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Ituiutaba sediará Fórum Lixo Zero

ConviteFórum

 

O Fórum Municipal Lixo Zero acontecerá dia 02 de setembro, de 13h30 às 18h, na Câmara Municipal de Ituiutaba.

O evento é um desdobramento do Encontro de empreendedores socioambientais com Rodrigo Sabatini – Presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, que aconteceu dia 29 de julho, em Ituiutaba e é aberto à população.

A proposta do Fórum Municipal Lixo Zero Ituiutaba é ser um evento, pró-ativo, com o objetivo de empoderar e dar visibilidade às melhores práticas locais em direção ao lixo zero e propor uma REVOLUÇÃO baseada no EXEMPLO.

O evento reunirá a população de Ituiutaba acerca de cinco painéis que demonstrarão a força da prática local sustentável sobre os temas: Tendências Lixo Zero, Conscientização, Educação e Escolas, Redução, Reuso, Reciclagem e Compostagem.

A iniciativa se dá por meio do Coletivo Lixo Zero, um grupo de pessoas voluntárias unidas para a organização do evento, capitaneados pela Plataforma Ituiutaba Lixo Zero.

Mais informações:

Facebook/ ItuiutabaLixoZero

 

Programação Fórum

 

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Plataforma Lixo Zero promove encontro de empreendedores socioambientais com foco em lixo zero.

Foto_Publico_FinalO presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, Rodrigo Sabatini, esteve em Ituiutaba no último sábado, 29 de julho, para um encontro com empreendedores socioambientais.

O evento pode ser interpretado como uma injeção de ânimo nos empreendedores de Ituiutaba.

Você pode assistir o encontro no facebook/plataformaituiutabalixozero

Rodrigo Sabatini apresentou um panorama das questões ligadas a gestão de resíduos sólidos no Brasil dentre elas:

  1. a diferença entre lixo, resíduo e rejeito;
  2. a problemática da incineração de resíduos ligada a educação infantil e cidadã, ou a falta dela;
  3. a importância da separação na fonte de resíduos recicláveis, orgânicos e rejeitos;
  4. a importância do encaminhamento correto e o trabalho da Copercicla em Ituiutaba, entre várias outras.

EMPREENDEDORISMO SOCIOAMBIENTAL

A mensagem-chave foi sobre o empreendedorismo como forma de transformação socioambiental da comunidade local.

Como cidadãos, pessoas comuns, podem promover uma mudança significativa que considere a viabilidade econômica, social e ambiental?

Antes de mais nada, para que esses cidadãos se tornem realmente capazes é preciso a disseminação de conhecimento sobre o lixo zero através de ações de capacitação.

Foi apresentada e discutida, portanto, a formação de um coletivo lixo zero na cidade de Ituiutaba para a realização do Fórum Municipal Lixo Zero, da Semana Lixo Zero e da participação de jovens universitários e do 2º grau no 4º Encontro Internacional da Juventude Lixo Zero.

FÓRUM MUNICIPAL LIXO ZERO

O Fórum Municipal Lixo Zero é um evento que existe para inspirar, ele vai acontecer em Ituiutaba, no mês de agosto.

Nele, não é permitida a entrada de problemas, mas sim de soluções.

Esse evento será organizado coletivamente e se você quer participar da organização, nos mande um alô O QUANTO ANTES por email, facebook, whatsapp, pois a agenda já começou.

Email: lixozeroitba@gmail.com

Facebook: Plataforma Ituiutaba Lixo Zero

Whatsapp: Vera Faria: 9.9639 0169

SEMANA LIXO ZERO

A Semana Lixo Zero é um evento que promove e apresenta uma série de ações para diferentes públicos sobre o quanto é possível mudar para melhor dentro de nossas casas e ambientes de trabalho e ad ministração pública.

Ela apresenta também as ações positivas de empresários que quebram a lógica da poluição e irresponsabilidade com o meio ambiente e sociedade e se tornam exemplo pra novos modelos de negócios.

