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EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL DE CONSTITUIÇÃO DE ASSOCIAÇÃO

 LOGOPILZ

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL DE CONSTITUIÇÃO DE ASSOCIAÇÃO, APROVAÇÃO DE ESTATUTO E ELEIÇÃO DA PRIMEIRA DIRETORIA A SER REALIZADA EM ITUIUTABA – MG, DIA 08 DE SETEMBRO DE 2016, NO CONSERVATÓRIO ESTADUAL DE MÚSICA DR. JOSÉ ZÓCCOLI DE ANDRADE

 A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero através de sua coordenadora Alice Marquez Peres Drummond, e, demais membros da sociedade civil convidam e convocam toda população de Ituiutaba-MG para Assembleia Geral de constituição de associação de pessoas para formação de ONG, com o escopo nas áreas de sustentabilidade e meio ambiente, gestão e gerenciamento de resíduos sólidos – redução dos resíduos, reciclagem, coleta seletiva, compostagem, novos hábitos e outros que serão apresentados a todos os presentes, no dia, local horário e termos que seguem doravante.

EDITA

Art. 1º- Ficam convocados todos os interessados, nos termos do artigo 53, “caput”, da Lei n° 10.406 de 10 de janeiro de 2002, (Código Civil Brasileiro), para a realização da Assembléia Geral de Constituição de Associação, aprovação de Estatuto e Eleição da Primeira Diretoria a realizar-se no próximo dia 08/09/2016, no Auditório do Conservatório Estadual de Música Dr. José Zóccoli de Andrade situado na Rua Benjamin Dias Barbosa, bairro Universitário, Ituiutaba – MG. A convocação dar-se-á às 18h30hs do dia mencionado, com qualquer número de pessoas onde instalar-se-á a Assembleia para deliberar sobre a seguinte ORDEM DO DIA:

01 – Constituição e criação da Associação;

02 – Apreciação e aprovação do Estatuto Social;

03 – Eleição de sua primeira Diretoria e de seu primeiro Conselho Fiscal;

04 – Posse da chapa eleita;

05 – e a definição da sede provisória.

 

Art. 2º- Os interessados em concorrer à eleição dos membros da Diretoria e Conselho Fiscal da Associação deverão compor sua Chapa e fazer a inscrição da mesma com a Comissão Organizadora Pró-Associação no momento da Assembleia Geral

Art. 3º– O presente Edital de Convocação está publicado em locais de grande circulação e nos canais da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, esse blog, e sua página no Facebook, a saber:

https://www.facebook.com/plataformaituiutabalixozero

 

Ituiutaba-MG, 29 de agosto de 2016.

Alice Marquez Peres Drummond

Convocante

 

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FESTIVAL ZERO WASTE FRANÇA

Entre os dias 30 de junho a 2 de julho desse ano aconteceu o Festival Zero Waste em Paris, capital da França.

O evento foi realizado pela Zero Waste France – associação sem fins lucrativos composta por uma equipe incrível de mulheres que estão revolucionando o tema na França e participando das grandes discussões promovidas pelas associações europeias e mundiais concernentes ao lixo zero, desperdício zero e resíduo zero.

 

O QUE É ZERO WASTE?

Para começar, em inglês “zero waste” significa lixo zero/ desperdício zero.

Essa tradução já nos coloca em estado de alerta e nos remete à questão: o que é desperdício que gera “lixo”?  O que você está consumindo que está indo para a sua lixeira sem ao menos ter sido bem aproveitado? Como os produtos que você consume podem ser mais eficientes em termos de embalagem? Como você pode fazer para diminuir o consumo desses produtos? O que a lei diz? O que eu devo fazer?

E quando nos damos conta disso, pasmem, vemos que tem MUITA COISA indo diretamente para a lixeira, sem ter sido ao menos bem utilizada, sobretudo alimentos em geral e embalagens.

A discussão acerca do tema é longa e complexa e para a minha sorte eu estava lá, presente junto as outras cinco mil pessoas, mais de 150 palestrantes e oficineiros franceses e internacionais,todos voluntários, e mais de 100 voluntários em três dias de evento, para que o mesmo fosse possível acontecer.

FZW - ROBERT REED, FLORE BERLINGEN E ALICE DRUMMOND
Insira uma legenda

Robert Reed da Recology (Califórnia), Flore Berlingen, Diretora da Zero Waste France e Alice Drummond da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e Resíduo de Valor.

 

ATIVIDADES FESTIVAL ZERO WASTE FRANCE

O Festival Zero Waste ofereceu, além do palco principal, atividades paralelas acerca de soluções para a gestão de resíduos sólidos. Oficinas práticas e testemunhos de vida LIXO ZERO EM CASA foram realizados por inúmeros integrantes de famílias (quase) lixo zero e pelas famílias lixo zero de Roubaix, norte da França.

Dezenas de histórias pessoais foram compartilhadas, tanto em conferência quanto em sessões de autógrafos, com um público bastante interessado, que aprenderam entre outras coisas a fazer o composto, reparar objetos, fabricar seus produtos cosméticos além de muitos gestos para facilitar a vida de uma forma de desperdício zero.

