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EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL DE CONSTITUIÇÃO DE ASSOCIAÇÃO

 LOGOPILZ

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL DE CONSTITUIÇÃO DE ASSOCIAÇÃO, APROVAÇÃO DE ESTATUTO E ELEIÇÃO DA PRIMEIRA DIRETORIA A SER REALIZADA EM ITUIUTABA – MG, DIA 08 DE SETEMBRO DE 2016, NO CONSERVATÓRIO ESTADUAL DE MÚSICA DR. JOSÉ ZÓCCOLI DE ANDRADE

 A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero através de sua coordenadora Alice Marquez Peres Drummond, e, demais membros da sociedade civil convidam e convocam toda população de Ituiutaba-MG para Assembleia Geral de constituição de associação de pessoas para formação de ONG, com o escopo nas áreas de sustentabilidade e meio ambiente, gestão e gerenciamento de resíduos sólidos – redução dos resíduos, reciclagem, coleta seletiva, compostagem, novos hábitos e outros que serão apresentados a todos os presentes, no dia, local horário e termos que seguem doravante.

EDITA

Art. 1º- Ficam convocados todos os interessados, nos termos do artigo 53, “caput”, da Lei n° 10.406 de 10 de janeiro de 2002, (Código Civil Brasileiro), para a realização da Assembléia Geral de Constituição de Associação, aprovação de Estatuto e Eleição da Primeira Diretoria a realizar-se no próximo dia 08/09/2016, no Auditório do Conservatório Estadual de Música Dr. José Zóccoli de Andrade situado na Rua Benjamin Dias Barbosa, bairro Universitário, Ituiutaba – MG. A convocação dar-se-á às 18h30hs do dia mencionado, com qualquer número de pessoas onde instalar-se-á a Assembleia para deliberar sobre a seguinte ORDEM DO DIA:

01 – Constituição e criação da Associação;

02 – Apreciação e aprovação do Estatuto Social;

03 – Eleição de sua primeira Diretoria e de seu primeiro Conselho Fiscal;

04 – Posse da chapa eleita;

05 – e a definição da sede provisória.

 

Art. 2º- Os interessados em concorrer à eleição dos membros da Diretoria e Conselho Fiscal da Associação deverão compor sua Chapa e fazer a inscrição da mesma com a Comissão Organizadora Pró-Associação no momento da Assembleia Geral

Art. 3º– O presente Edital de Convocação está publicado em locais de grande circulação e nos canais da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, esse blog, e sua página no Facebook, a saber:

https://www.facebook.com/plataformaituiutabalixozero

 

Ituiutaba-MG, 29 de agosto de 2016.

Alice Marquez Peres Drummond

Convocante

 

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Educação ambiental para as crianças desde cedo

Existem duas formas clássicas na qual a criança poderia ser educada com relação a boas práticas ambientais: em casa e na escola.

Em casa, fica a cargo dos pais e/ou dos familiares educar a criança de tal forma que ela entenda sobre o que é lixo, de onde ele vem e pra onde ele vai, noções de separação de resíduos, a importância da reciclagem, o fato de que é essencial economizar água, que é primordial que se plante árvores e é importante consumir produtos naturais para que se tenha uma vida mais consciente. É fundamental que a criança veja e siga o exemplo dos pais. Se a criança aprende que essas práticas são “legais”, ela levará isso para toda a vida.

Na escola, a criança desde as primeiros passos deveria ter uma educação que levasse em consideração a educação ambiental. Todas as escolas particulares e públicas deveriam ter isso, mas para isso os professores deveriam ser capacitados desde cedo. No entanto, para que isso se tornasse realidade os professores deveriam ser capacitados em suas universidades e os materiais ecolares deveriam ser adequados. Além os conhecimentos teóricos deveriam ser complementados por ativdades práticas, tais como cultivo de hortas, plantio de árvores, etc. Bons exemplos podem ser dados pela própria escola como a separação correta dos resíduos e o encaminhamento para a reciclagem, engajando as crianças a jogar o lixo no local correto, por exemplo.

Essa criança quando jovem e adulta irá semear esse conhecimento entre seus amigos, familiares e conhecidos ao longo de sua vida. Pessoas que cultivam boas práticas servem de exemplo para as demais e vinculam sua imagem a alguém responsável pelo meio em que vive. Suas ações se refletirão em seu convívio social como formador de opinião, melhorando o ambiente em que vive.

