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CIDADES SUSTENTÁVEIS- Parte II

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Sérgio Jerônimo de Andrade*

 

Cidades sustentáveis, suas características e quais medidas elas adotam para ter esse título

 

As cidades sustentáveis tomam medidas para evitar:  a utilização inadequada dos imóveis urbanos; a edificação ou o uso excessivo ou inadequado em relação à infraestrutura urbana; a deterioração das áreas urbanizadas e a poluição e a degradação ambiental.

Outra preocupação das cidades sustentáveis é fazer com que a população:  faça um uso eficiente e sem desperdícios de água, energia, e sempre usando materiais renováveis; crie espaços multiuso para evitar desperdícios, colocando tudo num mesmo bairro e incentivando o transporte alternativo, para diminuir a poluição do planeta e melhorar o ecossistema mundial.

Características das cidades Sustentáveis:

 Áreas verdes por toda a cidade, para que não existam as poluições visual e do ar; área de produção agrícola, para que os alimentos não percorram grandes distâncias até chegar à população da cidade, evitando assim a utilização de meios de transporte (poluidores); utilização de energia através do gás metano, gerado com o tratamento de rede de esgoto e lixo, o que colabora com a diminuição do lixo e com a conservação da água; sistemas de reaproveitamento da água da chuva, para preservar a água potável; meios de transporte públicos (que utilizem o biodiesel) gratuitos para evitar a locomoção de automóveis individuais; prédios de no máximo quatro andares para que não exista a necessidade de elevadores; construções feitas a partir de materiais verdes e de localidade próxima, para não prejudicar o meio ambiente, além de serem feitas sob projetos sustentáveis, com alternativas de reaproveitamento de água e captação de luz solar ou eólica; sistema de coleta e reciclagem e reaproveitamento de todo o lixo produzido para que não haja poluição; sistema de escoamento e tratamento de água para evitar enchentes e reabastecer os rios; preservação das matas ciliares para que não haja assoreamento e poluição das águas.

 

Exemplos de cidades com práticas sustentáveis no Brasil: João Pessoa-PB, destaque na proteção de áreas ambientais; Extrema-MG, preservação de áreas protegidas e conservação das águas; Curitiba-PR, planejamento urbano voltado para a sustentabilidade; Paragominas-PA, combate ao desmatamento; Santana de Parnaíba-SP, cooperativa de catadores; Londrina-PR, eficiente programa de coleta seletiva do lixo.

Exemplos de cidades com práticas sustentáveis no mundo: Barcelona (Espanha) – mobilidade urbana e grande uso de energia solar; Copenhague (Dinamarca) – excelente na infraestrutura para o uso de bicicletas; Freiburg (Alemanha) –  programas eficientes voltados para o uso racional de veículos automotores; Amsterdã (Holanda) – mobilidade urbana; Viena (Áustria) – prioridade para a compra de produtos ecológicos por parte da prefeitura; Zaragoza (Espanha) – sistema eficiente voltado para a economia de água; Thisted (Dinamarca) – 100% de uso de energia sustentável.

Diante desse quadro verifica-se que há urgência em que se inicie um processo de discussão e reflexão mais amplo sobre a sustentabilidade, com uma maior participação das pessoas, através dos diversos setores de representação, fazendo com que o poder público e a sociedade busquem soluções mais efetivas na solução de seus problemas visando uma melhor construção da qualidade de vida nas cidades.

 

Sérgio Jerônimo de Andrade: Engenheiro Agrícola e Advogado. Doutor em Agronomia, Professor da UEMG e Presidente da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero.

 

 

 

CIDADES SUSTENTÁVEIS Parte I

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Sérgio Jerônimo de Andrade*

 

 

Segundo os especialistas no assunto, a palavra de ordem no mundo hoje é a sustentabilidade. E o seu significado está diretamente ligado às ações de planejamento, boa gestão, consciência política, participação, economia responsável, compromisso com os valores humanos, cuidados com a natureza e as pessoas, tudo numa ação local, mas, numa visão global.

No mundo em que vivemos, cerca de metade da população vive em áreas urbanas, e no Brasil 85% da população vivem nas cidades. E o que se observa com frequência é a falta de planejamento, o crescimento desordenado e o excesso de consumo que leva ao esgotamento dos recursos naturais.

O mundo está se urbanizando rapidamente. Há uma concentração significativa das atividades econômicas nas cidades. A América Latina e o Caribe apresentam as maiores taxas de urbanização. E nas cidades latino-americanas dois terços da população vivem em situações de pobreza. O que tem agravado sobremaneira os problemas sociais e ambientais, tornando-as altamente vulneráveis às mudanças climáticas e aos desastres naturais.