O evento ofereceu um espaço para a “boutique lixo zero” que, por sinal, teve também um grande sucesso graças a participação de fabricantes de sacos de pano a granel, garrafas de água, lancheiras, minhocários e composteiras, guardanapos laváveis sanitários (fraldas, guardanapos e copos menstruais), lenços e algodão reutilizável.

Que tudo! Quanto lixo evitado!

 

EMPREENDEDORES LIXO ZERO: REDUÇÃO DE RESÍDUOS

O Festival Zero Waste também ofereceu um vasta gama de soluções para empreendedores que promovem atividades para a redução dos resíduos : a luta contra o desperdício de alimentos, a separação das fontes de resíduos biológicos e compostagem/ biogás, venda a granel e definições para a redução de resíduos de embalagens, lavagem/ higienização de todos os produtos têxteis sanitários para evitar que suas versões descartáveis, reutilização, reparação e upcycling* têxteis, mobiliário, equipamentos elétricos e materiais eletrônicos.

Upcycling é o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade.

O formato variado permitiu a abordagem em diversos tópicos: oficinas de co-construção (logística urbana, aquisição e creches sem resíduos), encontros sobre “a granel” e “retornável”, sessões de 30 minutos sobre soluções para o lixo zero, financiamentos à projetos e linhas diretas sobre a legislação.

Oficinas realizadas durante os três dias de festival.

 

PIONEIROS – OS HERÓIS DO LIXO ZERO

Os pioneiros do lixo zero foram fundamentais para nos apresentar as ações que vem realizando em seus municípios. Aqui, cito alguns dos vários heróis que lá estavam, reunidos, voluntários, contando ao mundo como fizeram para se destacar num processo diferenciado, econômico e solidário: Rossano Ercolini de Capannori/Itália, Robert Reed, da Recology, empresa de coleta de resíduos em São Francisco/ Califórnia/USA, que tanto me contou sobre como engajar e transformar a população em favor do lixo zero, Alexandre Garcin de Roubaix na França que vem, desde o ano passado, capacitando famílias para que elas sejam lixo zero e obtendo resultados incríveis nas áreas de saúde, bem estar e economia financeira e por fim, Enzo Favoino, chefe do Comitê Científico da Associação Zero Waste Europe, que me recebeu e apresentou calorosamente a coleta de resíduos orgânicos em Milão, em dezembro de 2014.

FZW - HEROIS ZERO WASTE

Rossano Ercolini ( Capannori – Itália), Robert Reed ( São Francisco – Califórnia), , Alexandre Garcin (Rubaix – France), Enzo Favoino (Milão – Itália) , Gabriele Folli (Parma / Itália) e Laura Chatel (Zero Waste France)

 

E ITUIUTABA COM TUDO ISSO ?

O que me marcou mais uma vez foi a gama de possibilidades que encontramos quando revemos nossos hábitos. Hábitos esses que foram impostos por uma sociedade de consumo que prioriza o descartável e esquece do durável.

Em muitas das ações e soluções para o caminho lixo zero me reencontrei com um passado nem tão longínquo em que havia menos embalagens nos produtos, menos agrotóxicos nos alimentos e quando havia embalagem, elas eram automaticamente reaproveitadas várias vezes, passando longe da lixeira. Eu vivi essa época embora seja filha da geração descartável.

Considerar a possibilidade de uma cidade ser lixo zero é considerar o incremento de qualidade de vida da população através de emprego e geração de renda, economia financeira e de recursos públicos, proteção e respeito ao meio ambiente e transformação de valores de uma sociedade.

Foi possível constatar que o poder de mudança vem do povo e que governante bom é aquele que escuta essa voz, se posiciona, procura entender e promover o que traz benefícios. Portanto, mais uma vez, a PLATAFORMA ITUIUTABA LIXO ZERO convida todos vocês Ituiutabanos a fazer parte dessa voz: a voz que quer mais qualidade de vida, economia limpa e circular, meio ambiente protegido, inteligência nas relações e menos desperdício.

Estamos juntos! Acesse: www.plataformaituiutabalixozero.com

Confira abaixo algumas fotos do Festival Zero Waste, Junho/Julho de 2016, em Paris, França

 

Alice Drummond – mestre em governança de resíduos sólidos pela Sorbonne Paris 3, consultora em gestão de resíduos sólidos pela Resíduo de Valor e coordenadora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero.

 

 

A Fábrica de Árvores dos Meninos de Araçuaí – por Guilherme Arueira

– Se a gente planta árvore na porta de casa, por que não plantamos na beira do rio? Perguntou um aluno que fazia uma tarefa de casa.
– Vixe, então se for pra plantar no rio a gente ia precisar de uma fábrica de árvores. Disse Yuri, um dos educadores do CPCD.