ORGANIZAÇÃO E PÚBLICO 

Organizado pela Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e com o apoio da UAITEC, o evento foi gratuito, com duração de duas horas e teve emissão de certificados.

A realização foi na sede da UAITEC, Rua 26 com 9 e 7, nº452 e contou com a presença de um público de mais de 60 pessoas, dentre elas representantes dos seguintes segmentos:

Prefeitura Municipal de Ituiutaba por meio da Secretaria de Governo, da Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Indústria e Comércio e do Centro de Controle de Zoonoses,  Copercicla – Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba, UAITEC, APAE, EMATER, TEAAR – Tijuco Arte e Artesanato, ASETI – Associação Ecológica do Tijuco, CONSERB – Conselho Regional de Brigadistas, FTM – Faculdade Triângulo Mineiro, IFTM – Instituto Federal do Triângulo Mineiro, formadores de opinião das áreas da saúde, ambiental e pública, professores e alunos universitários da UFU, Universidade Federal de Uberlândia e UEMG – Universidade Estadual de Minas Gerais e alunos do Colégio GVC.

Nosso muito obrigado à Rodrigo Sabatini e a toda equipe do Instituto Lixo Zero Brasil e nosso agradecimento especial a todos que participaram. Os convidamos a acompanhar, curtir e compartilhar nossas atividades pelos canais:

https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/

https://www.facebook.com/plataformaituiutabalixozero

Instagram: @plataformaituiutabalixozero

 

“O futuro nos leva para o lixo zero, para a economia circular, a reutilização total” Rodrigo Sabatini

Domingo, 25 de maio de 2014

Entrevista especial com Rodrigo Sabatini concedida à IHU On-Line por telefone (Por Andriolli Costa e Patricia Fachin)

“O futuro nos leva para o lixo zero, para a economia circular, para a reutilização total, por isso, precisamos de profissionais que pensem em mudar o processo de produção, mudar o conceito do produto e a aplicação dele, ou seja, remodelar o sistema”, diz o engenheiro civil.

“Apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS ter dado um caráter profissionalizante para o processo de coleta seletiva dos resíduos — porque nós tínhamos um movimento muito amador —, nesses quatro anos pouco se fez para a profissionalização das pessoas que trabalham com o lixo”, adverte Rodrigo Sabatini na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por telefone.

Na avaliação dele, os catadores, determinados pela PNRScomo responsáveis pela coleta seletiva do lixo nos munícipios brasileiros, ainda não foram “aparelhados” com tecnologias. “Eles precisam de instrução, de possibilidades. E sobre o aspecto humano da questão, digo que ninguém merece botar a mão no lixo de ninguém. É uma questão de humanidade, de dignidade. Uma pessoa que se sujeita a coletar lixo para sustentar outra é uma pessoa muito digna, mas uma sociedade que permite que alguém viva do seu lixo é uma sociedade indigna”, frisa.

Entre as metas da PNRS, estava a de erradicar os lixões até agosto deste ano, mas provavelmente ela não será cumprida, porque apenas “30% das prefeituras já entregaram seus planos”, informa. Segundo ele, apesar de a PNRS ser uma das legislações ambientais mais modernas do mundo, “oBrasil estava totalmente despreparado para a lei”.

Segundo ele, entre as dificuldades, há a falta de preparo dos municípios: “85% dos municípios brasileiros têm menos de 50 mil habitantes, então a infraestrutura é muito pequena. No caso dos municípios com uma população maior, são muito complexos para implementar a política em dois anos”.

Na avaliação de Sabatini, com o desenvolvimento da PNRS, a principal meta deve ser a de alcançar índice de lixo zero, a exemplo do que já fazem outras cidades, como São Francisco, na Califórnia, que “encaminha para o aterro apenas 18% de todo o lixo que produz, quer dizer, 82% dos resíduos da cidade são tratados, encaminhados e voltam para a cadeia produtiva”.

