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EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL DE CONSTITUIÇÃO DE ASSOCIAÇÃO

 LOGOPILZ

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL DE CONSTITUIÇÃO DE ASSOCIAÇÃO, APROVAÇÃO DE ESTATUTO E ELEIÇÃO DA PRIMEIRA DIRETORIA A SER REALIZADA EM ITUIUTABA – MG, DIA 08 DE SETEMBRO DE 2016, NO CONSERVATÓRIO ESTADUAL DE MÚSICA DR. JOSÉ ZÓCCOLI DE ANDRADE

 A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero através de sua coordenadora Alice Marquez Peres Drummond, e, demais membros da sociedade civil convidam e convocam toda população de Ituiutaba-MG para Assembleia Geral de constituição de associação de pessoas para formação de ONG, com o escopo nas áreas de sustentabilidade e meio ambiente, gestão e gerenciamento de resíduos sólidos – redução dos resíduos, reciclagem, coleta seletiva, compostagem, novos hábitos e outros que serão apresentados a todos os presentes, no dia, local horário e termos que seguem doravante.

EDITA

Art. 1º- Ficam convocados todos os interessados, nos termos do artigo 53, “caput”, da Lei n° 10.406 de 10 de janeiro de 2002, (Código Civil Brasileiro), para a realização da Assembléia Geral de Constituição de Associação, aprovação de Estatuto e Eleição da Primeira Diretoria a realizar-se no próximo dia 08/09/2016, no Auditório do Conservatório Estadual de Música Dr. José Zóccoli de Andrade situado na Rua Benjamin Dias Barbosa, bairro Universitário, Ituiutaba – MG. A convocação dar-se-á às 18h30hs do dia mencionado, com qualquer número de pessoas onde instalar-se-á a Assembleia para deliberar sobre a seguinte ORDEM DO DIA:

01 – Constituição e criação da Associação;

02 – Apreciação e aprovação do Estatuto Social;

03 – Eleição de sua primeira Diretoria e de seu primeiro Conselho Fiscal;

04 – Posse da chapa eleita;

05 – e a definição da sede provisória.

 

Art. 2º- Os interessados em concorrer à eleição dos membros da Diretoria e Conselho Fiscal da Associação deverão compor sua Chapa e fazer a inscrição da mesma com a Comissão Organizadora Pró-Associação no momento da Assembleia Geral

Art. 3º– O presente Edital de Convocação está publicado em locais de grande circulação e nos canais da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, esse blog, e sua página no Facebook, a saber:

https://www.facebook.com/plataformaituiutabalixozero

 

Ituiutaba-MG, 29 de agosto de 2016.

Alice Marquez Peres Drummond

Convocante

 

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Educação ambiental para as crianças desde cedo

Existem duas formas clássicas na qual a criança poderia ser educada com relação a boas práticas ambientais: em casa e na escola.

Em casa, fica a cargo dos pais e/ou dos familiares educar a criança de tal forma que ela entenda sobre o que é lixo, de onde ele vem e pra onde ele vai, noções de separação de resíduos, a importância da reciclagem, o fato de que é essencial economizar água, que é primordial que se plante árvores e é importante consumir produtos naturais para que se tenha uma vida mais consciente. É fundamental que a criança veja e siga o exemplo dos pais. Se a criança aprende que essas práticas são “legais”, ela levará isso para toda a vida.

Na escola, a criança desde as primeiros passos deveria ter uma educação que levasse em consideração a educação ambiental. Todas as escolas particulares e públicas deveriam ter isso, mas para isso os professores deveriam ser capacitados desde cedo. No entanto, para que isso se tornasse realidade os professores deveriam ser capacitados em suas universidades e os materiais ecolares deveriam ser adequados. Além os conhecimentos teóricos deveriam ser complementados por ativdades práticas, tais como cultivo de hortas, plantio de árvores, etc. Bons exemplos podem ser dados pela própria escola como a separação correta dos resíduos e o encaminhamento para a reciclagem, engajando as crianças a jogar o lixo no local correto, por exemplo.

Essa criança quando jovem e adulta irá semear esse conhecimento entre seus amigos, familiares e conhecidos ao longo de sua vida. Pessoas que cultivam boas práticas servem de exemplo para as demais e vinculam sua imagem a alguém responsável pelo meio em que vive. Suas ações se refletirão em seu convívio social como formador de opinião, melhorando o ambiente em que vive.