Uma cidade sustentável é uma cidade projetada considerando os impactos sócio-ambientais. Numa cidade sustentável o modelo e a dinâmica de desenvolvimento, além dos padrões de consumo, respeitam e cuidam dos recursos naturais e das gerações futuras.

As cidades sustentáveis são aquelas que adotam uma série de práticas eficientes voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população, desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. Geralmente são cidades muito bem planejadas e administradas. Atualmente existem várias cidades no Brasil e no mundo que já adotam práticas sustentáveis. Embora não podemos encontrar uma cidade que seja 100% sustentável, várias delas já praticam ações sustentáveis em diversas áreas.

 Principais práticas adotadas pelas cidades sustentáveis:

 – Ações efetivas voltadas para a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, visando o combate ao aquecimento global; medidas que visam a manutenção dos bens naturais comuns; planejamento e qualidade nos serviços de transporte público, principalmente utilizando fontes de energia limpa; incentivo e ações de planejamento para o uso de meios de transporte não poluentes como, por exemplo, bicicletas; ações para melhorar a mobilidade urbana, diminuindo consideravelmente o tráfego de veículos; promoção de justiça social; destino adequado para o lixo; criação de sistemas eficientes voltados para a reciclagem de lixo; uso de sistema de aterro sanitário para o lixo que não é reciclável; aplicação de programas educacionais voltados para o desenvolvimento sustentável; investimentos em educação de qualidade; planejamento urbano eficiente, principalmente levando em consideração o longo prazo; favorecimento de uma economia local dinâmica e sustentável; adoção de práticas voltadas para o consumo consciente da população; ações que visem o uso racional da água e seu reaproveitamento; práticas de programas que visem a melhoria da saúde da população; criação de espaços verdes (parques, praças) voltados para o lazer da população; programas voltados para a arborização das ruas e espaços públicos.

A correta destinação dos resíduos sólidos é condição primordial para uma cidade sustentável. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em agosto de 2010, trouxe importantes instrumentos para que municípios de todo o Brasil iniciassem o enfrentamento aos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. A PNRS tem como pilar o princípio da responsabilidade compartilhada. Isso significa que indústrias, distribuidores e varejistas, prefeituras e consumidores são todos responsáveis pelos resíduos sólidos e cada um terá de contribuir para que eles tenham uma disposição final adequada.

Buscar um melhor ordenamento do ambiente urbano primando pela qualidade de vida da população é trabalhar por uma cidade sustentável. Melhorar a mobilidade urbana, a poluição sonora e atmosférica, o descarte de resíduos sólidos, eficiência energética, economia de água, entre outros aspectos, contribuem para tornar uma cidade sustentável.

Conheça na próxima coluna da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero no Jornal do Pontal alguns exemplos de cidades sustentáveis, suas características e quais medidas elas adotam para ter esse título.

* Sérgio Jerônimo de Andrade: Engenheiro Agrícola e Advogado. Doutor em Agronomia, Professor da UEMG e Presidente da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero.

 

Economize água

*Ana Carolina Abdulmassih

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, como o próprio nome já diz, trabalha especificamente com gestão de resíduos sólidos, o que a torna, portanto, diretamente ligada às questões de sustentabilidade.

Diante disso, hoje abordaremos um tema um tanto necessário para essa questão, que é a economia de água.

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Quem vive sem água? Ninguém! Pois bem, trata-se de um recurso natural importante, não só para a sobrevivência humana, mas também para a manutenção da sociedade como um todo, sendo que possui relevante importância no processo econômico e industrial de um país.

Embora a Terra seja considerada o “planeta água”, corremos o risco de enfrentarmos falta de água, no futuro, pois, a água doce, que é própria para consumo, refere-se à minoria do total existente, e, lamentavelmente, está ficando cada vez mais poluída, em função das ações humanas diante dos rios, mares e também esgotos.

E como o processo de tratamento para a despoluição é muito caro, é muito importante que haja conscientização para que o desperdício não ocorra.

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Por isso, listamos algumas dicas de como obter um consumo consciente de água.

– manter a torneira fechada durante a execução das tarefas do dia-a-dia, como: escovar dentes, barbear, lavar louças etc.;

– na hora do banho, ensaboar com o chuveiro desligado e ser o mais breve possível, a fim de consumir menos água – e também energia;

– manter a válvula da descarga no vaso sanitário sempre regulada;

– usar a máquina de lavar na capacidade máxima;

– não jogar óleo de fritura pelo ralo da pia, pois além de entupir o encanamento, polui e dificulta o tratamento da água;

– observar se há vazamento em encanamento e tomar as devidas providências para contê-lo;

– colocar sistemas de controle de fluxo de água nas torneiras;

– não usar a famosa “vassoura hidráulica”;

– lavar o carro com balde e não mangueira;

– captar a água da chuva com baldes, e claro, reutilizar água sempre que possível.