Rodrigo Sabatini é Engenheiro Civil formado pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Atualmente é conselheiro do Instituto Lixo Zero Brasil e presidente da Novociclo Ambiental.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como você avalia a falta de ação dos municípios frente à Política Nacional de Resíduos Sólidos, já que a maioria dos munícipios não tem Plano de Gestão?

Rodrigo Sabatini – Diversos fatores complicaram o cumprimento da legislação.

Primeiro, a lei foi feita no meio do mandato dos prefeitos, em 2010. Então, até eles tomarem conhecimento da lei e das ações que deveriam realizar, o mandato deles já estava perto do final; como tinham outras prioridades, deixaram o “pepino”para o próximo. Ou seja, como a lei só passaria a vigorar no ano seguinte, deixaram sua implementação para o prefeito que assumisse o próximo mandato. Então, quase todo mundo deixou para depois; só 10% dos municípios fizeram seus planos municipais na data certa.

Outro problema é que o Brasil estava totalmente despreparado para a lei. A Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos é a mais moderna do mundo e, talvez, a mais justa também. Ela demorou 19 anos para ser elaborada, mas foi muito bem feita e é bastante moderna em diversos fatores. Os próprios técnicos da área, engenheiros, sanitaristas, biólogos e engenheiros de produção, e a própria engenharia de modo geral, não estavam preparados para a lei. Então, essa também foi uma dificuldade. Outra dificuldade diz respeito à falta de preparo dos municípios: 85% dos municípios brasileiros têm menos de 50 mil habitantes, então a infraestrutura é muito pequena. No caso dos municípios com uma população maior, são muito complexos para implementar a política em dois anos. Entretanto, o plano de São Paulo saiu e é muito bom. Até agora, 30% das prefeituras já entregaram seus planos, mas em algumas prefeituras pequenas o projeto é muito fraco; o último que eu vi, inclusive, comparei a um trabalho escolar.

“Ninguém quer tomar conta do lixo, e esse é um problema sério”

IHU On-Line – Que tipos de ações avançaram e quais ainda devem ser aprimoradas para cumprir o que a lei prevê?

Rodrigo Sabatini – A lei diz que todo município, todo grande gerador de resíduos, deve ter um Plano de Resíduos Sólidos, não apenas para ter um plano, mas porque a partir desse plano será elaborado um sistema integrado de informação no futuro — talvez possa ser iniciado no próximo ano —, no qual a nação poderá fazer o seu planejamento. Então, foi pedido aos municípios e aos grandes geradores um diagnóstico, mas por enquanto não temos como planejar, pois não temos nem o diagnóstico.

Outra coisa que a lei deveria fazer após termos o diagnóstico dos municípios é estabelecer metas para chegar a um nível de 90% de reciclagem, como é feito em outros países. Os países que avançaram muito na reciclagem têm metas, e muitos deles têm metas de lixo zero.

Na cidade de São Francisco. EUA, a data é 2020, em outras cidades, os prazos são 2015, 2030, 2040. Cada cidade estabelece seu diagnóstico e sua meta, e isso é importante porque orienta a sociedade para aquele fim. Então, a partir do momento em que se tem uma meta, os jovens, os estudantes, os engenheiros e outros profissionais passam a ver essa meta como uma oportunidade e passam a desenvolver uma capacidade técnica para tratar dessa questão. Por enquanto, a lei visa, prioritariamente, evitar a formação do lixo.

A nova lei estabelece uma hierarquia, os procedimentos e a responsabilidade para evitarmos o envio de materiais paraaterros. As universidades, por enquanto, estão focadas na remediação do problema, mas precisamos de profissionais para evitar o problema. O futuro nos leva para o lixo zero, para a economia circular, para a reutilização total, por isso, precisamos de profissionais que pensem em mudar o processo de produção, mudar o conceito do produto e a aplicação dele, ou seja, remodelar o sistema.

IHU On-Line – Em que consiste a proposta do Lixo Zero? Ela é viável?

