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EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL DE CONSTITUIÇÃO DE ASSOCIAÇÃO

 LOGOPILZ

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL DE CONSTITUIÇÃO DE ASSOCIAÇÃO, APROVAÇÃO DE ESTATUTO E ELEIÇÃO DA PRIMEIRA DIRETORIA A SER REALIZADA EM ITUIUTABA – MG, DIA 08 DE SETEMBRO DE 2016, NO CONSERVATÓRIO ESTADUAL DE MÚSICA DR. JOSÉ ZÓCCOLI DE ANDRADE

 A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero através de sua coordenadora Alice Marquez Peres Drummond, e, demais membros da sociedade civil convidam e convocam toda população de Ituiutaba-MG para Assembleia Geral de constituição de associação de pessoas para formação de ONG, com o escopo nas áreas de sustentabilidade e meio ambiente, gestão e gerenciamento de resíduos sólidos – redução dos resíduos, reciclagem, coleta seletiva, compostagem, novos hábitos e outros que serão apresentados a todos os presentes, no dia, local horário e termos que seguem doravante.

EDITA

Art. 1º- Ficam convocados todos os interessados, nos termos do artigo 53, “caput”, da Lei n° 10.406 de 10 de janeiro de 2002, (Código Civil Brasileiro), para a realização da Assembléia Geral de Constituição de Associação, aprovação de Estatuto e Eleição da Primeira Diretoria a realizar-se no próximo dia 08/09/2016, no Auditório do Conservatório Estadual de Música Dr. José Zóccoli de Andrade situado na Rua Benjamin Dias Barbosa, bairro Universitário, Ituiutaba – MG. A convocação dar-se-á às 18h30hs do dia mencionado, com qualquer número de pessoas onde instalar-se-á a Assembleia para deliberar sobre a seguinte ORDEM DO DIA:

01 – Constituição e criação da Associação;

02 – Apreciação e aprovação do Estatuto Social;

03 – Eleição de sua primeira Diretoria e de seu primeiro Conselho Fiscal;

04 – Posse da chapa eleita;

05 – e a definição da sede provisória.

 

Art. 2º- Os interessados em concorrer à eleição dos membros da Diretoria e Conselho Fiscal da Associação deverão compor sua Chapa e fazer a inscrição da mesma com a Comissão Organizadora Pró-Associação no momento da Assembleia Geral

Art. 3º– O presente Edital de Convocação está publicado em locais de grande circulação e nos canais da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, esse blog, e sua página no Facebook, a saber:

https://www.facebook.com/plataformaituiutabalixozero

 

Ituiutaba-MG, 29 de agosto de 2016.

Alice Marquez Peres Drummond

Convocante

 

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Educação ambiental para as crianças desde cedo

Existem duas formas clássicas na qual a criança poderia ser educada com relação a boas práticas ambientais: em casa e na escola.

Em casa, fica a cargo dos pais e/ou dos familiares educar a criança de tal forma que ela entenda sobre o que é lixo, de onde ele vem e pra onde ele vai, noções de separação de resíduos, a importância da reciclagem, o fato de que é essencial economizar água, que é primordial que se plante árvores e é importante consumir produtos naturais para que se tenha uma vida mais consciente. É fundamental que a criança veja e siga o exemplo dos pais. Se a criança aprende que essas práticas são “legais”, ela levará isso para toda a vida.

Na escola, a criança desde as primeiros passos deveria ter uma educação que levasse em consideração a educação ambiental. Todas as escolas particulares e públicas deveriam ter isso, mas para isso os professores deveriam ser capacitados desde cedo. No entanto, para que isso se tornasse realidade os professores deveriam ser capacitados em suas universidades e os materiais ecolares deveriam ser adequados. Além os conhecimentos teóricos deveriam ser complementados por ativdades práticas, tais como cultivo de hortas, plantio de árvores, etc. Bons exemplos podem ser dados pela própria escola como a separação correta dos resíduos e o encaminhamento para a reciclagem, engajando as crianças a jogar o lixo no local correto, por exemplo.

Essa criança quando jovem e adulta irá semear esse conhecimento entre seus amigos, familiares e conhecidos ao longo de sua vida. Pessoas que cultivam boas práticas servem de exemplo para as demais e vinculam sua imagem a alguém responsável pelo meio em que vive. Suas ações se refletirão em seu convívio social como formador de opinião, melhorando o ambiente em que vive.

