroitba@gmail.com,

pelo blog: www.plataformaituiutabalixozero.wordpress.com

ou pelo facebook: www.facebook.com/plataformaituiutabalixozero

 

 

Anúncios

Ituiutaba sediará Fórum Lixo Zero

ConviteFórum

 

O Fórum Municipal Lixo Zero acontecerá dia 02 de setembro, de 13h30 às 18h, na Câmara Municipal de Ituiutaba.

O evento é um desdobramento do Encontro de empreendedores socioambientais com Rodrigo Sabatini – Presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, que aconteceu dia 29 de julho, em Ituiutaba e é aberto à população.

A proposta do Fórum Municipal Lixo Zero Ituiutaba é ser um evento, pró-ativo, com o objetivo de empoderar e dar visibilidade às melhores práticas locais em direção ao lixo zero e propor uma REVOLUÇÃO baseada no EXEMPLO.

O evento reunirá a população de Ituiutaba acerca de cinco painéis que demonstrarão a força da prática local sustentável sobre os temas: Tendências Lixo Zero, Conscientização, Educação e Escolas, Redução, Reuso, Reciclagem e Compostagem.

A iniciativa se dá por meio do Coletivo Lixo Zero, um grupo de pessoas voluntárias unidas para a organização do evento, capitaneados pela Plataforma Ituiutaba Lixo Zero.

Mais informações:

Facebook/ ItuiutabaLixoZero

 

Programação Fórum

 

Compostagem e Reciclagem na educação infantil: esse é o exemplo do CEMEI Luiza Maria de Paula, de Santa Vitória.

Esta coluna comemora o dia internacional de combate à desertificação, 17 de junho.

Em uma coluna publicada nesse espaço, no dia 24 de maio e publicado também aqui neste blog, contamos a participação da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero no evento organizado pela Secretaria Municipal de Educação, com gestoras e professoras das escolas públicas municipais e estaduais de Santa Vitória, a fim de tratar dos assuntos relacionados aos resíduos sólidos nesses estabelecimentos.

Após não mais de duas semanas fomos contatados pelas senhoras Keila de Lima Barbosa e  Marcia Moura, diretora e vice-diretora do Centro Municipal de Educação Infantil Luiza Maria de Paula e professora da educação infantil. Elas nos deram a bela notícia de que haviam iniciado os trabalhos de compostagem e coleta seletiva.

O CEMEI Luiza Maria de Paula, conta com 58 funcionários e sete deles estão envolvidos diretamente na separação das cascas de resíduos orgânicos nas atividades da cozinha, enquanto que 55 estão envolvidos na coleta seletiva dos materiais recicláveis, desenvolvendo uma comunicação com os pais e alunos.

Na sala de aula a vice-diretora que também é professora, Marcia Moura, trabalha com 19 alunos de quatro anos, já no CEMEI Luiza Maria de Paula são por volta de 150 alunos envolvidos nas ações. Segundo, Marcia Moura, as novas atividades fazem os olhos brilhar de quem assiste de perto a transformação acontecer. Ela acrescenta que essa percepção vai além da escola e que, tanto alunos como funcionários estabelecem uma co-relação com os resíduos produzidos em casa, almejando a solução para suas casas também.

RESULTADOS EM DUAS SEMANAS

De recicláveis até agora já foram recolhidos:

32 kg de PET

7,35 kg de ALUMÍNIO

23,20 kg de PAPELÃO

5,85 kg de OUTROS

A Compostagem está de vento em popa: há a separação na cozinha, os resíduos são preparados com a serragem pelos alunos, professores e funcionários, o local foi destinado e recebe a porção diária e em duas semanas foi possível ver a cor escura nos montes de compostagem. Em breve colocarão minhocas.

Além disso, Marcia Moura conseguiu algumas mudas de flores para que sejam plantadas revitalizando o jardim do espaço. O composto certamente será usado para adubá-las.

Marcia Moura ressalta que a dinâmica da equipe é excepcional e que todos se animaram com o desafio. A equipe então começou a perceber os resultados trazendo ainda mais motivação. “A escola toda está envolvida com a compostagem e a coleta seletiva, funcionários, professores, alunos e mais, os pais dos alunos. A satisfação é coletiva.”

O resultado disso é menos resíduos para o lixão e mais riqueza para o solo no combate à desertificação. Estas crianças seguramente terão uma percepção mais clara em relação às necessidades atuais e serão mais preparadas para trazer benefícios para o ambiente em que habitam.