Exemplo de Educação Ambiental – Colégio ESI – Santa Teresa

Horta Sta Teresa
*Roberto Alves de Lima.
Engenheiro Agrônomo, formado pela Universidade Federal de Viçosa em 1971. Ex-funcionário da Emater-MG e  morador de Ituiutaba desde 1973. Atualmente atua como consultor de conservação do solo e água na zona rural de Ituiutaba e cidades da região.

Audiência Pública – CIDES

Alô Prata, Gurinhatã, Araporã, Monte Alegre de Minas, Centralina, Canápolis e Ituiutaba, municípios consorciados para a gestão de resíduos sólidos, o CIDES realizará as audiências públicas para apresentação e aprovação do Plano de Mobilização Social para a Coleta Seletiva das Medidas Emergenciais do Plano INTERMUNICIPAL de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

A participação de todos é muito importante pois dessas audiências públicas responsabilidades serão lançadas.

A participação popular é fundamental.

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Uma manhã de Capoeira e Sustentabilidade.

Como é gostoso ver uma educação bem feita e de qualidade!

Foi aceitando o convite da Professora de capoeira, Borboleta, que fui conhecer a ONG Lar Espírita Maria Lobato de Freitas, no bairro Parque São Jorge, em Uberlândia, Minas Gerais. Onde fui recebido com o carinho e o respeito que todo educador busca.

No primeiro momento, houve uma aula de capoeira, a professora Borboleta ensinava o valor do companheirismo na arte. Com muita firmeza, prendia a atenção dos alunos sentados na roda enquanto contava suas histórias.

Fomos dar uma volta pela ONG onde ela me mostrava tudo, o caminho pelo jardim feito de pet, a sala nova em octógono recém construída, o pé de maga, as hortaliças, as bananas e lá no fundo, uma incrível estufa onde produzem verduras hidropônicas. Isso mesmo! Tudo lindo e funcionando direitinho. Tem o ateliê de arte, pintura e artesanatos. Há também um ateliê de costuras, onde as moças e senhoras costuram enxovais de bebês para doação. Tem também uma sala cheia de roupas para o bazar.

Sem muita demora veio o almoço e todas as crianças se serviram e sentaram juntas. Os grupos, são 3 e estão divididos por idade, porém são livres para trocarem de grupo se necessitar.

Almoçamos e durante de muita prosa boa a professora Borboleta ia me mostrando a redação que ela tinha pedido na semana anterior para os seus alunos e alunas. Nela, a professora pediu apenas que  escrevessem o que a capoeira representava em suas vidas. Impressionada com o resultado, Borboleta lia as redações e palavras como: amizade, amor, companheirismo, respeito, valor próprio, valor à vida e segurança, apareceram aos montes junto com desenhos.

Chegaram então os/as estudantes do turno da tarde e logo no primeiro horário, fizemos uma roda com todo mundo, incluindo as outras educadoras. Borboleta me apresentou como seu amigo e aluno de capoeira e logo em seguida comecei a contar um pouco da minha viagem de mochilão pelo Brasil.

Não demorou muito, após eu ter contado que tinha vendido tudo pra viajar, uma mocinha levantou a mão e perguntou.

– Como é que você consegue viver sem televisão?

Rimos todos e é claro que caí na risada também (para não chorar). E respondi da melhor maneira que eu consegui no momento, contei pra ela que a televisão não faz falta quando a gente tem um mundo pra assistir.

Respondida todas as perguntas, “borá pro jogo” (de capoeira)! Joguei algumas vezes até cansar.

A partir daí me despedi de todos. Foram para o segundo horário e fui conversar com a Coordenadora Silene.

Adorei a visita e espero um dia voltar novamente.

 

A Sustentabilidade

Mesmo com toda essa estrutura, o que mais me chamou a atenção foi o projeto interno mais simples que eles executam: o Projeto Reclicou Ganhou.

É muito simples. Os estudantes trazem os determinados recicláveis que a ONG recebe e trocam pelos “chequinhos”, que é a moeda de troca criada por eles, para que possam usá-las na feirinha realizada pela própria ONG, que acontece a cada bimestre.

Show de Bola ! Não é mesmo?

A criançada traz pra escola latinha, garrafa pet, papel e vidro e elas mesmo contam tudo, separam nos respectivos coletores e anotam para que, no fim do mês, ganharem esse “chequinho” impresso com um valor determinado da sua “venda” de reciclável. Cada criança sabe, na ponta da língua, o valor de cada embalagem que eles trazem ali.