Exemplo de Educação Ambiental – Colégio ESI – Santa Teresa

Horta Sta Teresa
*Roberto Alves de Lima.
Engenheiro Agrônomo, formado pela Universidade Federal de Viçosa em 1971. Ex-funcionário da Emater-MG e  morador de Ituiutaba desde 1973. Atualmente atua como consultor de conservação do solo e água na zona rural de Ituiutaba e cidades da região.

FESTIVAL ZERO WASTE FRANÇA

Entre os dias 30 de junho a 2 de julho desse ano aconteceu o Festival Zero Waste em Paris, capital da França.

O evento foi realizado pela Zero Waste France – associação sem fins lucrativos composta por uma equipe incrível de mulheres que estão revolucionando o tema na França e participando das grandes discussões promovidas pelas associações europeias e mundiais concernentes ao lixo zero, desperdício zero e resíduo zero.

 

O QUE É ZERO WASTE?

Para começar, em inglês “zero waste” significa lixo zero/ desperdício zero.

Essa tradução já nos coloca em estado de alerta e nos remete à questão: o que é desperdício que gera “lixo”?  O que você está consumindo que está indo para a sua lixeira sem ao menos ter sido bem aproveitado? Como os produtos que você consume podem ser mais eficientes em termos de embalagem? Como você pode fazer para diminuir o consumo desses produtos? O que a lei diz? O que eu devo fazer?

E quando nos damos conta disso, pasmem, vemos que tem MUITA COISA indo diretamente para a lixeira, sem ter sido ao menos bem utilizada, sobretudo alimentos em geral e embalagens.

A discussão acerca do tema é longa e complexa e para a minha sorte eu estava lá, presente junto as outras cinco mil pessoas, mais de 150 palestrantes e oficineiros franceses e internacionais,todos voluntários, e mais de 100 voluntários em três dias de evento, para que o mesmo fosse possível acontecer.

FZW - ROBERT REED, FLORE BERLINGEN E ALICE DRUMMOND
Insira uma legenda

Robert Reed da Recology (Califórnia), Flore Berlingen, Diretora da Zero Waste France e Alice Drummond da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e Resíduo de Valor.

 

ATIVIDADES FESTIVAL ZERO WASTE FRANCE

O Festival Zero Waste ofereceu, além do palco principal, atividades paralelas acerca de soluções para a gestão de resíduos sólidos. Oficinas práticas e testemunhos de vida LIXO ZERO EM CASA foram realizados por inúmeros integrantes de famílias (quase) lixo zero e pelas famílias lixo zero de Roubaix, norte da França.

Dezenas de histórias pessoais foram compartilhadas, tanto em conferência quanto em sessões de autógrafos, com um público bastante interessado, que aprenderam entre outras coisas a fazer o composto, reparar objetos, fabricar seus produtos cosméticos além de muitos gestos para facilitar a vida de uma forma de desperdício zero.

O evento ofereceu um espaço para a “boutique lixo zero” que, por sinal, teve também um grande sucesso graças a participação de fabricantes de sacos de pano a granel, garrafas de água, lancheiras, minhocários e composteiras, guardanapos laváveis sanitários (fraldas, guardanapos e copos menstruais), lenços e algodão reutilizável.

Que tudo! Quanto lixo evitado!

 

EMPREENDEDORES LIXO ZERO: REDUÇÃO DE RESÍDUOS

O Festival Zero Waste também ofereceu um vasta gama de soluções para empreendedores que promovem atividades para a redução dos resíduos : a luta contra o desperdício de alimentos, a separação das fontes de resíduos biológicos e compostagem/ biogás, venda a granel e definições para a redução de resíduos de embalagens, lavagem/ higienização de todos os produtos têxteis sanitários para evitar que suas versões descartáveis, reutilização, reparação e upcycling* têxteis, mobiliário, equipamentos elétricos e materiais eletrônicos.

Upcycling é o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade.

O formato variado permitiu a abordagem em diversos tópicos: oficinas de co-construção (logística urbana, aquisição e creches sem resíduos), encontros sobre “a granel” e “retornável”, sessões de 30 minutos sobre soluções para o lixo zero, financiamentos à projetos e linhas diretas sobre a legislação.

Oficinas realizadas durante os três dias de festival.