A Plataforma mais uma vez parabeniza a iniciativa da Prefeitura Municipal de Santa Vitória, no nome do prefeito municipal Salim Curi por meio da Secretaria Municipal de Educação, capitaneada pela secretaria municipal Francisca Vânia de Oliveira Silva. Agradecimentos especiais à Carlene e a toda a equipe do CEMEI Luiza Maria de Paula, que estão promovendo a transformação aqui e agora de uma maneira simples e eficiente.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Faça você também, acesse e saiba como: www.facebook.com/plataformaituiutabalixozero

www.plataformaituiutabalixozero.wordpress.com

 

Mulheres em Movimento e Plataforma Ituiutaba Lixo Zero

Confrarias_MulheresemMovimento

Só para a vida se encher de momentos alegres!
A Confraria do Ar vai se encontrar com a Confraria da Terra e dessa união vai rolar muito kefir. Bolos, coalhada, chas, café, milho inhame, ervas. A Alice Drummond da PLATAFORMA  ITUIUTABA LIXO ZERO vem toda risonha mostrar como se faz compostagem. Eu vou dar aula prática de refresco de kefir. As crianças correndo e subindo nas pirâmides de bambu com a presença do THIAGO CAFFARO que vem direto de Florianópolis para dar um treino daqueles. Tudo junto bem misturado.#integralbambusp #kefirdeagua #reciclagem#lixozero #gentilezaéquaseamor #depoisdos50

Texto: Mulheres em Movimento

Para refletir – por Regina Moura

Há muito podemos observar o descuido dos feirantes durante e após a feira-livre que acontece todos os sábados na Av. 1 (Jorge Jacob Yunes). O cenário quando é encerrada a feira é deprimente: lixo orgânico amontoado de um canto a outro da rua, e não apenas na via, mas nas calçadas, muitas vezes bem próximo aos muros das casas! O lixo não é ensacado para ser recolhido pelo caminhão do lixo.

Feira Itba Abril 2016

Como em qualquer residência, empresa comercial, industrial ou de alimentos na cidade de Ituiutaba, os feirantes deveriam manter permanentemente limpa a área ocupada pela banca e seu entorno, desde a montagem até a desmontagem. O lixo produzido deveria ser acomodado em sacos plásticos resistentes e deixados na calçada para o recolhimento, como todos nós fazemos há anos!

Frutas e verduras podem ser vistas no chão e não apenas durante a feira-livre, mas principalmente depois no encerramento da mesma – é o que sobra do pós-feira na avenida Jorge Jacob Yunes onde ficam instaladas as barracas: cascas de frutas e verduras, palha de milho, guariroba, fruta esmagada ao chão, sobras de verduras, caixas de papel, plásticos, papéis, jornais… tudo isso é deixado pela rua!

TODOS deveriam fazer sua parte para manter o ambiente limpo (a avenida, a cidade) – detalhe: a feira acontece VIZINHA ao Pronto-socorro Municipal!

Acredito que o pior problema é a falta de consciência em entender que não se deve jogar lixo na rua, como se o Poder Público fosse responsável por tudo o que é colocado no chão. E não é porque temos uma empresa que faz acoleta de lixo que podemos deixar o lixo exposto. Aliás, em nossas residências, se não colocarmos o lixo em sacos plásticos, a empresa não o recolhe, óbvio!

Seria interessante se houvesse:

  • Trabalho de conscientização junto aos feirantes, no sentido de terem mais ordem e higiene;
  • Trabalho socioeducativo – distribuição, inicialmente, para cada barraca, sacos de lixo e implantação de sistema de fiscalização. Ao desmontar a barraca, o feirante teria que deixar seu lixo ensacado. O objetivo seria agilizar o serviço da empresa de limpeza urbana e manter o ambiente limpo (nota: o serviço de limpeza e coleta acontece cerca de 30 a 60 minutos após o término da feira – neste período – precisamos conviver, em pleno século XXI com a sujeira na rua). Quem não atendesse a isso, após esse período de orientação, deveria ser penalizado; também, após este período, cada feirante ficaria responsável em adquirir os sacos para armazenagem do lixo;
  • O feirante que encerrasse seu trabalho na feira e deixar o lixo espalhado deveria ser notificado, podendo até ser suspenso do seu trabalho.

 

A adoção dessas soluções podem ser efetivadas– e resolveria o problema de manter a limpeza da rua (bem como das demais feiras da cidade – pois essas condutas atingiriam todas elas).

Não parece simples? O que você pensa a respeito?

(Texto semelhante foi entregue pessoalmente ao Secretário de Obras – e aguardamos mudanças).