– Arueira, eles chegam a pegar o resíduo que fica nas lixeiras das ruas para trazer para escola.

Disse Borboleta, dando risadas da situação.

“O próximo passo, vai ser incluir esse momento de contabilizar o valor, nas aulas de matemática”. Disse a coordenadora pedagógica da ONG. Eles ainda não fizeram isso por falta de profissional para o ensino de exatas.

Então a cada dois meses as crianças têm um valor pra gastar na feira da ONG?

Isso mesmo! E é no momento da feira que a educação financeira entra em ação. É na hora de comprar que as educadoras(es) ajudam e aconselham cada criança com o seu dinheiro (“chequinhos”). Educam não só a somar ou subtrair, mas também a eleger o que eles/elas juntos com suas famílias mais necessitam naquele momento de escolha. Assim todo mundo sai ganhando.

E o que é vendido nessa feirinha?

A feirinha que de “inha” não tem nada, é ampla. Roupas, brinquedos muitos, jogos de tabuleiros, brinquedos antigos e modernos, os artesanatos produzidos nas aulas, os alimentos que vem da horta: verduras e frutas, as roupas e por aí vai. Eles não param de criar.

Muito massa! Com uma ideia simples, com muita articulação e trabalho em equipe, a ONG Lar espírita Maria Lobato de Freitas está fazendo um excelente trabalho de educação com as crianças. O projeto envolve não só a abordagem ambiental como instigam nas crianças o poder de transformar a realidade em que vivem. Tudo baseado na autonomia e cidadania. Abordam questões ambientais reais e urgentes, inovam a maneira de gerar renda e se aproximam mais ainda de um desenvolvimento pleno e sustentável.

Guilherme Arueira.

 

 

Cinco passos essenciais para o bom planejamento da gestão de lixo

Que nós temos problemas, nós sabemos. Mas como solucioná-los?

A coluna da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero dessa semana apresenta dois, dos vários, problemas que temos em Ituiutaba relacionado ao “lixo”.

O primeiro é o caso das feiras livres municipais. Identifica-se, portanto, como problema urbano, sazonal (semanal) e envolve praticamente, resíduos recicláveis e orgânicos por meio de um grupo definido de pessoas: os feirantes e os clientes.

No último sábado, dia 02 de abril, a seguidora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, Regina Moura nos escreveu no Facebook:

Prometo: procurarei a Secretaria responsável e pedirei que orientem, eduquem e EXIJAM que cada feirante leve seu lixo ou coloque nos recipientes adequados para coleta adequada. Fotos feitas AGORA na Av. Jorge Jacob Yunes (Av. 1). Moro nas proximidades e todo sábado é a mesma coisa. CADA UM DESTINE de forma adequada o seu lixo !

 

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Feira Municipal da Av. Jorge Jacob Yunes (Av.1) em Ituiutaba – MG / Abril de 2016                Foto: Regina Moura

 

O segundo problema apresenta prejuízos mais severos. É o lixão a céu aberto na estrada do IFTM, onde todo tipo de material é depositado e nele, fogo é ateado. Onde pessoas passam com bebês de colo com o intuito de catar coisas que possam ser úteis. Onde o cheiro é ruim, o ambiente é feio e desagradável aos olhos e à saúde humana. Onde certamente a proliferação de animais e a contaminação do solo, água e ar acontece.

Uma lástima!

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Lixão à céu aberto na estrada do IFTM em Ituiutaba -MG    / Abril 2016                             Foto: Artur Marquez Bernardes                                                                                                                      

Sabemos que muita coisa tem que mudar e que as mudanças podem até parecerem difíceis, mas se olharmos bem o que especialistas nos propõem, a mudança, não necessariamente, precisa ser complicada.

Segundo Antonis Mavropoulos, diretor da ISWA (Associação Internacional de Resíduos Sólidos), “90% das falhas que acontecem nos planos de gestão de lixo acontecem por falta de planejamento, por isso resolvemos focar o Manual nesta questão. Planejar é fundamental em qualquer mudança significativa que fazemos – como um casamento ou a compra de um imóvel – e não é diferente com os resíduos sólidos. Se falharmos, em 2050 vamos produzir o triplo do lixo que temos hoje no mundo”.

O manual mencionado “Manual de Boas Práticas no Planejamento para a Gestão dos Resíduos Sólidos“, foi lançado em 2013, através de uma parceria da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e a Associação Internacional de Resíduos Sólidos (Iswa) e apresenta uma série de ações e proposições para que cada município possa planejar e organizar sua gestão de resíduos.