E foi neste cenário que nasceu a Fábrica de Árvores dos Meninos de Araçuaí. Através de uma provocação de uma criança somado aos ouvidos atentos de Yuri, surge a ideia de um projeto 100% colaborativo na construção de uma verdadeira fábrica de árvores que fosse, não só das crianças do projeto ser Criança, mas também da cidade toda.

Sendo assim, lançado o desafio!

Reflorestar as margens do rio Araçuaí, o rio mais importante da cidade.

O Sonho

Bom, sonhar não custa nada e esse sonho parece ser bem possível. O objetivo foi traçado, reflorestar as margens do rio, nas regiões mais próximas da cidade e que são utilizadas pela população.

 

Okay, então pra isso é necessário um grande viveiro de mudas nativas. Certo? Sim, daí a “fábrica de árvores”.

A Fábrica

Vamos lá. Primeira dificuldade.
Como conseguir recursos para isso?

Como é um projeto colaborativo. Um financiamento colaborativo para a construção do viveiro de muda. Lindo!

Com uma simples campanha no site Kikante, esse projeto arrecadou, com doações vindas até do exterior, o suficiente (apenas R$ 3500,00) para construir um super viveiro onde as crianças que vão plantar e cuidar das mudas.

E não é um viveiro qualquer. Foi na necessidade de algo inovador e viável que Yuri decidiu fazê-lo em forma de uma cúpula geodésica, ou seja, uma verdadeira arapuca num formato futurístico de meia esfera.

– Pesquisando na internet, encontrei um cara no Brasil que fabrica essas cúpulas, e na medida que eu queria, ele ia me cobrar mais ou menos 7 mil reais. Caro demais! Daí eu pesquisei mais um pouquinho e encontrei um site norte americano em que faz todo os cálculos e te possibilita construir um sozinho, relatou Yuri.

– E quanto que custou esse que você está construindo? Perguntei.

– Apenas R$ 800 de material. Tubos de PVC e parafusos, basicamente.

Show de bola, né?! Com um custo baixíssimo, frente ao preço do mercado. Yuri conseguiu viabilizar e construir um primeiro viveiro e dar início à tão falada Fábrica de Árvores.


– E esse é apenas o protótipo inicial. Nós vamos construir um maior com 20m de diâmetro.

Sim! Vai ser uma verdadeira fábrica de árvores. Sem contar que as mudas são plantadas em caixinhas Tetra Pak. Mais uma boa maneira de reaproveitar esse resíduo que é tão difícil reciclar.

Pronto. Segunda dificuldade
Onde construir o viveiro grande?

Contou Yuri que tiveram que articular com a sociedade para conseguir um terreno emprestado. Tiveram algumas propostas diferentes, mas foi justo na beira do rio que eles querem reflorestar, que encontraram o lugar ferfeito.

Agora vem a parte boa. Pôr a mão na massa, divertir e aprender brincando. Assim mesmo, de maneira simples e inovadora, os educadores do CPCD vão transformando a realidade em que vivem, educando nossas crianças para o respeito e o convívio com o meio ambiente.

Parabéns Yuri. Você sabe fazer a diferença.

Para saber mais sobre o projeto acesse:
https://www.facebook.com/fabricadearvoresdosmeninosdearacuai/?fref=ts

Para saber mais sobre o financiamento colaborativo acesse:
http://www.kickante.com.br/campanhas/fabrica-de-arvores-dos-meninos-de-aracuai

Para construir a sua própria Cúpula, acesse o site:
http://www.desertdomes.com/domecalc.html
*Guilherme Arueira é graduado em Engenharia Mecânica (UFU) e mestre pela mesma Universidade.  Atualmente, Guilherme é Educador Popular e viaja o Brasil pesquisando pedagogias alternativas no território e busca atuar na área de educação ambiental nas instituições que trabalha

Acompanhe seu trabalho na página Chove Brasil do Facebook:

https://www.facebook.com/chovebrasil/?fref=ts

 

Uma manhã de Capoeira e Sustentabilidade.

Como é gostoso ver uma educação bem feita e de qualidade!

Foi aceitando o convite da Professora de capoeira, Borboleta, que fui conhecer a ONG Lar Espírita Maria Lobato de Freitas, no bairro Parque São Jorge, em Uberlândia, Minas Gerais. Onde fui recebido com o carinho e o respeito que todo educador busca.

No primeiro momento, houve uma aula de capoeira, a professora Borboleta ensinava o valor do companheirismo na arte. Com muita firmeza, prendia a atenção dos alunos sentados na roda enquanto contava suas histórias.

Fomos dar uma volta pela ONG onde ela me mostrava tudo, o caminho pelo jardim feito de pet, a sala nova em octógono recém construída, o pé de maga, as hortaliças, as bananas e lá no fundo, uma incrível estufa onde produzem verduras hidropônicas. Isso mesmo! Tudo lindo e funcionando direitinho. Tem o ateliê de arte, pintura e artesanatos. Há também um ateliê de costuras, onde as moças e senhoras costuram enxovais de bebês para doação. Tem também uma sala cheia de roupas para o bazar.