Além disso, é muito importante que as bacias dos rios sejam cuidadas, pois elas são as responsáveis pela existência das nascentes, nossas fontes de água.

Nesse sentido, podemos tomar algumas medidas, como evitar o corte intensivo de florestas nativas; evitar queimadas; evitar pastoreio intensivo (pois a criação de animais em áreas de cabeceiras é uma forma de agressão aos mananciais); evitar mau planejamento na construção de estradas; evitar loteamento em locais impróprios; dentre outras.

Contudo, o mais importante é conscientizarmos sobre o nosso papel na sociedade e fazer nossa parte, afinal, como diz o ditado: de grão em grão, a galinha enche o papo. Rsrs.

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Ana Carolina Abdulmassih – natural de Ituiutaba, estudou Direito na Universidade do Estado de Minas Gerais, filósofa por natureza, apaixonada pela vida e pelas relações sociais inerentes a ela, sempre em busca do saber, crescer e compartilhar, em prol de um mundo mais harmônico e sustentável.

 

 

 

 

 

 

 

O gerenciamento das embalagens de agrotóxicos no Triângulo Mineiro

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Ituiutaba recebe, dia 13 de novembro, evento da CEMIG sobre agrotóxicos. O objetivo é apresentar diagnóstico realizado e receber novas informações de produtores rurais de Ituiutaba e região.

A interação da prática dos estabelecimentos agropecuários que fazem uso de agroquímicos com o reservatório da UHE São Simão é alvo de ação da CEMIG no desenvolvimento de seu Programa de Educação Ambiental, o qual é composto por dois subprogramas intimamente relacionados a este tema: Subprograma de Recolhimento de Embalagens de Agrotóxicos e Subprograma de Fomento de Práticas Agrícolas Sustentáveis.

Nesse contexto, foi realizado diagnóstico em municípios que fazem conexão com o reservatório de São Simão, no mês de julho de 2015, sobre a situação do descarte das embalagens de agrotóxicos na região do Triângulo Mineiro.

Para o conhecimento acerca dos aspectos relacionados à aplicação e uso de agroquímicos nos municípios que circundam o reservatório, buscou-se trabalhar em duas frentes de trabalho distintas.

Uma delas foi a construção de base censitária, basicamente com dados do Censo Agropecuário, pesquisa de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE; enquanto que a segunda se deu através de  entrevistas institucionais com representações do poder público e instituições sindicais relacionadas aos proprietários de terras e trabalhadores rurais.

Uma vez o diagnóstico realizado é hora de apresentar os resultados aos produtores rurais e discutir com eles o que pode ser feito, principalmente quanto à logística reversa, onde muitos se queixaram da dificuldade para destinar as embalagens de agrotóxicos devido às distâncias das propriedades em relação aos pontos de coleta.

O encontro para apresentação e discussão acontecerá no dia 13 de novembro de 2015, a partir de 08h30, na Secretaria Municipal de Agricultura localizada no Parque de Exposições JK e é destinado aos produtores rurais, agentes e gestores públicos, empresários do setor, representantes de associações representativas, professores e demais interessados.

Esse evento será apenas um primeiro passo para que no ano de 2016 a CEMIG possa dar continuidade às atividades dentro do Programa de Educação Ambiental.

Nesse sentido a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero apoia este evento, recomenda a participação de todos os envolvidos e acredita que em conjunto teremos mais possibilidades de buscar novas soluções sobre a gestão de resíduos em propriedades rurais e que essas possam ser implantadas gerando benefícios sociais, ambientais e econômicos a todos.