“Também é importante destacar que o planejamento é, apenas, uma das fases de produção de um plano de gestão de lixo. Antes dele, é preciso passar pelas fases de mobilização e status, para reunir agentes e desenhar a situação que temos, em termos de resíduos sólidos”, explicou Mavropoulos, que concluiu: “Depois do planejamento, vem as fases de implantação, monitoramento e feedback“.

 Para que os municípios brasileiros comecem a ver esses problemas com mais proximidade e com a intenção de solucioná-los é preciso que ele, enquanto responsável pela governança dos resíduos sólidos, lance mão de materiais especializados, treine e capacite agentes e gestores públicos, identifique as capacidades de cada parceiro e PLANEJE as ações, atribuindo metas e lançando mão de parcerias.

Cinco passos essenciais para o bom planejamento da gestão de lixo
– identificar os stakeholders da questão e descobrir como cada um pode contribuir; 
– avaliar o “hardware” (ou infraestrutura) da cidade, para identificar pontos fracos e fortes, que podem ajudar na nova gestão; 
– criar modelos de fluxo que mensurem, por exemplo, quanto lixo será produzido em 20 anos e a quantidade de resíduos que serão reciclados, para ajudar a traçar modelos de gestão eficientes a curto e longo prazo; 
– estimar a viabilidade do plano para a sociedade, para ter certeza de que ela será capaz de cumprir suas exigências e 
– produzir indicadores de desempenho, para poder comparar a gestão de resíduos sólidos em diferentes momentos, o que facilita o aprimoramento do plano.

Em se tratando de “lixo”, somente assim o município será capaz de apresentar as responsabilidades de cada um para que todos possam desfrutar de uma melhor qualidade de vida, com mais saúde e menos prejuízos ambientais e financeiros.

*Alice Drummond é diretora da Resíduo de Valor Consultoria e Projetos, mestre em governança de resíduos pela Sorbonne Nouvelle Paris 3.

Fontes:

  1. http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/sp-manual-cidades-planejamento-gestao-lixo-pnrs-735046.shtml
  2. http://www.abrelpe.org.br/manual_apresentacao.cfm

Plataforma Ituiutaba Lixo Zero no Grito Rock 2016

Festival de rockn’roll autoral recebe a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e dá um show de sustentabilidade e interação.

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero esteve presente no Grito Rock na última sexta-feira, dia 25 de março, em Ituiutaba.

O Grito Rock é um festival de rock autoral que traz bandas de diversos locais do Brasil. Essa edição aconteceu na Chácara do Vovó, um lugar super especial próximo da natureza e teve o prazer de receber as bandas: Treze Provisório, a Era de Ferro e Cafun di Formio.

Ao longo do dia, a Plataforma e o Grito Rock promoveram atividades voltadas para a reflexão de como estamos nos portando em relação ao consumo e descarte e apresentou algumas possibilidades de ação. Essa parceria foi possível através da iniciativa da Resíduo de Valor Consultoria e Projetos.

Grito Rock + PILZ

A história toda começou com uma trilha ecológica seguida de café da manhã colaborativo e a oficina de fotografia com Rogério Costa por volta do fim da manhã.

 

Na parte da tarde, a roda de conversa com o tema “Como viajar barato no Brasil” contou com a experiência, e peripécias, de Guilherme Arueira que relatou suas experiências e aventuras durante nove meses na estrada, de mochilão, conhecendo escolas com pedagogias alternativas.

O papo fluiu e a troca foi certa. Muitas perguntas, muitas sugestões e muito bate papo na certeza da inspiração mútua.

 

Matheus Eduardo apareceu na sequência com sua oficina de compostagem.

Sempre bom ouvir o Matheus falar sobre o processo de decomposição dos resíduos orgânicos e o passo a passo para se fazer uma composteira. Sempre bom ter a oportunidade de considerar o quanto de “lixo” deixa de ir para a coleta municipal e o tanto de húmus que pode ser feito e reaproveitado nos jardins de quem faz a compostagem.

Grata sempre pela oportunidade de ter esse conhecimento tão importante e relevante.

O interesse dos participantes foi encantador. Bem se vê que a prática da compostagem é viável mas depende de capacitação e multiplicação junto à população. Ao final da oficina a composteira foi sorteada.