Sem muita demora veio o almoço e todas as crianças se serviram e sentaram juntas. Os grupos, são 3 e estão divididos por idade, porém são livres para trocarem de grupo se necessitar.

Almoçamos e durante de muita prosa boa a professora Borboleta ia me mostrando a redação que ela tinha pedido na semana anterior para os seus alunos e alunas. Nela, a professora pediu apenas que  escrevessem o que a capoeira representava em suas vidas. Impressionada com o resultado, Borboleta lia as redações e palavras como: amizade, amor, companheirismo, respeito, valor próprio, valor à vida e segurança, apareceram aos montes junto com desenhos.

Chegaram então os/as estudantes do turno da tarde e logo no primeiro horário, fizemos uma roda com todo mundo, incluindo as outras educadoras. Borboleta me apresentou como seu amigo e aluno de capoeira e logo em seguida comecei a contar um pouco da minha viagem de mochilão pelo Brasil.

Não demorou muito, após eu ter contado que tinha vendido tudo pra viajar, uma mocinha levantou a mão e perguntou.

– Como é que você consegue viver sem televisão?

Rimos todos e é claro que caí na risada também (para não chorar). E respondi da melhor maneira que eu consegui no momento, contei pra ela que a televisão não faz falta quando a gente tem um mundo pra assistir.

Respondida todas as perguntas, “borá pro jogo” (de capoeira)! Joguei algumas vezes até cansar.

A partir daí me despedi de todos. Foram para o segundo horário e fui conversar com a Coordenadora Silene.

Adorei a visita e espero um dia voltar novamente.

 

A Sustentabilidade

Mesmo com toda essa estrutura, o que mais me chamou a atenção foi o projeto interno mais simples que eles executam: o Projeto Reclicou Ganhou.

É muito simples. Os estudantes trazem os determinados recicláveis que a ONG recebe e trocam pelos “chequinhos”, que é a moeda de troca criada por eles, para que possam usá-las na feirinha realizada pela própria ONG, que acontece a cada bimestre.

Show de Bola ! Não é mesmo?

A criançada traz pra escola latinha, garrafa pet, papel e vidro e elas mesmo contam tudo, separam nos respectivos coletores e anotam para que, no fim do mês, ganharem esse “chequinho” impresso com um valor determinado da sua “venda” de reciclável. Cada criança sabe, na ponta da língua, o valor de cada embalagem que eles trazem ali.

– Arueira, eles chegam a pegar o resíduo que fica nas lixeiras das ruas para trazer para escola.

Disse Borboleta, dando risadas da situação.

“O próximo passo, vai ser incluir esse momento de contabilizar o valor, nas aulas de matemática”. Disse a coordenadora pedagógica da ONG. Eles ainda não fizeram isso por falta de profissional para o ensino de exatas.

Então a cada dois meses as crianças têm um valor pra gastar na feira da ONG?

Isso mesmo! E é no momento da feira que a educação financeira entra em ação. É na hora de comprar que as educadoras(es) ajudam e aconselham cada criança com o seu dinheiro (“chequinhos”). Educam não só a somar ou subtrair, mas também a eleger o que eles/elas juntos com suas famílias mais necessitam naquele momento de escolha. Assim todo mundo sai ganhando.

E o que é vendido nessa feirinha?

A feirinha que de “inha” não tem nada, é ampla. Roupas, brinquedos muitos, jogos de tabuleiros, brinquedos antigos e modernos, os artesanatos produzidos nas aulas, os alimentos que vem da horta: verduras e frutas, as roupas e por aí vai. Eles não param de criar.

Muito massa! Com uma ideia simples, com muita articulação e trabalho em equipe, a ONG Lar espírita Maria Lobato de Freitas está fazendo um excelente trabalho de educação com as crianças. O projeto envolve não só a abordagem ambiental como instigam nas crianças o poder de transformar a realidade em que vivem. Tudo baseado na autonomia e cidadania. Abordam questões ambientais reais e urgentes, inovam a maneira de gerar renda e se aproximam mais ainda de um desenvolvimento pleno e sustentável.

Guilherme Arueira.

 

 

Plataforma Ituiutaba Lixo Zero no Grito Rock 2016

Festival de rockn’roll autoral recebe a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e dá um show de sustentabilidade e interação.

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero esteve presente no Grito Rock na última sexta-feira, dia 25 de março, em Ituiutaba.

O Grito Rock é um festival de rock autoral que traz bandas de diversos locais do Brasil. Essa edição aconteceu na Chácara do Vovó, um lugar super especial próximo da natureza e teve o prazer de receber as bandas: Treze Provisório, a Era de Ferro e Cafun di Formio.

Ao longo do dia, a Plataforma e o Grito Rock promoveram atividades voltadas para a reflexão de como estamos nos portando em relação ao consumo e descarte e apresentou algumas possibilidades de ação. Essa parceria foi possível através da iniciativa da Resíduo de Valor Consultoria e Projetos.

Grito Rock + PILZ

A história toda começou com uma trilha ecológica seguida de café da manhã colaborativo e a oficina de fotografia com Rogério Costa por volta do fim da manhã.