  • Regina Moura Carvalho – fisioterapeuta graduada pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar (1990) e graduada em Administração pela FTM em 2008; tem afinidade com temas ligados ao meio-ambiente, sustentabilidade e afins e incorpora, sempre que possível, práticas relacionadas, como coleta de água da chuva, plantio de árvores, separação do lixo para reciclagem, redução e reutilização de materiais.

frase-responsabilidade-um-fardo-descartavel-e-facilmente-transferido-para-os-ombros-de-deus-do-ambrose-bierce-144131

Programa Lixo Orgânico Zero em Lages-SC

*Por Germano Güttler

O Programa Lixo Orgânico Zero (PLOZ) teve início na cidade de Lages no final do ano de 2012. Este programa começou a ser idealizado em 2005, quando fazíamos trabalhos de extensão universitária em escolas públicas, de primeiro e segundo grau, que tinham como objetivo a implantação de hortas nestas escolas. E nessas hortas sempre utilizamos os resíduos orgânicos das cozinhas destas escolas. Entretanto, estes trabalhos apresentavam pequenos resultados, pois fazer uma horta é uma atividade cansativa e que exigia muito esforço físico de professoras e estudantes. Em cerca de sete anos desta atividade, tínhamos 4 ou 5 escolas que conseguiam, com muito esforço, manter hortas produzindo hortaliças.

Horta PLZO Lages

Foi nesta época que mudamos o foco dos trabalhos pois verificamos que o lixo orgânico era um dos maiores problemas ambientais de nossa cidade. Colocamos como prioridade o manejo destes resíduos orgânicos e, sempre que possível, utilizando estes resíduos para montar uma horta. A horta passou a ser uma consequência da compostagem. Nessa época, no ano de 2012, foi quando criamos um sistema mais eficiente e mais fácil para usar estes resíduos e batizamos esta nova técnica de mini compostagem ecológica (MCE).

udesc_lages_lixo_organico_zero

As MCEs que criamos não eram somente uma compostagem. A MCE é um método diferente de fazer uma horta. Consiste nas seguintes etapas:

  • Separar, na origem (nas cozinhas), os resíduos orgânicos dos demais resíduos sólidos;
  • Escolher um local para fazer a MCE. Pode ser um canteiro no solo, uma jardineira, um grupo de vasos, entre outros;
  • Os resíduos orgânicos devem ser colocados sobre a terra, concentrados em uma camada de 8 a 20 cm de altura, sem espalhar;
  • Deve-se cobrir os resíduos orgânicos com uma camada de 3 a 5 cm de material orgânico de difícil decomposição e granulometria fina, tais como grama cortada, serragem, cinza de termoelétrica, folhas secas trituradas, podas de jardim trituradas entre outros;
  • Repetir este processo diariamente colocando os resíduos orgânicos lado a lado cobrindo o solo sem deixar espaços entre as colocações, formando uma compostagem laminar sobre o solo que vai, a cada dia, cobrindo mais uma área deste solo;
  • É necessário mexer com um garfo de jardim algumas vezes (geralmente uma vez por semana), facilitando a oxigenação da compostagem, pois evita a presença de moscas, elimina eventual mau cheiro e acelera o processo de decomposição. Sempre que for necessário, após a aeração, cobrir novamente com os mesmos materiais para que os resíduos orgânicos não fiquem visíveis;
  • Após 30 a 40 dias a compostagem estará pronta, e devemos plantar mudas ou sementes de hortaliças, temperos, chás, flores sobre o material já decomposto. Este processo também pode ser realizado em um local fechado (como uma garagem) e o material, depois de pronto, pode ser levado para uma horta ou jardim.

Seguindo estas orientações, o solo fica completamente coberto com uma espessa camada de matéria orgânica humificada. Todas sementes ou plantas, que estavam neste solo, são sufocadas por esta camada e a vegetação não brota e as sementes de inços não germinam. Portanto, o solo do canteiro não necessita ser virado com pá e também não se faz necessário o uso de enxadas para capina após o plantio das hortaliças. Esta espessa camada também mantém elevada a umidade do solo e a irrigação pode ser reduzida em 60 a 80% quando comparada com uma horta tradicional.

Acreditamos que as nossas MCEs resultam em hortas que exigem menos de 20% do trabalho necessário para montar e manter uma horta tradicional. A MCE forma uma horta que dispensa o uso de pás, enxadas e quase dispensa o uso de regadores e mangueiras. A facilidade em montar uma horta sobre uma MCE é tão evidente que, durante os anos de 2013 e 1014, este sistema foi amplamente divulgado pela nossa cidade e mais de 100 escolas aderiram ao projeto e atualmente (final de 2015) mais de 70 destas escolas estavam mantendo o projeto mesmo sem acompanhamento e orientação dos bolsistas do projeto, mostrando que é uma tecnologia social, aberta e de fácil propagação.

PLZO LAges

Utilizando as escolas públicas e as agentes de saúde do município como base de divulgação desta proposta, e apostando na capacidade de auto disseminação da tecnologia das MCEs, acreditamos que atingimos, com um baixíssimo custo, cerca de sete a dez mil residências, aumentando a compostagem residencial para mais de 30% dos domicílios de nossa cidade.

 

Para acompanhar as notícias e aprender mais curta a página do projeto no Facebook: https://www.facebook.com/lixorganicoZERO

Germano Güttler é Professor do Departamento de Agronomia do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Contato: 49 9992-6171