 

Um pouco mais tarde tivemos a oficina de Tie Dye , com Guilherme Arueria, juntamente com a oficina de customização de roupas, com Isabela Hanna e Larissa Dardania do https://www.facebook.com/outsidetheboxbrecho que é um brechó virtual com peças super legais, que são customizadas por ela e vendidas por ótimos preços.

Essa oficina trouxe um pouco do que todos nós buscamos: dar uma repaginada naquela peça, sem precisar gastar dinheiro comprando roupa nova.

As customizações ficaram muito legais, as peças super transadas e com certeza valor foi agregado.

 

Ainda, e em tempo, Alice Drummond apresentou duas receitinhas mais que básicas de creme dental e desodorante, sem química. Com 6 colheres de sopa de óleo de coco, 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio e 6 gotas de óleo essencial a sua escolha, você tem seu creme dental. Mas você pode encontrar diferentes receitas e eu sugiro o site da Cristal do UM ANO SEM LIXO.

Já o desodorante, basta despejar leite de magnésio em um borrifador e está pronto.

A noite chegou, a chuva caiu, estiou, e, após tanta troca, tanto aprendizado, chegou a hora de curtir os shows de bandas Treze Provisório, a Era de Ferro e Cafun di Formio que apresentaram músicas autorais.

No dia seguinte, para finalizar o evento, a última oficina e talvez a mais gostosa, foi oferecida durante o café da manhã: oficina de Tapioca com a Tati.

A cada ano a parceria entre a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e o Grito Rock se intensifica transformando pessoas, transformando hábitos e intenções.  Fazendo de um espaço de festa e  alegria, um espaço de interação e aprendizado.

Obrigada pelo carinho e interesse galera!

Patrocínio:

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*Alice Drummond – coordenadora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e consultora na Resíduo de Valor Consultoria e Projetos.

Recicláveis: lavar ou não lavar? *Ana Carolina Abdulmassih

Em agosto de 2015 publiquei um texto nessa coluna, o qual pode ser encontrado no blog da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero: https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/2015/08/28/reciclar-e-viver-por-ana-carolina-abdulmassih/).

Seguindo a linha de raciocínio desse post anterior, no qual falei sobre reciclagem em geral, trago uma questão que gera bastante dúvida, na hora de separar os materiais para reciclagem: lavá-los ou não antes da coleta seletiva?

Higiene x Desperdício

Apesar da chuva em abundância em algumas partes do Sudeste, precisamos estar em constante processo de economia de água, o que indica que limpar as caixas de leite e latas vazias de alimentos, por exemplo, pode ser desperdício, já que esses materiais passam por lavagem nas centrais recicladoras.

Alguns especialistas alertam que a prática de limpeza com água potável pode ser desnecessária, pois em qualquer processo de reciclagem o resíduo passará por higienização e que a limpeza não facilita a reciclagem, pois os materiais são derretidos a temperaturas muito altas.

Uma questão de saúde

Esses especialistas ainda afirmam que o que deve ser observado é a retirada de resíduos das embalagens para evitar foco de animais e doenças, além de odores, pois os materiais podem demorar chegar até o reciclador.

No entanto, sabemos que a coleta seletiva no Brasil é realizada conforme o sistema binário, ou seja, em casa separamos nosso lixo em seco e molhado. As cooperativas de catadores recebem os materiais recicláveis: papel, plástico, vidro e metal, todos misturados e a separação é realizada nas centrais de separação para que os itens sejam encaminhados para as diferentes indústrias da reciclagem.

Por esse motivo a não lavagem dos resíduos recicláveis pode acarretar inúmeros malefícios não somente aos catadores/cooperados que realizam esse trabalho, mas também à população em geral, uma vez que o montante de resíduos acumulados nas centrais costuma ser grande.

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Cooperativa de Catadores de Materiais recicláveis do RS recebendo visitantes

 

Mesmo dentro de casa e em recipiente fechado os resíduos recicláveis sujos podem atrair vetores de doenças.

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Mas e o desperdício da água?

Para que nossa consciência e nossa boa intenção não atrapalhe nosso processo de separação do lixo, recomendamos aqui alguns breves cuidados que podem manter os materiais em bom estado, sem que haja desperdício de água.