 

PIONEIROS – OS HERÓIS DO LIXO ZERO

Os pioneiros do lixo zero foram fundamentais para nos apresentar as ações que vem realizando em seus municípios. Aqui, cito alguns dos vários heróis que lá estavam, reunidos, voluntários, contando ao mundo como fizeram para se destacar num processo diferenciado, econômico e solidário: Rossano Ercolini de Capannori/Itália, Robert Reed, da Recology, empresa de coleta de resíduos em São Francisco/ Califórnia/USA, que tanto me contou sobre como engajar e transformar a população em favor do lixo zero, Alexandre Garcin de Roubaix na França que vem, desde o ano passado, capacitando famílias para que elas sejam lixo zero e obtendo resultados incríveis nas áreas de saúde, bem estar e economia financeira e por fim, Enzo Favoino, chefe do Comitê Científico da Associação Zero Waste Europe, que me recebeu e apresentou calorosamente a coleta de resíduos orgânicos em Milão, em dezembro de 2014.

FZW - HEROIS ZERO WASTE

Rossano Ercolini ( Capannori – Itália), Robert Reed ( São Francisco – Califórnia), , Alexandre Garcin (Rubaix – France), Enzo Favoino (Milão – Itália) , Gabriele Folli (Parma / Itália) e Laura Chatel (Zero Waste France)

 

E ITUIUTABA COM TUDO ISSO ?

O que me marcou mais uma vez foi a gama de possibilidades que encontramos quando revemos nossos hábitos. Hábitos esses que foram impostos por uma sociedade de consumo que prioriza o descartável e esquece do durável.

Em muitas das ações e soluções para o caminho lixo zero me reencontrei com um passado nem tão longínquo em que havia menos embalagens nos produtos, menos agrotóxicos nos alimentos e quando havia embalagem, elas eram automaticamente reaproveitadas várias vezes, passando longe da lixeira. Eu vivi essa época embora seja filha da geração descartável.

Considerar a possibilidade de uma cidade ser lixo zero é considerar o incremento de qualidade de vida da população através de emprego e geração de renda, economia financeira e de recursos públicos, proteção e respeito ao meio ambiente e transformação de valores de uma sociedade.

Foi possível constatar que o poder de mudança vem do povo e que governante bom é aquele que escuta essa voz, se posiciona, procura entender e promover o que traz benefícios. Portanto, mais uma vez, a PLATAFORMA ITUIUTABA LIXO ZERO convida todos vocês Ituiutabanos a fazer parte dessa voz: a voz que quer mais qualidade de vida, economia limpa e circular, meio ambiente protegido, inteligência nas relações e menos desperdício.

Estamos juntos! Acesse: www.plataformaituiutabalixozero.com

Confira abaixo algumas fotos do Festival Zero Waste, Junho/Julho de 2016, em Paris, França

 

Alice Drummond – mestre em governança de resíduos sólidos pela Sorbonne Paris 3, consultora em gestão de resíduos sólidos pela Resíduo de Valor e coordenadora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero.

 

 

Curso de Formação de Lideranças Comunitárias em Saneamento Ambiental *PET Geografia Pontal

agua - saneamento

A UFU/ FACIP convida toda a comunidade para o Curso de Formação de Lideranças Comunitárias em Saneamento Ambiental, que ocorrerá nos dias 20, 21 e 22 de junho, das 14 às 17 horas, no Auditório II da FACIP, situada na Rua Pepino Laterza, 1600, no Bairro Tupã.

O  Curso de Formação de Lideranças Comunitárias em Saneamento Ambiental é  voltado para a comunidade e contará com palestras educativas sobre o correto tratamento de água, assim como a instalação de redes de esgoto, coletas de lixo, entre outras ações de melhoria das condições sociais de higiene pública e relacionadas às questões de saúde.

A preservação e a melhoria da qualidade de vida e do ambiente urbano dependem da atuação de todos e também, da cobrança de ações efetivas do poder público. Por esse motivo é de grande importância a formação/capacitação de toda a comunidade a fim de transformá-la em uma comunidade mais interessada e preocupada com as políticas urbanas do município, especialmente aquelas voltadas para o saneamento ambiental.

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*PET Geografia Pontal

O Programa de Educação Tutorial (PET) une três atividades em um único programa: o ensino, a pesquisa e a extensão. O grupo tem como objetivo desenvolver atividades acadêmicas em padrões de qualidade, contribuir para a formação acadêmica do aluno, estimular a formação profissional, formular novas estratégias de desenvolvimento e modernização do ensino superior no país e estimular o espírito crítico. As atividades realizadas buscam promover a interação do Grupo PET com a sociedade e com a academia, o que enriquece a formação profissional e cidadã dos petianos.