Rodrigo Sabatini – O lixo zero é uma meta ética, econômica, eficiente e visionária para guiar as pessoas a mudarem seus modos de vida e suas práticas de forma a incentivar os ciclos naturais e sustentáveis, onde todos os materiais residuais são projetados permitindo seu uso no pós-consumo. Lixo Zero significa projeto de produto e gerenciamento de processos para evitar e eliminar sistematicamente o volume e a toxicidade dos resíduos e materiais, conservar e recuperar todos os recursos e não aterrá-los ou incinerá-los. Ao implementar o lixo zero, todos os descartes para a terra, água e ar são evitados, os quais são uma ameaça à saúde do planeta e dos seres vivos.

O que isso significa? Significa que vai se estabelecer uma meta e reunir todos os esforços, humanos, intelectuais, culturais, e o que for necessário para evitar o envio de materiais para aterros. Não é, portanto, algo mágico, mas trata-se do exercício de um planejamento, ou seja, é um programa de uma melhoria contínua. A aplicabilidade dessa proposta é total.

Existem empresas e indústrias que têm lixo zero e cidades que estão chegando muito perto ou vão chegar ao lixo zeroem pouco tempo. O maior exemplo de uma cidade grande que tem lixo zero é a cidade de São Francisco, naCalifórnia. São Francisco encaminha para o aterro apenas 18% de todo o lixo que produz, quer dizer, 82% dos resíduos da cidade são tratados, encaminhados e voltam para a cadeia produtiva. A meta de São Francisco é de ser lixo zero até 2020. Outro exemplo é a cidade de Capannori, na Itália, que tem 30 mil habitantes e é uma cidade que começou o programa do lixo zero há cerca de 10 anos e hoje é o centro de referência da Europa, com mais de 90% de encaminhamento correto do lixo. Isso fez crescer uma indústria de reciclagem e reuso em seu entorno. A cidade deMilão tem 2 milhões de habitantes e está implementando o programa lixo zero, de bairro em bairro, e o programa está funcionando muito bem e de forma rápida.

Lixo

“O lixo zero é uma meta ética, econômica, eficiente e visionária para guiar as pessoas a mudarem seus modos de vida”

Lixo, para mim, é tudo aquilo que é misturado, que é uma meleca. Antes disso, podem até me descrever lixo como alguma coisa que não vou usar ou algo assim, mas se ele estiver separado, poderá ser matéria-prima de alguma coisa, e aí já não é mais lixo, é matéria-prima.

Agora, uma vez que se mistura tudo e se faz uma meleca, aí sim, se tem olixo. Ao formar-se, o lixo ganha um caráter de urgência, ou seja, é urgente que se dê um destino àquele lixo. Enquanto for matéria-prima e estiver separado, pode ficar guardado durante anos.

Por isso, quando não tratamos o lixo, estamos criando uma situação de urgência. O caráter de urgência tem um custo político, econômico e social.

Tudo que é urgente pode ser contratado sem licitação, tudo que é urgente fica sujeito a um valor, ou seja, tem um custo elevado. Então, com a proposta do lixo zero, se tira o caráter de urgência de lixo das matérias-primas, que passam a ser coletadas e encaminhadas separadamente.

A segunda questão é a do custo. Há um movimento enorme na Itália no qual mais de 400 municípios estão indo em direção ao lixo zero. Ações como essas têm gerado revoluções em um período de no máximo 36 meses e se evidencia uma mudança de 80% de reciclagem. Com isso, o custo dos municípios tem diminuído.

IHU On-Line – Se planejarmos e fizermos esse plano de maneira adequada de coleta de resíduos e separação, isso economiza no orçamento final da cidade, isso gera receita?

Rodrigo Sabatini – Ações como essa diminuem o custo do município e podem gerar receita dependendo da utilização disso. Mas medidas como essa tiram “um peso político das costas”. Basta imaginar a greve dos garis: eles podem fazer greve a qualquer hora e em três dias o governo tem de resolver a situação.