 

Na parte da tarde, a roda de conversa com o tema “Como viajar barato no Brasil” contou com a experiência, e peripécias, de Guilherme Arueira que relatou suas experiências e aventuras durante nove meses na estrada, de mochilão, conhecendo escolas com pedagogias alternativas.

O papo fluiu e a troca foi certa. Muitas perguntas, muitas sugestões e muito bate papo na certeza da inspiração mútua.

 

Matheus Eduardo apareceu na sequência com sua oficina de compostagem.

Sempre bom ouvir o Matheus falar sobre o processo de decomposição dos resíduos orgânicos e o passo a passo para se fazer uma composteira. Sempre bom ter a oportunidade de considerar o quanto de “lixo” deixa de ir para a coleta municipal e o tanto de húmus que pode ser feito e reaproveitado nos jardins de quem faz a compostagem.

Grata sempre pela oportunidade de ter esse conhecimento tão importante e relevante.

O interesse dos participantes foi encantador. Bem se vê que a prática da compostagem é viável mas depende de capacitação e multiplicação junto à população. Ao final da oficina a composteira foi sorteada.

 

Um pouco mais tarde tivemos a oficina de Tie Dye , com Guilherme Arueria, juntamente com a oficina de customização de roupas, com Isabela Hanna e Larissa Dardania do https://www.facebook.com/outsidetheboxbrecho que é um brechó virtual com peças super legais, que são customizadas por ela e vendidas por ótimos preços.

Essa oficina trouxe um pouco do que todos nós buscamos: dar uma repaginada naquela peça, sem precisar gastar dinheiro comprando roupa nova.

As customizações ficaram muito legais, as peças super transadas e com certeza valor foi agregado.

 

Ainda, e em tempo, Alice Drummond apresentou duas receitinhas mais que básicas de creme dental e desodorante, sem química. Com 6 colheres de sopa de óleo de coco, 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio e 6 gotas de óleo essencial a sua escolha, você tem seu creme dental. Mas você pode encontrar diferentes receitas e eu sugiro o site da Cristal do UM ANO SEM LIXO.

Já o desodorante, basta despejar leite de magnésio em um borrifador e está pronto.

A noite chegou, a chuva caiu, estiou, e, após tanta troca, tanto aprendizado, chegou a hora de curtir os shows de bandas Treze Provisório, a Era de Ferro e Cafun di Formio que apresentaram músicas autorais.

No dia seguinte, para finalizar o evento, a última oficina e talvez a mais gostosa, foi oferecida durante o café da manhã: oficina de Tapioca com a Tati.

A cada ano a parceria entre a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e o Grito Rock se intensifica transformando pessoas, transformando hábitos e intenções.  Fazendo de um espaço de festa e  alegria, um espaço de interação e aprendizado.

Obrigada pelo carinho e interesse galera!

Patrocínio:

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*Alice Drummond – coordenadora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e consultora na Resíduo de Valor Consultoria e Projetos.

Programa Lixo Orgânico Zero em Lages-SC

*Por Germano Güttler

O Programa Lixo Orgânico Zero (PLOZ) teve início na cidade de Lages no final do ano de 2012. Este programa começou a ser idealizado em 2005, quando fazíamos trabalhos de extensão universitária em escolas públicas, de primeiro e segundo grau, que tinham como objetivo a implantação de hortas nestas escolas. E nessas hortas sempre utilizamos os resíduos orgânicos das cozinhas destas escolas. Entretanto, estes trabalhos apresentavam pequenos resultados, pois fazer uma horta é uma atividade cansativa e que exigia muito esforço físico de professoras e estudantes. Em cerca de sete anos desta atividade, tínhamos 4 ou 5 escolas que conseguiam, com muito esforço, manter hortas produzindo hortaliças.

Horta PLZO Lages

Foi nesta época que mudamos o foco dos trabalhos pois verificamos que o lixo orgânico era um dos maiores problemas ambientais de nossa cidade. Colocamos como prioridade o manejo destes resíduos orgânicos e, sempre que possível, utilizando estes resíduos para montar uma horta. A horta passou a ser uma consequência da compostagem. Nessa época, no ano de 2012, foi quando criamos um sistema mais eficiente e mais fácil para usar estes resíduos e batizamos esta nova técnica de mini compostagem ecológica (MCE).