Exemplo de Educação Ambiental – Colégio ESI – Santa Teresa

Horta Sta Teresa
*Roberto Alves de Lima.
Engenheiro Agrônomo, formado pela Universidade Federal de Viçosa em 1971. Ex-funcionário da Emater-MG e  morador de Ituiutaba desde 1973. Atualmente atua como consultor de conservação do solo e água na zona rural de Ituiutaba e cidades da região.

FESTIVAL ZERO WASTE FRANÇA

Entre os dias 30 de junho a 2 de julho desse ano aconteceu o Festival Zero Waste em Paris, capital da França.

O evento foi realizado pela Zero Waste France – associação sem fins lucrativos composta por uma equipe incrível de mulheres que estão revolucionando o tema na França e participando das grandes discussões promovidas pelas associações europeias e mundiais concernentes ao lixo zero, desperdício zero e resíduo zero.

 

O QUE É ZERO WASTE?

Para começar, em inglês “zero waste” significa lixo zero/ desperdício zero.

Essa tradução já nos coloca em estado de alerta e nos remete à questão: o que é desperdício que gera “lixo”?  O que você está consumindo que está indo para a sua lixeira sem ao menos ter sido bem aproveitado? Como os produtos que você consume podem ser mais eficientes em termos de embalagem? Como você pode fazer para diminuir o consumo desses produtos? O que a lei diz? O que eu devo fazer?

E quando nos damos conta disso, pasmem, vemos que tem MUITA COISA indo diretamente para a lixeira, sem ter sido ao menos bem utilizada, sobretudo alimentos em geral e embalagens.

A discussão acerca do tema é longa e complexa e para a minha sorte eu estava lá, presente junto as outras cinco mil pessoas, mais de 150 palestrantes e oficineiros franceses e internacionais,todos voluntários, e mais de 100 voluntários em três dias de evento, para que o mesmo fosse possível acontecer.

FZW - ROBERT REED, FLORE BERLINGEN E ALICE DRUMMOND
Insira uma legenda

Robert Reed da Recology (Califórnia), Flore Berlingen, Diretora da Zero Waste France e Alice Drummond da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e Resíduo de Valor.

 

ATIVIDADES FESTIVAL ZERO WASTE FRANCE

O Festival Zero Waste ofereceu, além do palco principal, atividades paralelas acerca de soluções para a gestão de resíduos sólidos. Oficinas práticas e testemunhos de vida LIXO ZERO EM CASA foram realizados por inúmeros integrantes de famílias (quase) lixo zero e pelas famílias lixo zero de Roubaix, norte da França.

Dezenas de histórias pessoais foram compartilhadas, tanto em conferência quanto em sessões de autógrafos, com um público bastante interessado, que aprenderam entre outras coisas a fazer o composto, reparar objetos, fabricar seus produtos cosméticos além de muitos gestos para facilitar a vida de uma forma de desperdício zero.

O evento ofereceu um espaço para a “boutique lixo zero” que, por sinal, teve também um grande sucesso graças a participação de fabricantes de sacos de pano a granel, garrafas de água, lancheiras, minhocários e composteiras, guardanapos laváveis sanitários (fraldas, guardanapos e copos menstruais), lenços e algodão reutilizável.

Que tudo! Quanto lixo evitado!

 

EMPREENDEDORES LIXO ZERO: REDUÇÃO DE RESÍDUOS

O Festival Zero Waste também ofereceu um vasta gama de soluções para empreendedores que promovem atividades para a redução dos resíduos : a luta contra o desperdício de alimentos, a separação das fontes de resíduos biológicos e compostagem/ biogás, venda a granel e definições para a redução de resíduos de embalagens, lavagem/ higienização de todos os produtos têxteis sanitários para evitar que suas versões descartáveis, reutilização, reparação e upcycling* têxteis, mobiliário, equipamentos elétricos e materiais eletrônicos.

Upcycling é o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade.

O formato variado permitiu a abordagem em diversos tópicos: oficinas de co-construção (logística urbana, aquisição e creches sem resíduos), encontros sobre “a granel” e “retornável”, sessões de 30 minutos sobre soluções para o lixo zero, financiamentos à projetos e linhas diretas sobre a legislação.

Oficinas realizadas durante os três dias de festival.