O PET Geografia da Faculdade de Ciências Integradas do Pontal da Universidade Federal de Uberlândia foi criado em setembro de 2009 e conta atualmente com 8 bolsistas. Para conhecer mais detalhes acesse: http://petgeofacip.blogspot.com.br/

 

 

Esvazie suas gavetas Campanha de descarte de resíduos eletrônicos

Sabe aquele celular que estragou e está na gaveta do quarto?

O notebook que pifou e ficou encostado na prateleira?

A impressora que só funcionou até a Copa de 2014 e você sabe que nunca mais vai consertar?

Livre-se de tudo isso e ajude a tornar nossa cidade mais limpa! E o melhor, não dá trabalho, buscamos esses resíduos eletrônicos na sua casa, é só agendar!!

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A Resíduo de Valor Consultoria e Projetos em parceria com a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero está organizando uma campanha de coleta e descarte desses itens, denominados resíduos eletrônicos.

Essa campanha está sendo realizada de terça (14 de junho) à domingo (19 de junho).

Porque participar?

O Brasil recicla apenas 2% do total de resíduos eletrônicos gerado e existem cerca de 500 milhões de aparelhos eletroeletrônicos sem uso nas casas dos brasileiros.

Em um único celular são encontrados 15 tipos metais diferentes, alguns tóxicos, como níquel, cromo, cobalto, chumbo, cadmo, arsênio e mercúrio, que são de exploração com alto impacto ambiental.

Seja parte da solução para mudarmos essa realidade!

Se você tem resíduos eletrônicos em casa e deseja fazer um descarte correto, entre em contato com a Resíduo de Valor e agende seu horário clicando aqui, ou inserindo seu endereço, telefone e horário para o descarte.

O que recolhemos?

Celulares, computadores: desktop e notebook e impressoras.

 

Quem somos e porque estamos fazendo isso?

A Resíduo de Valor é uma empresa que busca ser referência em gestão de resíduos, promovendo impacto positivo na vida das pessoas.

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero é parceira dessa campanha.

O que será feito com esse resíduo?

Todo o resíduo eletrônico coletado vai ser desmontado, separado, descontaminado e enviado de volta a quem pode utilizá-lo na produção de outros bens, não só aparelhos eletrônicos domésticos, mas diversos outros, como equipamentos médicos.

 

Eu pago por esse serviço?

Nosso serviço de coleta é gratuito, mas você pode contribuir para que possamos aumentar essa ação por mais tempo e para outras cidades.

Sugerimos, caso sinto apto, a doar o valor de 50 reais.

DÚVIDAS? Entre em contato:

Alice Drummond: +55.34.9.9690.19 79 – alice.drummond@residuodevalor.com

A Resíduo de Valor aguarda seu contato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7 boas razões para trocar o copo de plástico descartável por uma caneca

*Thiago Lima

 

Uma das boas ideias que pode-se adotar no dia a dia para que você tenha uma vida mais consciente e sustentável, produzindo menos lixo, é a adoção de uma caneca para não utilização de copos plásticos. Uma ideia muito simples que pode ter muito impacto, dependo de como é o seu dia a dia na empresa e fora de casa. Veja abaixo 7 motivos pelos quais você deveria trocar seu copo plástico por uma caneca.

1 – O plástico, quando descartado no meio ambiente, demora anos para se decompor, mais de 200 anos, em média, e é um grande poluidor do meio ambiente.

2 – O plástico não é biodegradável e nem sempre tem como destino a reciclagem.

3 – Para se produzir plástico, gasta-se muita energia elétrica e água, além de material.

4 – O plástico é proveniente do petróleo, recurso não renovável e que a extração demanda um grande impacto ambiental.

5 – Quando o plástico entra em contato com substâncias quentes, como líquidos quentes, no caso do copo plástico, libera substâncias que são consideradas cancerígenas.

6 – A reciclagem de copos plásticos é menos viável se comparada a uma enxaguada de uma caneca comum, por exemplo. Além de caneca, pode-se adotar também uma garrafa de água. Com uma garrafinha sempre por perto fica fácil monitorar o quanto de água se bebe todos os dias.

7 –  Na produção de copos plásticos, a participação do poliestireno descartável é mínima, portanto, todo copo “descartável” utiliza matéria prima extrativa e não sustentável.

 

É isso pessoal! Comece a andar com suas canecas e garrafas e comecem a consumir menos copos plásticos. O meio ambiente agradece.