  • O ideal é que faça a retirada dos restos de produtos e alimentos das embalagens e então enxague com um pouco de água;
  • Não é necessário passar sabão nem utilizar água em demasia, mas apenas para tirar o grosso dos alimentos contidos ali anteriormente;
  • Você pode re-utilizar a água das máquinas de lavar louça ou roupas;
  • Você pode simplesmente deixar as embalagens recicláveis na pia enquanto as louças estão sendo lavadas;
  • Colocar as embalagens para secar e uma vez secas armazená-las até que seja o dia da coleta seletiva passar na sua casa.
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Estratégia que re-utiliza água de lavadora de louça e roupa

Dessa forma você estará adotando uma postura consciente e cidadã, evitando malefícios a sua família e comunidade e auxiliando enormemente o trabalho desses agentes ambientais mais conhecidos como catadores de materiais recicláveis.

Sugerimos, caso a dúvida permaneça, visitar uma central de coleta seletiva. Essa visita vai ajudá-lo a entender a importância da higienização dos materiais recicláveis.

 

Ana Carolina AdbulmassihAna Carolina Abdulmassih – natural de Ituiutaba, estudou Direito na Universidade do Estado de Minas Gerais, filósofa por natureza, apaixonada pela vida e pelas relações sociais inerentes a ela, sempre em busca do saber, crescer e compartilhar, em prol de um mundo mais harmônico e sustentável.

 

Ensinando e aprendendo: um relato de experiência de extensão universitária na Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba | por Isadora Santana*

Para começar, você meu conterrâneo Tijucano, sabe da existência da Cooperativa de Reciclagem em nossa cidade? Deve-se lembrar do sininho soando pelas ruas…

Pois é, a Cooperativa de Reciclagem é um fruto do Programa Ituiutaba Recicla, programa municipal implementado pela SAE (Serviço de Água e Esgotos) no ano 2000, quando aconteceu o nascimento da Coleta Seletiva com o intuito de destinar a menor quantidade de lixo para o Aterro Sanitário.

Além da preocupação ambiental o projeto teve como um fundamento principal a questão social, a fim de integrar ao programa pessoas que viviam da renda da venda de matérias recicláveis recolhidos no lixão e nas ruas.

No ano de 2000 os responsáveis pela Educação ambiental desenvolveram diversas ações para o esclarecimento da importância de cada cidadão no processo de conservação do meio ambiente, uma dessas ações foi uma peça Teatral, com o foco em crianças e adolescentes e acredite, eu fui um personagem. Desde aí tive experiência nesse projeto, já estava fazendo educação ambiental aos 11 anos de idade com a personagem “Maria Latinha”, peça dirigida pela professora Maísa Franco. Fizemos diversas apresentações e essa experiência ficou para sempre marcada.

O tempo passou e o projeto se consolidou. A Copercicla tem e como tem história e, nessas idas e vindas, em uma cidade pequena a gente sempre reencontra situações que nos remete a algum passado e assim eu tive a grande oportunidade de ser bolsista da Universidade Federal de Uberlândia- Campus Pontal e voltar a ter contato e experiência com a Cooperativa, com projeto: Desenvolvimento de técnicas e ferramentas pedagógicas para o desenvolvimento cognitivo de trabalhadores cooperados em Engenharia de Produção.

Orientada pelo professor Hilano José Carvalho Rocha, que desenvolveu diversos tópicos para o desenvolvimento de uma metodologia para alcançarmos nosso objetivo, que era criar melhorias nas condições de trabalho dos cooperados com a utilização de conhecimentos de Ergonomia, Segurança no trabalho, Gestão da Qualidade, Economia Solidária, Psicologia e Pedagogia.

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Mas do conteúdo tenho para contar, que é algo que molda nosso raciocínio e a nossa maneira de ver, deixa o nosso olhar menos superficial, aguça nossos sentidos, ensina através de outros experimentos, a experiência de outros que colaboram para que a nossa experiência seja positiva.

Sendo assim, a experiência real, o contato direto com o processo e as pessoas envolvidas faz com que a preparação teórica passe a ter sentido, durante os meses que estive na Copercicla tínhamos como meta implementar um sistema que melhorasse o ambiente de trabalho, visto que graças a conscientização e contribuição da população para que o “estoque” esteja sempre em níveis adequados para a seleção e o processamento, como um problema, o espaço é pequeno e é preciso certa organização, utilizamos como base para nosso projeto os 5’S da qualidade ( Senso de Saúde, Senso de Utilização, Senso de Organização, Senso de Ordenação e Auto disciplina).

Como disse, estudamos para criar meios de introduzir nossas idéias no contexto do trabalho dos cooperados, para que não fosse algo rígido e forçado e sim um aprendizado prazeroso que fosse entendido como “O melhor para eles”.