DE QUEM É A CULPA DA CRISE HÍDRICA ATUAL ? POR GUILHERME GARCIA DA SILVEIRA

Como se não bastasse o calor que tem feito nestes últimos tempos, ainda aparece esta notícia repentina de racionamento de água!
                Mas, afinal de contas, a culpa é de quem?
                Nosso sistema de produção é variado, mas é quase todo pautado no agronegócio que consome mais de 60% do total de água utilizada em nosso dia a dia. Como este setor exige grandes áreas de plantio e manejo, o avanço sobre as florestas e o Cerrado tornou-se tão intenso que não poupou mata ciliar, veredas, fragmentos florestais e, principalmente, as nascentes.
                A falência de nossa cidadania é tão notória que a maioria de nós nem sabe que em nossa Constituição Federal, artigo 225 está escrito: ” Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao PODER PÚBLICO e à COLETIVIDADE o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações
                O que temos feito da nossa parte em relação ao meio ambiente?
                A falsa noção de que água nasce da torneira e some como mágica quando passa pelos ralos e descargas tem que terminar urgentemente. Estiagem severa não é um problema restrito ao Nordeste brasileiro. Ela nos encontrou e vai, cada vez mais, mostrar sua verdadeira face, aceitemos ou não, nos forçando a uma mudança de paradigma que será bastante dolorosa no início.
                Nosso comportamento individualista contribuiu para que ignorássemos o que acontece na zona rural com as matas e cursos d’água, no terreno baldio em que se joga “lixo” e carcaças de animais, no uso abusivo de água potável para lavar chão e nas perdas nos sistemas de distribuição que, em Ituiutaba, se aproxima de 30%. Apenas nos interessamos pela gestão pública quando tem espetáculo nas redes sociais ou na Câmara, sem jamais propormos algo que beneficie o município. E assim ficamos nesta vida utópica de que a culpa e os deveres são do poder público ou das outras pessoas e nos esquecemos que somos parte desta engrenagem que, para funcionar direito, tem que ter o lubrificante da cidadania, exercida em seu grau mais simples que é cumprir o que nos compete individualmente. Isto inicia-se no simples ato de se evitar jogar um simples papel no chão ou não lavar calçada com água e vai até em nossas obrigações básicas como conhecer as leis federais, estaduais e municipais, para cumpri-las. Mas não, temos ficado em nossas casas, em nossa zona de conforto, gastando água como se esta fosse infinita e apontando o dedo para o próximo nos esquecendo da torneira que deixamos aberta durante a escovação dos dentes, lavação do carro ou no banho demorado que levou para o ralo até nossas preocupações diárias, como se estas não fossem retornar ao abrirmos a torneira e não vermos nenhuma gota por causa do racionamento.
                Não nos preocupamos com nossos córregos ou rios pois sempre achamos que a responsabilidade é do produtor rural ou do município vizinho e nos esquecemos que cursos d’água ultrapassam fronteiras municipais, estaduais, federais e internacionais. Água é responsabilidade de todos. O rio Tijuco e o São Lourenço são um exemplo disto, o primeiro nasce no município de Uberaba e o segundo no Prata. Nunca houve interlocução entre estes municípios e poucos foram os programas de recomposição vegetal e, a cada dia, perdem-se mais árvores e nascentes.
                Se não mudarmos nossos hábitos, dificilmente teremos um futuro decente pois estima-se que os períodos de estiagem sejam cada vez mais severos. Somando-se ao fato que devastamos o Cerrado e exterminamos as veredas que são áreas de recarga hídrica, não teremos um bom horizonte. Não adiantará levantar as mãos aos céus e rogar por piedade ou chuva. Não fizemos nossa parte e apenas colhemos o que (não) plantamos.
                Faz-se necessária a implementação de políticas sérias e perenes em Educação Ambiental que deve se iniciar no período pré escolar, incorporando práticas de sustentabilidade.
                Se o poder público não se interessa por assuntos voltados ao meio ambiente, teremos que assumir nossa parte da culpa pois os políticos saem de dentro de nossas famílias com todos os defeitos e virtudes. Nossos representantes nos espelham.
                As discussões sobre nosso desenvolvimento tem que ser pautadas sob o manto da transparência e sustentabilidade ambiental em todas as esferas da sociedade: escolas, empresas, comércio, Sindicato Rural, SAE, poder público, Câmara de Vereadores, associações diversas, dentro de nossos lares e até na conversa na praça ou calçada.
                Inevitavelmente teremos que fazer recomposição vegetal de nossos rios, especialmente o São Lourenço e isto é um processo de longo prazo onde os frutos serão colhidos pelos nossos filhos ou netos, mas é necessário que o façamos o quanto antes.
                Apontar um culpado pela crise hídrica e os desajustes ambientais que estão acontecendo é apontar para nós mesmos, pois não temos assumido nossa parcela de responsabilidade nos esquecendo de que temos direitos mas, sobretudo, temos DEVERES.
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*Guilherme Garcia da Silveira é professor universitário. FACIP/UFU.

Cinde-debate: A LEI DA ÁGUA (O Novo código Florestal)

A lei da agua

            Água é vida, mas parece que nos esquecemos disso e, diariamente, damos motivos para a realidade que nos apresenta. O Brasil é o país cujo território apresenta as maiores reservas de água doce do mundo e vivemos uma escassez hídrica absurda.