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As MCEs que criamos não eram somente uma compostagem. A MCE é um método diferente de fazer uma horta. Consiste nas seguintes etapas:

  • Separar, na origem (nas cozinhas), os resíduos orgânicos dos demais resíduos sólidos;
  • Escolher um local para fazer a MCE. Pode ser um canteiro no solo, uma jardineira, um grupo de vasos, entre outros;
  • Os resíduos orgânicos devem ser colocados sobre a terra, concentrados em uma camada de 8 a 20 cm de altura, sem espalhar;
  • Deve-se cobrir os resíduos orgânicos com uma camada de 3 a 5 cm de material orgânico de difícil decomposição e granulometria fina, tais como grama cortada, serragem, cinza de termoelétrica, folhas secas trituradas, podas de jardim trituradas entre outros;
  • Repetir este processo diariamente colocando os resíduos orgânicos lado a lado cobrindo o solo sem deixar espaços entre as colocações, formando uma compostagem laminar sobre o solo que vai, a cada dia, cobrindo mais uma área deste solo;
  • É necessário mexer com um garfo de jardim algumas vezes (geralmente uma vez por semana), facilitando a oxigenação da compostagem, pois evita a presença de moscas, elimina eventual mau cheiro e acelera o processo de decomposição. Sempre que for necessário, após a aeração, cobrir novamente com os mesmos materiais para que os resíduos orgânicos não fiquem visíveis;
  • Após 30 a 40 dias a compostagem estará pronta, e devemos plantar mudas ou sementes de hortaliças, temperos, chás, flores sobre o material já decomposto. Este processo também pode ser realizado em um local fechado (como uma garagem) e o material, depois de pronto, pode ser levado para uma horta ou jardim.

Seguindo estas orientações, o solo fica completamente coberto com uma espessa camada de matéria orgânica humificada. Todas sementes ou plantas, que estavam neste solo, são sufocadas por esta camada e a vegetação não brota e as sementes de inços não germinam. Portanto, o solo do canteiro não necessita ser virado com pá e também não se faz necessário o uso de enxadas para capina após o plantio das hortaliças. Esta espessa camada também mantém elevada a umidade do solo e a irrigação pode ser reduzida em 60 a 80% quando comparada com uma horta tradicional.

Acreditamos que as nossas MCEs resultam em hortas que exigem menos de 20% do trabalho necessário para montar e manter uma horta tradicional. A MCE forma uma horta que dispensa o uso de pás, enxadas e quase dispensa o uso de regadores e mangueiras. A facilidade em montar uma horta sobre uma MCE é tão evidente que, durante os anos de 2013 e 1014, este sistema foi amplamente divulgado pela nossa cidade e mais de 100 escolas aderiram ao projeto e atualmente (final de 2015) mais de 70 destas escolas estavam mantendo o projeto mesmo sem acompanhamento e orientação dos bolsistas do projeto, mostrando que é uma tecnologia social, aberta e de fácil propagação.

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Utilizando as escolas públicas e as agentes de saúde do município como base de divulgação desta proposta, e apostando na capacidade de auto disseminação da tecnologia das MCEs, acreditamos que atingimos, com um baixíssimo custo, cerca de sete a dez mil residências, aumentando a compostagem residencial para mais de 30% dos domicílios de nossa cidade.

 

Para acompanhar as notícias e aprender mais curta a página do projeto no Facebook: https://www.facebook.com/lixorganicoZERO

Germano Güttler é Professor do Departamento de Agronomia do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Contato: 49 9992-6171

 

Descartável é coisa do passado

 

Por Alice Drummond

A vida anda cada vez mais corrida e há uns bons 20 anos você começou a desfrutar da praticidade dos descartáveis, não foi?

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A partir daí, tudo ficou mais fácil na sua vida. As festas já não eram mais trabalhosas como as de antigamente porque ao final você tinha apenas que colocar tudo em sacos plásticos e colcoar no “lixo”.  Nada de lavar louças, guardá-las, tudo era descartável.

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Você percebeu isso também nos corredores das empresas, nos consultórios e em órgãos públicos onde os copos descartáveis também acabou tornando a vida das pessoas muito mais fácil e prática. Com copos descartáveis ninguém tinha mais trabalho nem complicação, certo?  Errado. Erradíssimo.

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Errado, porque você não contava que todo esse material descartável utilizado por você, sobretudo o plástico, começou a virar um problemão que pode ser visto por você e por todos nós nas ruas, nos lixões, nos terrenos baldios, nos córregos que correm para os rios que correm para os mares que já estão super poluídos e que, em 2025, estima-se que para cada 3 toneladas de peixes existentes  haverá uma de plástico. E ainda, que se você não agir agora e tratar de repensar esse uso indiscriminado de descartáveis, em 2050 você verá mais plástico que peixe.

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Você não contava também que o custo de extração da matéria-prima, da produção do material descartável e do transporte para que ele chegue numa loja onde você possa comprá-lo é alto demais para que esse material dure em média 20 minutos nas suas mãos. Se você considerar o “copo plástico”, esse coitado, dura por volta de 20 segundos nas suas mãos e já vai para o “lixo” que vai parar geralmente onde não deve.

Você, por algum acaso já parou para pensar nisso?

Que o preço que você está pagando por usar tanto descartável é alto demais e que essa conta está ficando cada vez mais cara para você?

E pior, que ela será debitada na conta dos seus lindos filhos e sobrinhos e netos que você ama tanto mas que, coitados, estão por fora dessas questões, consumindo mais descartáveis do que nunca e acreditando que essa é a lógica da vida? Descartáveis esses que VOCÊ coloca em suas mãos?