Projetamos eventos para a aplicação desses sensos, desenvolvemos palestras, jogos, selecionamos filmes, fizemos parcerias com organizações privadas e conseguimos realizar então os Eventos na Universidade, recebemos os cooperados com alegria, o melhor de tudo é a apropriação do local, de expor que a universidade é lugar deles também, como fator de motivação para os cooperados e o sonho que os filhos possam ter a oportunidade de freqüentar aquele espaço um dia.

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Graças a parceria de sempre entre os cursos Serviço Social, Pedagogia, Administração e Engenharia de Produção pudemos proporcionar momentos positivos e inesquecíveis no aprendizado.

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Portanto nesses encontros, durante as pesquisas, em reuniões, em visitas a cooperativa, que desenvolvemos o que há de melhor em nós: O prazer da cidadania, de cada um fazer a sua parte, de cada um lutar de forma digna por sua sobrevivência, por seus sonhos e por suas oportunidades, por querer um mundo melhor, um ambiente mais limpo, mais organizado, onde a população faz a sua parte na separação do material reciclável e eles desenvolvem seu grandioso trabalho para a sociedade e o planeta.

Não tive possibilidade de acompanhar o projeto até o fim, mas sei que lançamos a semente boa, sei que não foi em vão o que vivemos.

Que nós, população, tenhamos consciência do quanto a Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba – Copercicla é importante para o meio ambiente, o quanto contribui para a vida dos cooperados, que nós continuemos a reduzir, reutilizar, separar e reciclar nossos resíduos.

E quando ouvirem o sininho… Abram as portas de suas casas e ofereçam uma água e um cafezinho como bom mineiro!

E minha experiência?

…sinto que ainda não acabou.

Isadora Santana Perfil* Isadora Santana é estudante do 7º período de Administração na Faculdade de Ciências Integradas do Pontal- Facip/UFU.

Saber mais para fazer mais

A Copercicla e a Ituiutaba Lixo Zero na Secretaria de Estado da Fazenda de Ituiutaba

A Ituiutaba Lixo Zero participou ao lado da Copercicla de um bate papo a respeito da importância da gestão do nosso “lixo” cotidiano domiciliar. O encontro foi na sede da Secretaria de Estado da Fazenda em Ituiutaba, na manhã do último dia 28 de abril e ocorreu no âmbito do programa AmbientAÇÃO dessa unidade.

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O convite partiu da Secretaria de Estado da Fazenda de Ituiutaba e teve como objetivo esclarecer dúvidas acerca da reciclagem de resíduos. Felizmente a conversa foi além e os temas Política Nacional de Resíduos Sólidos, Mercado da Reciclagem, Logística Reversa, Obrigações do Poder Público, Setor Privado e Cidadãos – mais conhecido como responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto – entre outros, apareceram e foram muito bem debatidos.

Odeon Nunes, presidente da Copercicla contou um pouco da trajetória da própria Copercicla – Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba, fundada há mais de doze anos e atualmente com quarenta e cinco cooperados. Falou ainda sobre o mercado da reciclagem e afirmou que dos recicláveis domésticos o plástico duro, aquele das embalagens de amaciantes e shampoos, é o com maior valor de mercado.

Odeon, ainda falou do sentimento de fazer parte de uma atividade decisiva para o bem estar de uma população e reconhece a atividade da Copercicla e de seus cooperados como a de agentes ambientais. Clama aos responsáveis pela gestão de resíduos municipais por mais informação à população para que essa possa destinar corretamente seus resíduos recicláveis, considerando o mercado da reciclagem, não destinando apenas resíduos com baixo valor de mercado.

Alice Drummond, representante da Ituiutaba Lixo Zero, falou um pouco do novo cenário que a Política Nacional de Resíduos Sólidos apresenta aos municípios brasileiros: as mudanças que ela traz, como a obrigatoriedade dos comerciantes em recolher as embalagens de óleos lubrificantes e as lâmpadas, conforme os acordos setoriais firmados em 2013 e 2014, respectivamente.

Ela acrescentou que a responsabilidade do cidadão é enorme tanto no ato de separar e devolver seus resíduos, como também no fato de se informar sobre a questão do lixo. Assim, poderá participar melhor do processo todo, “cobrando” melhores posturas tanto do poder público quanto do setor privado.