 

PIONEIROS – OS HERÓIS DO LIXO ZERO

Os pioneiros do lixo zero foram fundamentais para nos apresentar as ações que vem realizando em seus municípios. Aqui, cito alguns dos vários heróis que lá estavam, reunidos, voluntários, contando ao mundo como fizeram para se destacar num processo diferenciado, econômico e solidário: Rossano Ercolini de Capannori/Itália, Robert Reed, da Recology, empresa de coleta de resíduos em São Francisco/ Califórnia/USA, que tanto me contou sobre como engajar e transformar a população em favor do lixo zero, Alexandre Garcin de Roubaix na França que vem, desde o ano passado, capacitando famílias para que elas sejam lixo zero e obtendo resultados incríveis nas áreas de saúde, bem estar e economia financeira e por fim, Enzo Favoino, chefe do Comitê Científico da Associação Zero Waste Europe, que me recebeu e apresentou calorosamente a coleta de resíduos orgânicos em Milão, em dezembro de 2014.

FZW - HEROIS ZERO WASTE

Rossano Ercolini ( Capannori – Itália), Robert Reed ( São Francisco – Califórnia), , Alexandre Garcin (Rubaix – France), Enzo Favoino (Milão – Itália) , Gabriele Folli (Parma / Itália) e Laura Chatel (Zero Waste France)

 

E ITUIUTABA COM TUDO ISSO ?

O que me marcou mais uma vez foi a gama de possibilidades que encontramos quando revemos nossos hábitos. Hábitos esses que foram impostos por uma sociedade de consumo que prioriza o descartável e esquece do durável.

Em muitas das ações e soluções para o caminho lixo zero me reencontrei com um passado nem tão longínquo em que havia menos embalagens nos produtos, menos agrotóxicos nos alimentos e quando havia embalagem, elas eram automaticamente reaproveitadas várias vezes, passando longe da lixeira. Eu vivi essa época embora seja filha da geração descartável.

Considerar a possibilidade de uma cidade ser lixo zero é considerar o incremento de qualidade de vida da população através de emprego e geração de renda, economia financeira e de recursos públicos, proteção e respeito ao meio ambiente e transformação de valores de uma sociedade.

Foi possível constatar que o poder de mudança vem do povo e que governante bom é aquele que escuta essa voz, se posiciona, procura entender e promover o que traz benefícios. Portanto, mais uma vez, a PLATAFORMA ITUIUTABA LIXO ZERO convida todos vocês Ituiutabanos a fazer parte dessa voz: a voz que quer mais qualidade de vida, economia limpa e circular, meio ambiente protegido, inteligência nas relações e menos desperdício.

Estamos juntos! Acesse: www.plataformaituiutabalixozero.com

Confira abaixo algumas fotos do Festival Zero Waste, Junho/Julho de 2016, em Paris, França

 

Alice Drummond – mestre em governança de resíduos sólidos pela Sorbonne Paris 3, consultora em gestão de resíduos sólidos pela Resíduo de Valor e coordenadora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero.

 

 

Economize água

*Ana Carolina Abdulmassih

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, como o próprio nome já diz, trabalha especificamente com gestão de resíduos sólidos, o que a torna, portanto, diretamente ligada às questões de sustentabilidade.

Diante disso, hoje abordaremos um tema um tanto necessário para essa questão, que é a economia de água.

foto água

Quem vive sem água? Ninguém! Pois bem, trata-se de um recurso natural importante, não só para a sobrevivência humana, mas também para a manutenção da sociedade como um todo, sendo que possui relevante importância no processo econômico e industrial de um país.

Embora a Terra seja considerada o “planeta água”, corremos o risco de enfrentarmos falta de água, no futuro, pois, a água doce, que é própria para consumo, refere-se à minoria do total existente, e, lamentavelmente, está ficando cada vez mais poluída, em função das ações humanas diante dos rios, mares e também esgotos.

E como o processo de tratamento para a despoluição é muito caro, é muito importante que haja conscientização para que o desperdício não ocorra.

foto água 2

Por isso, listamos algumas dicas de como obter um consumo consciente de água.

– manter a torneira fechada durante a execução das tarefas do dia-a-dia, como: escovar dentes, barbear, lavar louças etc.;

– na hora do banho, ensaboar com o chuveiro desligado e ser o mais breve possível, a fim de consumir menos água – e também energia;

– manter a válvula da descarga no vaso sanitário sempre regulada;

– usar a máquina de lavar na capacidade máxima;

– não jogar óleo de fritura pelo ralo da pia, pois além de entupir o encanamento, polui e dificulta o tratamento da água;

– observar se há vazamento em encanamento e tomar as devidas providências para contê-lo;

– colocar sistemas de controle de fluxo de água nas torneiras;

– não usar a famosa “vassoura hidráulica”;

– lavar o carro com balde e não mangueira;

– captar a água da chuva com baldes, e claro, reutilizar água sempre que possível.