Lembre-se que, antes de qualquer coisa, você deve REDUZIR o tanto de lixo que você produz, e você vai conseguir fazê-lo facilmente se começar a PENSAR em reduzir o uso de descartáveis. Confira aqui algumas sugestões de como fazê-lo.

Lembre-se ainda que sim, você é  capaz de rever conceitos, rever atitudes, rever posturas. Você é capaz de promover melhores atitudes e qualidade de vida. Você é capaz de fazer e de influenciar pessoas. Quanto mais você fizer mais promoverá essa ideia.

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Conte conosco!

Acesse : www.plataformaituiutabalixozero.wordpress.com  e www.facebook.com/plataformaituiutabalixozero e escreva para lixozeroitba@gmail.com

Alice Drummond é consultora em gestão de resíduos sólidos, especialista pela UnB e mestre em Governança de Resíduos pela Sorbonne Nouvelle Paris 3.

7 fatos que mostram a importância de consumir alimentos locais Por Thiago Lima

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Existem diversas vantagens em consumir alimentos e produtos produzidos localmente ou da região em que você vive. Listo abaixo algumas vantagens que mostram que um consumo consciente de produtos que tenham origem próxima a você podem proporcionar:

  1. Promove a economia local, proporcionando trabalhos em sua cidade e região;
  1. Polui menos pois aquele alimento não precisa viajar distâncias muito longas para o consumo;
  1. Menos lixo é gerado pois menos embalagem é necessária para o transporte desses alimentos e bebidas. Caso haja a necessidade de se levar o alimento a regiões mais distantes, é comum o uso de embalagens mais sofisticadas, contendo até materiais compostos.
  1. Produtos da estação são mais baratos. É importante prestar atenção na época em que existe mais oferta de determinados produtos no mercado. Por exemplo, para cada estação do ano existem frutas e legumes mais disponíveis para o consumo. O mesmo acontece com leites e derivados, como pode-se também reparar em seus preços. Comprando-se então produtos locais da época, além de se ter sempre produtos frescos, ainda se ganha no preço. E economizar sempre é a melhor parte.
  1. Embalagens simples são mais facilmente enquadradas como candidatas a serem recicláveis. Então, produtos com menos embalagens ou com embalagens mais simples (desde que protejam os alimentos) e recicláveis também devem ser preferidas. Nunca levamos em consideração que as embalagens podem percorrer um longo trajeto até chegar a fábrica dos alimentos e depois, então, ser enviados aos pontos de venda e, finalmente a casa do consumidor. Embalagens mais leves e mais simples demandam menos energia para ser fabricadas (em geral) e, portanto, são mais conscientes.
  1. Você economiza dinheiro pois os produtos locais em quase todos os casos são mais baratos que produtos que vem de longe, até mesmo de outros países.
  1. Você ajuda o planeta. Diminuindo o caminho entre a fabricação até a sua geladeira, menos combustível é gasto. Menos energia é gasta no processo todo, de maneira geral. Menos embalagem é gerada. Isso significa menos lixo.

Se incorporar essas práticas à sua rotina diária, aliado ao consumo consciente escolhendo as embalagens maiores e que podem ser recicláveis, você já está fazendo a sua parte para reduzir a poluição, o lixo e também consegue economizar um valor interessante, que pode fazer a diferença no final do mês.

Para conferir mais benefícios, confira no site da Akatu mais informações a respeito do consumo consciente: http://www.akatu.org.br/Temas/Consumo-Consciente/Posts/A-producao-local-mais-que-a-global

Passe essas informações às pessoas que conhece. Converse com seus amigos, vizinhos e familiares e vamos construir um mundo mais consciente.

 

*Thiago Lima: Tecnologia, Inovação, Educação e Empreendedorismo – É assim que mudamos o Brasil. Sou Engenheiro Eletricista, estudante de mestrado do Rochester Institute of Technology e Diretor de Marketing do site Embarcados. Faço parte da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero onde escrevo para esse jornal regularmente.

Compostagem: transformação de “lixo” em adubo

Mais de 20 pessoas tiveram a oportunidade de aprender sobre a técnica da reciclagem do “lixo” de cozinha, na OFICINA DE COMPOSTAGEM #compostaItuiutaba, realizada pela Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, na última quarta-feira, dia 03 de fevereiro, na Fundação Espírita Jerônimo Machado.

Basicamente, eles aprenderam:

  1. a fazer uma composteira doméstica (com latas de 15 kilos de manteiga);
  2. a separar os resíduos de cozinha (cascas e restos de frutas, legumes e vegetais – Atenção: nada cozido!!!)
  3. a preparar a devida proporção de “carbono/nitrogênio” para a decomposição saudável (para cada 1 porção de resíduo misturar 2 porções de serragem ou folha seca e misturar bem).

Acesse aqui a apresentação do Matheus Eduardo e aprenda mais: Oficinadecompostagem_MatheusEduardo_PILZ_FEV_2016

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A compostagem é uma alternativa que gera inúmeros benefícios, tais como:

  1. Diminuir o “lixo”;
  2. Reciclagem do “lixo” de cozinha;
  3. Produção de adubo – produto natural sem agrotóxicos para ser usado em hortas e jardins.