A ideia geral é que quem faz a sua parte quer ver a parte do outro também cumprida. O esforço se mostra válido se o esforço for coletivo e não apenas unilateral. Ela ressaltou que a maior “reclamação” de quem separa corretamente seus resíduos é o fato de passar o caminhão e misturar tudo. Felizmente boa parte da população Ituiutabana não vê isso acontecer, no entanto a Copercicla recolhe apenas por volta de 3% dos mais de 30% de materiais recicláveis produzidos em Ituiutaba.

Isso significa que por mais que tenhamos a atividade da reciclagem em Ituiutaba, diferente de muitas cidades brasileiras, ainda temos muito a ampliar, evoluir e melhorar.

Os quinze participantes, funcionários da Secretaria de Estado da Fazenda de Ituiutaba, puderam participar de uma atividade que certamente colaborará para essa ampliação, evolução e melhora.  E a Ituiutaba Lixo Zero e a Copercicla se sentem honradas por fazerem parte desse processo.

Para mais informações escreva para: lixozeroitba@gmail.com .

Como ser uma pessoa lixo zero?

O Conceito lixo zero pode parecer, às vezes, muito distante de sua aplicação, contudo na maioria das vezes é muito mais próximo que imaginamos. Idealizamos uma enorme dificuldade no ato de ser uma pessoa lixo zero, não é mesmo? Mas aqui você vai conhecer quatro ações simples que te farão ver como é simples ser lixo zero.

quanto de lixo vc ja consumiu hj

O momento decisivo acontece quando começamos a pensar em REDUZIR A PRODUÇÃO DE LIXO. A importância e os desdobramentos dessa primeira ação são enormes e decisivos para o lixo zero. Um exemplo claro para a REDUÇÃO de lixo é evitar objetos que num pequeno espaço de tempo vão parar na lixeira.

ReduzirMMA

Sabe quando compramos algo que vem embrulhado e ainda dentro de uma sacola? Pois é, o embrulho e a sacola são dispensáveis. Mas já estamos tão habituados à eles que nem questionamos se deles precisamos. No entanto, se recusarmos recebê-los estaremos reduzindo a geração de lixo.

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Decisão tomada, nos tornaremos mais atentos às incontáveis possibilidades de reduzir a produção de lixo e começaremos uma jornada rumo ao lixo zero.

Bom, nessa longa, mas possível, jornada, continuaremos a produzir lixo, contudo, teremos mais condições de avaliar o que está em nossas lixeiras. Veremos, todavia, que tem “lixo” de tudo e quanto é tamanho, cor, material, forma, utilidade e que, todos esses itens estão misturados. A segunda grande sacada rumo ao lixo zero é ver, nesse monte de “lixo” o que nos pode ainda ser útil de alguma forma. O que nos economizaria uma nova compra. O que poderíamos REUTILIZAR.

REDUZIR E REUTILIZAR MATERIAIS FAZ DE VOCÊ UMA PESSOA ANTENADA AO LIXO ZERO

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O REAPROVEITAR faz parte da hierarquia lixo zero e amplia as possibilidades de reuso do objeto, pois no reaproveitamento modificamos o material de modo que ele possa ser útil em alguma outra atividade que não tenha sido a atividade fim para a qual ele foi desenhado. O REAPROVEITAR é usar a criatividade pensando nas nossas necessidades. É pensar nas possibilidades dos objetos que colocamos na lixeira.

Conhecemos muita gente que fez do “lixo” produtos super originais, alguns quebra-galhos, outros de bom gosto, e que todos eles tenham atendido uma necessidade. O reaproveitar é amplo, ele considera o “lixo” matéria prima que será usada ou transformada para a construção de algum objeto diferente.

REPENSAR, REDUZIR, REUSAR E REAPROVEITAR MATERIAIS FAZ DE VOCÊ UMA PESSOA AINDA MAIS ANTENADA AO  LIXO ZERO e te conduzirá automaticamente à RECICLAGEM.

A RECICLAGEM proporciona nova vida aos materiais recicláveis e uma embalagem tetra-pak, limpa, destinada à coleta seletiva terá como destino a fabricação de outra embalagem de tetra-pak ou não, e assim por diante.

No fim das contas, o grande lance é saber que LIXO não é mais aquilo que se amontoa, ou que se joga fora, mas aquilo que se vê valor, pois LIXO é a nova matéria prima da nossa sociedade de consumoReciclar MMA

 O poder dessas quatro ações citadas acima é ENORME, assim como as possibilidades de nos tornarmos todos Lixo Zero. Sejamos todos.