IHU On-Line – Qual a diferença entre lixões e aterros sanitários?

Rodrigo Sabatini – O lixão é um buraco em que se joga tudo lá. Depois, existem os aterros controlados, nos quais se coloca terra em cima do buraco. Os aterros sanitários têm uma manta embaixo da terra, onde depois se coloca o resíduo, depois se coloca terra, e assim vai fazendo um sanduíche que depois será lacrado. No Brasil estão investindo em aterros sanitários e, a partir de 2 de agosto de 2014, se analisarmos a lei de forma stricto sensu, veremos que será crime ambiental jogar alguma coisa nos lixões.

IHU On-Line – É possível vislumbrar o fim dos lixões num horizonte próximo?

Rodrigo Sabatini – Em Santa Catarina, onde moro, não tem lixão faz tempo. Hoje existem os aterros sanitários; é uma questão de planejamento. Mas o problema é que ninguém quer um aterro como vizinho, ninguém quer o lixo perto de si, ninguém que tomar conta do lixo, e esse é um problema sério. Mas a sociedade brasileira, com a PNRS, está pronta para se responsabilizar pelo lixo.

IHU On-Line – Neste contexto, como você avalia a situação dos municípios de Santa Catarina?

Rodrigo Sabatini – Santa Catarina é um caso à parte, pois não tem lixões faz tempo. O estado já se adequou à parte mais séria da lei, e agora está fazendo os planos.

IHU On-Line – Pensando para além do consumidor, qual o papel da indústria na produção de resíduos? É possível minimizar esta produção sem diminuir a produtividade?

Rodrigo Sabatini – A indústria é o mais fácil de todos, porque toda indústria séria, competente, está mais próxima dolixo zero. A indústria já é um lugar que tem programa de qualidade total, adoção de ISOsISO 14000, ISO 21000 —, programas de produção limpa, que já deixam as indústrias muito próximas do lixo zero, e é o setor que mais está em direção do lixo zero nesse momento. Diversas indústrias, antes do final do próximo ano, serão lixo zero. O lixo zeronada mais é do que aplicar a lógica industrial, ou seja, nunca misturar, organizar sempre, manter limpo, manter tudo organizado, tudo em dia como em uma indústria.

IHU On-Line – Qual a sua visão sobre a inclusão dos antigos catadores como coletores de resíduos sólidos? Essa é a melhor forma de empoderar estes grupos sociais?

Rodrigo Sabatini – A política nacional deu uma oportunidade para as pessoas que viviam do lixo, e elas podem contribuir de alguma forma em alguns lugares. Apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS ter dado um caráter profissionalizante para o processo de coleta seletiva dos resíduos — porque nós tínhamos um movimento muito amador —, nesses quatro anos pouco se fez para a profissionalização das pessoas que trabalham com o lixo. Não se trata de uma questão de empoderá-los, mas de aparelhar as redes de informações e tecnologias; eles precisam de instrução, de possibilidades. E sobre o aspecto humano da questão, digo que ninguém merece botar a mão no lixo de ninguém. É uma questão de humanidade, de dignidade. Uma pessoa que se sujeita a coletar lixo para sustentar outra é uma pessoa muito digna, mas uma sociedade que permite que alguém viva do seu lixo é uma sociedade indigna.

Lançado relatório dos eventos LIXO ZERO

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O Instituto Lixo Zero Brasil em parceria com a Câmara Municipal de São Paulo e o Espaço Viex-Américas realizou em São Paulo, durante os dias 12, 13 e 14 de maio de 2014 os eventos:

– Seminário Internacional Legislação Lixo Zero;

– 5º Fórum Nacional de Resíduos Sólidos;

– Fórum Internacional Lixo Zero.

Os eventos reuniram profissionais nacionais e internacionais. Esse encontro gerou conhecimento em diversas frentes da gestão de resíduos sólidos.  A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero esteve lá, não apenas para conferir, mas também para apresentar o trabalho de articulação dos atores da gestão integrada de resíduos sólidos desenvolvido em Ituiutaba.