            Por quê?  Nós, cidadãos de uma cidade pequena do interior, temos responsabilidade nesse processo? Se sim, qual é a parte a qual devemos ser responsáveis? Qual o caminho que estamos tomando se considerarmos as decisões políticas em relação à água?

            Todas essas perguntas poderão ser respondidas no cine-debate A LEI DA ÁGUA, organizados pelos professores Guilherme Silveira, FACIP/UFU e Humberto Minéu , IFTM, e realizado pelo Ministério Público Estadual (6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ituiutaba) que convida a população de Ituiutaba para a sessão de Cine debate: A Lei da Água (Novo Código Florestal) que acontecerão nos dias, horários e locais abaixo:

25/06 (Quinta-feira) – 19h: Auditório 03 da FACIP/UFU
26/06 (Sexta-feira) – 19h: Auditório do IFTM/Campus Ituiutaba
29/06 (Segunda-feira) – 08h30: Auditório do IFTM/Campus Acii Ituiutaba

            O filme/documentário “A lei da água (Novo Código Florestal)” aborda a questão do código florestal como um problema nacional e não apenas agrícola. Apresenta a problemática desde o nosso processo de colonização, com o modelo de desenvolvimento econômico instalado, o processo de elaboração do primeiro código florestal em 1965, o desenvolvimento científico ao longo dos anos e a relação do código com a conservação ambiental, principalmente em relação à disponibilidade e qualidade de água para o consumo humano e produção.
A realização da sessão no formato de cine debate visa à socialização do conteúdo e do processo de construção e revisão da legislação, os impactos negativos e positivos, oportunizando a manifestação das diferentes visões, diante da seguinte premissa: a busca do equilíbrio entre produzir alimentos necessários para o nosso consumo e economia, aliada à conservação ambiental, proporcionando água em quantidade e qualidade para os nossos diversos usos (consumo humano, dessedentação de animais, produção de alimentos, indústria, saneamento etc.), bem como a manutenção de ambientes que proporcionem condições de manutenção da fauna.
O documentário traz ainda as diferentes visões manifestadas na revisão do código, envolvendo deputados, senadores, produtores, profissionais, sociedade civil organizada e cientistas, com a apresentação de diversos dados de pesquisas e do contexto econômico. Essas diferentes visões possibilitam compreender o processo de construção e revisão do código, com os fatores e forças que atuaram ou não para se chegar à lei atual, e os problemas decorrentes da não aplicação da legislação ao longo do tempo.
Em sentido mais amplo a relação do código florestal com a sustentabilidade ecológica e econômica dos empreendimentos e com a nossa biodiversidade, talvez a maior riqueza do nosso país.

Contamos com sua participação!

Mais informações:
Prof. Guilherme Garcia da Silveira– guilhermes@yahoo.com
Prof. Humberto Minéu – hmineu@iftm.edu.br

Encontro PILZ e Brandt reúne representatividades de Ituiutaba

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Na última sexta-feira, representantes de diferentes instituições de Ituiutaba estiveram presentes no encontro promovido pela Plataforma Ituiutaba Lixo Zero com o Leonardo Ivo representante da Brandt Meio Ambiente.

Entre os presentes:

Alice Drummond – PILZ

Leonardo Ivo- Brandt Meio Ambiente

Odeon Nunes Barcelos – Copercicla

Marcelo Gouveia Guimarães – CBH/PN3

Guilherme Garcia da Silveira – FACIP/UFU

Manoelina  Gonçalves  – CEMIG

Anderson Melo – CDL

Jayme Batista – Venture/ACII

Weslley Prado – Sebrae

Hilda Costa Machado – FIEMG

Flávia Garvil – Sindicomércio

Anastácio de Oliveira – UrbLimp

O encontro serviu de espaço para a apresentação do projeto de educação ambiental relacionado à AGUA, RESÍDUOS e FLORESTAS que a Brandt Meio Ambiente está desenvolvendo para a CEMIG, na região do Triângulo Mineiro. O objetivo desse encontro foi vislumbrar parcerias entre as instituições ituiutabanas, para que a atuação e operação do projeto possam ser ampliadas.

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero acredita que somando forças e vislumbrando as possibilidades de atuação de cada parceiro, atores sociais importantes de Ituiutaba, Ituiutaba se beneficiará e, portanto sua população e meio ambiente.

Interessados em conhecer um pouco mais sobre o projeto e como trabalharmos juntos, por favor envie um email para: lixozero@gmail.com

 

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