*Thiago Lima, Tecnologia, Inovação, Educação e Empreendedorismo – É assim que mudamos o Brasil. Sou Engenheiro Eletricista, estudante de mestrado do Rochester Institute of Technology e Diretor de Marketing do site Embarcados. Faço parte da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero onde escrevo para esse jornal regularmente.

 

 

 

A participação popular e a responsabilidade da Prefeitura Municipal na Gestão de Resíduos Sólidos por Alice Drummond

Audiência pública para o anúncio das medidas emergenciais contidas no Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos aconteceu na última quinta-feira, dia 05 de maio, em Ituiutaba.

O Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos foi confeccionado pela Universidade Federal de Uberlândia a pedido do CIDES/AMVAP – Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável da Associação dos Municípios da Microregião do Vale do Paranaíba e abrange sete municípios: Ituiutaba, Santa Vitória, Prata, Araporã, Centralina, Canapólis e Monte Alegre de Minas

O Plano traz dados referentes a geração e destinação dos resíduos sólidos nesses municípios e, obviamente, recomendações para uma gestão saudável, rentável e correta dos resíduos sólidos, baseada na Política Nacional de Resíduos Sólidos, PNRS 12.305/2010.

 

Audiência Pública

A proposta da audiência pública teve como objeto apresentar a urgência e necessidade de ações a serem realizadas pelos municípios para a transição entre a má-gestão e a gestão correta dos resíduos sólidos. Nesse sentido, o Plano elenca ações a curto, médio e longo prazo, além das medidas emergenciais.

Para Ituiutaba, a equipe liderada pela professora Ângela Maria Soares, doutora do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia, traçou sete medidas emergenciais e apresentou uma delas: a extensão da coleta seletiva para um novo bairro que ainda não dispõe da coleta. O bairro será definido nas próximas semanas e a coleta seletiva será realizada pela Copercicla.

Capacitação profissional

Vários profissionais de diferentes áreas presentes no evento ressaltaram a responsabilidade dos funcionários e agentes da Prefeitura Municipal de Ituiutaba, dos professores, vereadores (responsáveis pela Lei Municipal de Resíduos Sólidos), representantes de entidades representativas da sociedade civil, profissionais da área  e cidadãos de incentivar a reciclagem e todas as outras práticas que tenham a ver com a correta gestão dos resíduos sólidos proposta pela PNRS: a hierarquia dos resíduos – não geração, redução, reutilização, reaproveitamento, reciclagem, tratamento e disposição.

Para tal se faz necessário conhecimento, diálogo, capacitação, infra-estrutura, visão de mercado e de futuro.

Problemas estruturais e de gestão

O mosquito Aedes Aegypti vem se proliferando em espaços ocupados por lixo ao redor de nossa cidade. Ao todo, segundo o último mapeamento realizado nos três primeiros meses de 2016, pelo professor de Micro-Biologia da FACIP/UFU, Guilherme Silveira, são 32 pontos de descarte irregular em Ituiutaba. Queimadas são vistas todos os dias pela falta de coleta e destinação de resíduos de podas, aumentando os problemas de saúde da população e gerando custos à Secretaria Municipal de Saúde, para não falar de contaminação de solo, água e ar, o aterro sanitário está operando sob TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, por exclusiva falta de gestão. Falta de profissionais realmente capacitados que tenham de fato conhecimento técnico e legal para operar o estabelecimento.

A gestão de resíduos é um tema complexo que exige inúmeras especialidades e os governos locais tem o dever de compreender essa complexidade. Muitos são os problemas e somente com profissionais capacitados e com participação popular poderemos mudar esse cenário.

Para os gestores públicos, a visão de futuro pode ajudar muito.

* Alice Drummond é diretora da Resíduo de Valor Consultoria e Projetos, coordenadora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, especialista na PNRS pela UnB e mestre em Governança de Resíduos pela Sorbonne Nouvelle Paris 3. 

 

Para refletir – por Regina Moura

Há muito podemos observar o descuido dos feirantes durante e após a feira-livre que acontece todos os sábados na Av. 1 (Jorge Jacob Yunes). O cenário quando é encerrada a feira é deprimente: lixo orgânico amontoado de um canto a outro da rua, e não apenas na via, mas nas calçadas, muitas vezes bem próximo aos muros das casas! O lixo não é ensacado para ser recolhido pelo caminhão do lixo.