Tomas Dotti, estudante de Engenharia Civil na Universidade de Braz Cubas, foi o responsável pela elaboração do relatório que disponibilizamos aqui:

Relatório Iniciativa Lixo Zero – por Tomas Dotti

Se você se interessa pelo tema e em como construir uma nova gestão de resíduos, ou seja, essa nova forma de lidar com os resíduos produzidos em casa, nas indústrias, no comércio e numa cidade, esse relatório é uma ótima oportunidade de conhecer quem é quem e o que pensam essas pessoas.

Inspire-se!

 

 

INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS Atores públicos e privados de uma cidade lixo zero

INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS
Atores públicos e privados de uma cidade lixo zero
paineliniciativassustentáveis4 Francisco Biazini da Rede Resíduo, Alice Drummond da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, Carlos Eduardo Prestes da Whirlpool e Vitor Lopes da Bolei  
Alice Drummond, idealizadora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero,  apresentou o trabalho que vem desenvolvendo em Ituiutaba, no âmbito da Plataforma, durante o 5º Fórum Nacional de Resíduos Sólidos, dia 13 de maio, no espaço Viex Américas, em São Paulo.
A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero dividiu o painel INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS, Atores públicos e privados de uma cidade lixo zero, com ninguém mais, ninguém menos que Francisco Biazini da Rede Resíduo, Vitor Lopes da Bolei e Carlos Eduardo Prestes da Whirlpool. Futuros grandes parceiros, temos certeza.
Acesse aqui a apresentação realizada por Alice Drummond :  Plataforma Ituiutaba Lixo Zero – 5º Fórum Nacional de Resíduos Sólidos – São Paulo
Abaixo algumas fotos de um momento mais que especial para Ituiutaba e essa jornada rumo ao LIXO ZERO.
A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero agradece imensamente ao Instituto Lixo Zero Brasil, Rodrigo Sabatini e à Viex Américas, Liz Kazi, pela oportunidade, reconhecimento e parceria. Foi demais! Contem sempre com a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero na busca por soluções e construção de uma sociedade Lixo Zero.  
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Fórum Internacional Cidades Lixo Zero

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero está participando do Fórum Internacional Cidades Lixo Zero, nessa quarta-feira, dia 14 de maio.

A articulação entre poder público, setor privado e sociedade civil foi apresentada e ressaltada já no primeiro Painel, que contou com especialistas e representantes da Califórnia e Suécia.

O envolvimento da comunidade na busca de soluções foi outro ponto ressaltado. Para a construção de uma sociedade lixo zero, além de paciência e perseverança é preciso muito trabalho e a educação ambiental se faz impescindível.

Mas o fator econômico – as oportunidades e potencial econômico envolvidos nessa questão – é o ponto de maior relevância em todas as falas.

Segue a programação:

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Dia 3 | 14 de maio | quarta-feira

09h00 Keynote Speaker 1

Rodrigo Sabatini,  presidente do Instituto Lixo Zero Brasil

09h45 Painel Cidades Lixo Zero

painel composto por gestores de cidades de diferentes países do mundo que já adotaram um programa lixo zero. Estará em pauta:

  • Por que foi tomada a decisão de adotar o programa Lixo Zero
  • Diagnóstico da cidade
  • Implementação do programa e metas
  • Dificuldades encontradas (barreiras sócio-culturais)
  • Feedback da população

Moderador: Rodrigo Sabatini, ILZB

Representante  San Francisco -Tracie Bills
Representante Suécia – Pal Martensson
Prefeitura de Capannori (Itália) – Enzo Favoino como representante

10h45 Intervalo para Café e Relacionamento

11h00 Eventos Lixo Zero

Estarão neste painel palestrantes com vasta experiência em eventos Lixo Zero no mundo, como Rose Boll e Hong Kong Cleanup.
Será apresentado:

  • A importância de um evento Lixo Zero para o Municípios, Estado ou País
  • A importância de um evento lixo zero para seus patrocinadores
  • A visualização da marca como preocupada com o meio ambiente e sustentabilidade e, conseqüentemente o fortalecimento da mesma com mídia espontânea, Marketing, benefício social, etc
  • O legado que o evento deixa para a cidade e as pessoas que frequentaram o evento

Lisa Christersen (Hong Kong), Ecozine
Leslie Lucaks (EUA), L2 Ambiental
Larissa Kroelf (BR), MeuCopo Eco

12h00 Intervalo para Almoço e Relacionamento

13h30 Keynote Speaker 2

Enzo Favoino, Scuola Agraria del Parco di Monza

14h00 Tecnologias para resíduos orgânicos:  Compostagem e Biodigestores

Como inserir esta tecnologia para cidades, escolas, negócios e residências a fim de reduzir a quantidade de resíduos orgânicos em aterro que poderiam transformar em composto e quais as oportunidades de negócios para o Brasil. Serão apresentadas as melhores tecnologias para cada necessidade, desde a pequena até a grande cidade.

Moderador: João Carlos Godoy

Doug Hill (Canada)
Marcos Badra, ABICOM
Jo-Anne St. Godard

15h15 Tecnologias – Parques de reciclagem

Os maiores e mais completos parques de reciclagem serão apresentados neste painel. Soluções viáveis e rentáveis já em operação no mundo. Um mercado que movimenta milhões de dólares todos os anos à partir do momento em que a cada necessidade, desde a pequena até a grande cidade.

Moderadora: Amanda Bordin (BR), ILZB

Pal Martenson, Kretzloopsparken – Gotemburg
Leslie Lucaks (EUA), L2 Ambiental

15h45 Intervalo para Café e Relacionamento

16h00 Educação Lixo Zero

Serão apresentados programas do Brasil e do mundo em escolas e universidades, onde o jovem exerce função de agente de mudança, liderando grupos/clubes lixo zero e atuando nas escolas e universidades, comunidade ao seu entorno e, conseqüentemente na cidade. Como programas de voluntariado auxiliam os municípios, indústria e comércio com a responsabilidade compartilhada, com menores gastos e mais eficiência para todos.

Camille Duran, Compostory
Germano Guitter, Programa Lixo Orgânico Zero

16h45 Social Lixo Zero

Como programas de voluntariado auxiliam os municípios, indústria e comércio com a responsabilidade compartilhada, com menores gastos e mais eficiência para todos.

Moderador: Mateus Mendonça, GIRAL

Luciana Andréia, Coordenadora de Projeto Eco Cidadão
Francisco Luiz Biazini Filho, Rede Resíduos

17h30 Conclusões: Mesa Redonda – Descrevendo um Cenário para o Futuro do País em Resíduos Sólidos

Neste painel final, serão expostas as conclusões do evento, intenções das entidades participantes e visão para o Brasil na próxima década.

Moderador: Rodrigo Sabatini

Representante, Ministério do Meio Ambiente
Enzo Favoino, Scuola Agraria del Parco di Monza
Pal Martenson , Kretzloopsparken – Gotemburg

18h00 Encerramento do Congresso Internacional Cidades Lixo Zero

LIXO ZERO

Lixo Zero é uma meta que é ética, econômica, eficiente e visionária, para orientar a população a modificar seus estilos de vida e práticas, dando suporte a ciclos sustentáveis naturais, nos quais todos os materiais descartados são projetados para se tornarem matéria-prima para serem reutilizados. Lixo Zero ignifica projetar produtos e processos para evitar e eliminar sistematicamente o lixo e resíduos tóxicos, conservar e recuperar todos os recursos, sem enterrá-los ou incinerá-los. Implementar o Lixo Zero eliminará o descarte de resíduos na terra, água e ar, que são uma ameaça à saúde humana, animal e vegetal.

PROMOÇÃO

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