Maria Gertrudes, fundadora da Fundação Espírita Jerônimo Mendonça, apresentou aos participantes o espaço que a FEJM utiliza para a “compostagem de quintal”, ou seja, a realizada em local aberto, e o Matheus Eduardo aproveitou para elucidar sobre algumas características  dessa forma de compostagem.

Houve também sorteio dos seguintes brindes:

– 1 composteira confeccionada durante a oficina;

– 500gr de húmus – produzido e oferecido pelo Matheus Eduardo;

– 3 mudas de flamboyant e 3 mudas de nim (Azadirachta indica): produzidas e oferecidas pela Maria Gertrudes (Fundação Espírita Jerônimo Mendonça).

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero ressalta que  resíduo é riqueza e que a multiplicação do conhecimento é poder. Através da compostagem grande parte do “lixo de cozinha” volta para o solo enriquecendo-o de nutrientes.

Siga a #compostaituiutaba e participe da PILZ.

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Participantes da Oficina de Composta #compostaItuiutaba

Fique atento também às próximas oficinas de compostagem que a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero vai oferecer. Para sugestões escreva para lixozeroitba@gmail.com.

Recicláveis: lavar ou não lavar? *Ana Carolina Abdulmassih

Em agosto de 2015 publiquei um texto nessa coluna, o qual pode ser encontrado no blog da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero: https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/2015/08/28/reciclar-e-viver-por-ana-carolina-abdulmassih/).

Seguindo a linha de raciocínio desse post anterior, no qual falei sobre reciclagem em geral, trago uma questão que gera bastante dúvida, na hora de separar os materiais para reciclagem: lavá-los ou não antes da coleta seletiva?

Higiene x Desperdício

Apesar da chuva em abundância em algumas partes do Sudeste, precisamos estar em constante processo de economia de água, o que indica que limpar as caixas de leite e latas vazias de alimentos, por exemplo, pode ser desperdício, já que esses materiais passam por lavagem nas centrais recicladoras.

Alguns especialistas alertam que a prática de limpeza com água potável pode ser desnecessária, pois em qualquer processo de reciclagem o resíduo passará por higienização e que a limpeza não facilita a reciclagem, pois os materiais são derretidos a temperaturas muito altas.

Uma questão de saúde

Esses especialistas ainda afirmam que o que deve ser observado é a retirada de resíduos das embalagens para evitar foco de animais e doenças, além de odores, pois os materiais podem demorar chegar até o reciclador.

No entanto, sabemos que a coleta seletiva no Brasil é realizada conforme o sistema binário, ou seja, em casa separamos nosso lixo em seco e molhado. As cooperativas de catadores recebem os materiais recicláveis: papel, plástico, vidro e metal, todos misturados e a separação é realizada nas centrais de separação para que os itens sejam encaminhados para as diferentes indústrias da reciclagem.

Por esse motivo a não lavagem dos resíduos recicláveis pode acarretar inúmeros malefícios não somente aos catadores/cooperados que realizam esse trabalho, mas também à população em geral, uma vez que o montante de resíduos acumulados nas centrais costuma ser grande.

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Cooperativa de Catadores de Materiais recicláveis do RS recebendo visitantes

 

Mesmo dentro de casa e em recipiente fechado os resíduos recicláveis sujos podem atrair vetores de doenças.

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Mas e o desperdício da água?

Para que nossa consciência e nossa boa intenção não atrapalhe nosso processo de separação do lixo, recomendamos aqui alguns breves cuidados que podem manter os materiais em bom estado, sem que haja desperdício de água.

  • O ideal é que faça a retirada dos restos de produtos e alimentos das embalagens e então enxague com um pouco de água;
  • Não é necessário passar sabão nem utilizar água em demasia, mas apenas para tirar o grosso dos alimentos contidos ali anteriormente;
  • Você pode re-utilizar a água das máquinas de lavar louça ou roupas;
  • Você pode simplesmente deixar as embalagens recicláveis na pia enquanto as louças estão sendo lavadas;
  • Colocar as embalagens para secar e uma vez secas armazená-las até que seja o dia da coleta seletiva passar na sua casa.
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Estratégia que re-utiliza água de lavadora de louça e roupa

Dessa forma você estará adotando uma postura consciente e cidadã, evitando malefícios a sua família e comunidade e auxiliando enormemente o trabalho desses agentes ambientais mais conhecidos como catadores de materiais recicláveis.

Sugerimos, caso a dúvida permaneça, visitar uma central de coleta seletiva. Essa visita vai ajudá-lo a entender a importância da higienização dos materiais recicláveis.

 

Ana Carolina AdbulmassihAna Carolina Abdulmassih – natural de Ituiutaba, estudou Direito na Universidade do Estado de Minas Gerais, filósofa por natureza, apaixonada pela vida e pelas relações sociais inerentes a ela, sempre em busca do saber, crescer e compartilhar, em prol de um mundo mais harmônico e sustentável.