Feira Itba Abril 2016

Como em qualquer residência, empresa comercial, industrial ou de alimentos na cidade de Ituiutaba, os feirantes deveriam manter permanentemente limpa a área ocupada pela banca e seu entorno, desde a montagem até a desmontagem. O lixo produzido deveria ser acomodado em sacos plásticos resistentes e deixados na calçada para o recolhimento, como todos nós fazemos há anos!

Frutas e verduras podem ser vistas no chão e não apenas durante a feira-livre, mas principalmente depois no encerramento da mesma – é o que sobra do pós-feira na avenida Jorge Jacob Yunes onde ficam instaladas as barracas: cascas de frutas e verduras, palha de milho, guariroba, fruta esmagada ao chão, sobras de verduras, caixas de papel, plásticos, papéis, jornais… tudo isso é deixado pela rua!

TODOS deveriam fazer sua parte para manter o ambiente limpo (a avenida, a cidade) – detalhe: a feira acontece VIZINHA ao Pronto-socorro Municipal!

Acredito que o pior problema é a falta de consciência em entender que não se deve jogar lixo na rua, como se o Poder Público fosse responsável por tudo o que é colocado no chão. E não é porque temos uma empresa que faz acoleta de lixo que podemos deixar o lixo exposto. Aliás, em nossas residências, se não colocarmos o lixo em sacos plásticos, a empresa não o recolhe, óbvio!

Seria interessante se houvesse:

  • Trabalho de conscientização junto aos feirantes, no sentido de terem mais ordem e higiene;
  • Trabalho socioeducativo – distribuição, inicialmente, para cada barraca, sacos de lixo e implantação de sistema de fiscalização. Ao desmontar a barraca, o feirante teria que deixar seu lixo ensacado. O objetivo seria agilizar o serviço da empresa de limpeza urbana e manter o ambiente limpo (nota: o serviço de limpeza e coleta acontece cerca de 30 a 60 minutos após o término da feira – neste período – precisamos conviver, em pleno século XXI com a sujeira na rua). Quem não atendesse a isso, após esse período de orientação, deveria ser penalizado; também, após este período, cada feirante ficaria responsável em adquirir os sacos para armazenagem do lixo;
  • O feirante que encerrasse seu trabalho na feira e deixar o lixo espalhado deveria ser notificado, podendo até ser suspenso do seu trabalho.

 

A adoção dessas soluções podem ser efetivadas– e resolveria o problema de manter a limpeza da rua (bem como das demais feiras da cidade – pois essas condutas atingiriam todas elas).

Não parece simples? O que você pensa a respeito?

(Texto semelhante foi entregue pessoalmente ao Secretário de Obras – e aguardamos mudanças).

  • Regina Moura Carvalho – fisioterapeuta graduada pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar (1990) e graduada em Administração pela FTM em 2008; tem afinidade com temas ligados ao meio-ambiente, sustentabilidade e afins e incorpora, sempre que possível, práticas relacionadas, como coleta de água da chuva, plantio de árvores, separação do lixo para reciclagem, redução e reutilização de materiais.

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Uma manhã de Capoeira e Sustentabilidade.

Como é gostoso ver uma educação bem feita e de qualidade!

Foi aceitando o convite da Professora de capoeira, Borboleta, que fui conhecer a ONG Lar Espírita Maria Lobato de Freitas, no bairro Parque São Jorge, em Uberlândia, Minas Gerais. Onde fui recebido com o carinho e o respeito que todo educador busca.

No primeiro momento, houve uma aula de capoeira, a professora Borboleta ensinava o valor do companheirismo na arte. Com muita firmeza, prendia a atenção dos alunos sentados na roda enquanto contava suas histórias.

Fomos dar uma volta pela ONG onde ela me mostrava tudo, o caminho pelo jardim feito de pet, a sala nova em octógono recém construída, o pé de maga, as hortaliças, as bananas e lá no fundo, uma incrível estufa onde produzem verduras hidropônicas. Isso mesmo! Tudo lindo e funcionando direitinho. Tem o ateliê de arte, pintura e artesanatos. Há também um ateliê de costuras, onde as moças e senhoras costuram enxovais de bebês para doação. Tem também uma sala cheia de roupas para o bazar.

Sem muita demora veio o almoço e todas as crianças se serviram e sentaram juntas. Os grupos, são 3 e estão divididos por idade, porém são livres para trocarem de grupo se necessitar.

Almoçamos e durante de muita prosa boa a professora Borboleta ia me mostrando a redação que ela tinha pedido na semana anterior para os seus alunos e alunas. Nela, a professora pediu apenas que  escrevessem o que a capoeira representava em suas vidas. Impressionada com o resultado, Borboleta lia as redações e palavras como: amizade, amor, companheirismo, respeito, valor próprio, valor à vida e segurança, apareceram aos montes junto com desenhos.

Chegaram então os/as estudantes do turno da tarde e logo no primeiro horário, fizemos uma roda com todo mundo, incluindo as outras educadoras. Borboleta me apresentou como seu amigo e aluno de capoeira e logo em seguida comecei a contar um pouco da minha viagem de mochilão pelo Brasil.

Não demorou muito, após eu ter contado que tinha vendido tudo pra viajar, uma mocinha levantou a mão e perguntou.

– Como é que você consegue viver sem televisão?

Rimos todos e é claro que caí na risada também (para não chorar). E respondi da melhor maneira que eu consegui no momento, contei pra ela que a televisão não faz falta quando a gente tem um mundo pra assistir.

Respondida todas as perguntas, “borá pro jogo” (de capoeira)! Joguei algumas vezes até cansar.

A partir daí me despedi de todos. Foram para o segundo horário e fui conversar com a Coordenadora Silene.

Adorei a visita e espero um dia voltar novamente.

 

A Sustentabilidade

Mesmo com toda essa estrutura, o que mais me chamou a atenção foi o projeto interno mais simples que eles executam: o Projeto Reclicou Ganhou.

É muito simples. Os estudantes trazem os determinados recicláveis que a ONG recebe e trocam pelos “chequinhos”, que é a moeda de troca criada por eles, para que possam usá-las na feirinha realizada pela própria ONG, que acontece a cada bimestre.

Show de Bola ! Não é mesmo?

A criançada traz pra escola latinha, garrafa pet, papel e vidro e elas mesmo contam tudo, separam nos respectivos coletores e anotam para que, no fim do mês, ganharem esse “chequinho” impresso com um valor determinado da sua “venda” de reciclável. Cada criança sabe, na ponta da língua, o valor de cada embalagem que eles trazem ali.

– Arueira, eles chegam a pegar o resíduo que fica nas lixeiras das ruas para trazer para escola.

Disse Borboleta, dando risadas da situação.

“O próximo passo, vai ser incluir esse momento de contabilizar o valor, nas aulas de matemática”. Disse a coordenadora pedagógica da ONG. Eles ainda não fizeram isso por falta de profissional para o ensino de exatas.

Então a cada dois meses as crianças têm um valor pra gastar na feira da ONG?

Isso mesmo! E é no momento da feira que a educação financeira entra em ação. É na hora de comprar que as educadoras(es) ajudam e aconselham cada criança com o seu dinheiro (“chequinhos”). Educam não só a somar ou subtrair, mas também a eleger o que eles/elas juntos com suas famílias mais necessitam naquele momento de escolha. Assim todo mundo sai ganhando.

E o que é vendido nessa feirinha?

A feirinha que de “inha” não tem nada, é ampla. Roupas, brinquedos muitos, jogos de tabuleiros, brinquedos antigos e modernos, os artesanatos produzidos nas aulas, os alimentos que vem da horta: verduras e frutas, as roupas e por aí vai. Eles não param de criar.

Muito massa! Com uma ideia simples, com muita articulação e trabalho em equipe, a ONG Lar espírita Maria Lobato de Freitas está fazendo um excelente trabalho de educação com as crianças. O projeto envolve não só a abordagem ambiental como instigam nas crianças o poder de transformar a realidade em que vivem. Tudo baseado na autonomia e cidadania. Abordam questões ambientais reais e urgentes, inovam a maneira de gerar renda e se aproximam mais ainda de um desenvolvimento pleno e sustentável.

Guilherme Arueira.

 

 

Cinco passos essenciais para o bom planejamento da gestão de lixo

Que nós temos problemas, nós sabemos. Mas como solucioná-los?

A coluna da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero dessa semana apresenta dois, dos vários, problemas que temos em Ituiutaba relacionado ao “lixo”.

O primeiro é o caso das feiras livres municipais. Identifica-se, portanto, como problema urbano, sazonal (semanal) e envolve praticamente, resíduos recicláveis e orgânicos por meio de um grupo definido de pessoas: os feirantes e os clientes.

No último sábado, dia 02 de abril, a seguidora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, Regina Moura nos escreveu no Facebook:

Prometo: procurarei a Secretaria responsável e pedirei que orientem, eduquem e EXIJAM que cada feirante leve seu lixo ou coloque nos recipientes adequados para coleta adequada. Fotos feitas AGORA na Av. Jorge Jacob Yunes (Av. 1). Moro nas proximidades e todo sábado é a mesma coisa. CADA UM DESTINE de forma adequada o seu lixo !

 

Feira Itba Abril 2016
Feira Municipal da Av. Jorge Jacob Yunes (Av.1) em Ituiutaba – MG / Abril de 2016                Foto: Regina Moura

 

O segundo problema apresenta prejuízos mais severos. É o lixão a céu aberto na estrada do IFTM, onde todo tipo de material é depositado e nele, fogo é ateado. Onde pessoas passam com bebês de colo com o intuito de catar coisas que possam ser úteis. Onde o cheiro é ruim, o ambiente é feio e desagradável aos olhos e à saúde humana. Onde certamente a proliferação de animais e a contaminação do solo, água e ar acontece.

Uma lástima!

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Lixão à céu aberto na estrada do IFTM em Ituiutaba -MG    / Abril 2016                             Foto: Artur Marquez Bernardes                                                                                                                      

Sabemos que muita coisa tem que mudar e que as mudanças podem até parecerem difíceis, mas se olharmos bem o que especialistas nos propõem, a mudança, não necessariamente, precisa ser complicada.

Segundo Antonis Mavropoulos, diretor da ISWA (Associação Internacional de Resíduos Sólidos), “90% das falhas que acontecem nos planos de gestão de lixo acontecem por falta de planejamento, por isso resolvemos focar o Manual nesta questão. Planejar é fundamental em qualquer mudança significativa que fazemos – como um casamento ou a compra de um imóvel – e não é diferente com os resíduos sólidos. Se falharmos, em 2050 vamos produzir o triplo do lixo que temos hoje no mundo”.

O manual mencionado “Manual de Boas Práticas no Planejamento para a Gestão dos Resíduos Sólidos“, foi lançado em 2013, através de uma parceria da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e a Associação Internacional de Resíduos Sólidos (Iswa) e apresenta uma série de ações e proposições para que cada município possa planejar e organizar sua gestão de resíduos.

“Também é importante destacar que o planejamento é, apenas, uma das fases de produção de um plano de gestão de lixo. Antes dele, é preciso passar pelas fases de mobilização e status, para reunir agentes e desenhar a situação que temos, em termos de resíduos sólidos”, explicou Mavropoulos, que concluiu: “Depois do planejamento, vem as fases de implantação, monitoramento e feedback“.

 Para que os municípios brasileiros comecem a ver esses problemas com mais proximidade e com a intenção de solucioná-los é preciso que ele, enquanto responsável pela governança dos resíduos sólidos, lance mão de materiais especializados, treine e capacite agentes e gestores públicos, identifique as capacidades de cada parceiro e PLANEJE as ações, atribuindo metas e lançando mão de parcerias.

Cinco passos essenciais para o bom planejamento da gestão de lixo
– identificar os stakeholders da questão e descobrir como cada um pode contribuir; 
– avaliar o “hardware” (ou infraestrutura) da cidade, para identificar pontos fracos e fortes, que podem ajudar na nova gestão; 
– criar modelos de fluxo que mensurem, por exemplo, quanto lixo será produzido em 20 anos e a quantidade de resíduos que serão reciclados, para ajudar a traçar modelos de gestão eficientes a curto e longo prazo; 
– estimar a viabilidade do plano para a sociedade, para ter certeza de que ela será capaz de cumprir suas exigências e 
– produzir indicadores de desempenho, para poder comparar a gestão de resíduos sólidos em diferentes momentos, o que facilita o aprimoramento do plano.

Em se tratando de “lixo”, somente assim o município será capaz de apresentar as responsabilidades de cada um para que todos possam desfrutar de uma melhor qualidade de vida, com mais saúde e menos prejuízos ambientais e financeiros.

*Alice Drummond é diretora da Resíduo de Valor Consultoria e Projetos, mestre em governança de resíduos pela Sorbonne Nouvelle Paris 3.

Fontes:

  1. http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/sp-manual-cidades-planejamento-gestao-lixo-pnrs-735046.shtml
  2. http://www.abrelpe.org.br/manual_apresentacao.cfm