Além disso, é muito importante que as bacias dos rios sejam cuidadas, pois elas são as responsáveis pela existência das nascentes, nossas fontes de água.

Nesse sentido, podemos tomar algumas medidas, como evitar o corte intensivo de florestas nativas; evitar queimadas; evitar pastoreio intensivo (pois a criação de animais em áreas de cabeceiras é uma forma de agressão aos mananciais); evitar mau planejamento na construção de estradas; evitar loteamento em locais impróprios; dentre outras.

Contudo, o mais importante é conscientizarmos sobre o nosso papel na sociedade e fazer nossa parte, afinal, como diz o ditado: de grão em grão, a galinha enche o papo. Rsrs.

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Ana Carolina Abdulmassih – natural de Ituiutaba, estudou Direito na Universidade do Estado de Minas Gerais, filósofa por natureza, apaixonada pela vida e pelas relações sociais inerentes a ela, sempre em busca do saber, crescer e compartilhar, em prol de um mundo mais harmônico e sustentável.

 

 

 

 

 

 

 

7 boas razões para trocar o copo de plástico descartável por uma caneca

*Thiago Lima

 

Uma das boas ideias que pode-se adotar no dia a dia para que você tenha uma vida mais consciente e sustentável, produzindo menos lixo, é a adoção de uma caneca para não utilização de copos plásticos. Uma ideia muito simples que pode ter muito impacto, dependo de como é o seu dia a dia na empresa e fora de casa. Veja abaixo 7 motivos pelos quais você deveria trocar seu copo plástico por uma caneca.

1 – O plástico, quando descartado no meio ambiente, demora anos para se decompor, mais de 200 anos, em média, e é um grande poluidor do meio ambiente.

2 – O plástico não é biodegradável e nem sempre tem como destino a reciclagem.

3 – Para se produzir plástico, gasta-se muita energia elétrica e água, além de material.

4 – O plástico é proveniente do petróleo, recurso não renovável e que a extração demanda um grande impacto ambiental.

5 – Quando o plástico entra em contato com substâncias quentes, como líquidos quentes, no caso do copo plástico, libera substâncias que são consideradas cancerígenas.

6 – A reciclagem de copos plásticos é menos viável se comparada a uma enxaguada de uma caneca comum, por exemplo. Além de caneca, pode-se adotar também uma garrafa de água. Com uma garrafinha sempre por perto fica fácil monitorar o quanto de água se bebe todos os dias.

7 –  Na produção de copos plásticos, a participação do poliestireno descartável é mínima, portanto, todo copo “descartável” utiliza matéria prima extrativa e não sustentável.

 

É isso pessoal! Comece a andar com suas canecas e garrafas e comecem a consumir menos copos plásticos. O meio ambiente agradece.

*Thiago Lima, Tecnologia, Inovação, Educação e Empreendedorismo – É assim que mudamos o Brasil. Sou Engenheiro Eletricista, estudante de mestrado do Rochester Institute of Technology e Diretor de Marketing do site Embarcados. Faço parte da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero onde escrevo para esse jornal regularmente.

 

 

 

A participação popular e a responsabilidade da Prefeitura Municipal na Gestão de Resíduos Sólidos por Alice Drummond

Audiência pública para o anúncio das medidas emergenciais contidas no Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos aconteceu na última quinta-feira, dia 05 de maio, em Ituiutaba.

O Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos foi confeccionado pela Universidade Federal de Uberlândia a pedido do CIDES/AMVAP – Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável da Associação dos Municípios da Microregião do Vale do Paranaíba e abrange sete municípios: Ituiutaba, Santa Vitória, Prata, Araporã, Centralina, Canapólis e Monte Alegre de Minas

O Plano traz dados referentes a geração e destinação dos resíduos sólidos nesses municípios e, obviamente, recomendações para uma gestão saudável, rentável e correta dos resíduos sólidos, baseada na Política Nacional de Resíduos Sólidos, PNRS 12.305/2010.

 

Audiência Pública

A proposta da audiência pública teve como objeto apresentar a urgência e necessidade de ações a serem realizadas pelos municípios para a transição entre a má-gestão e a gestão correta dos resíduos sólidos. Nesse sentido, o Plano elenca ações a curto, médio e longo prazo, além das medidas emergenciais.

Para Ituiutaba, a equipe liderada pela professora Ângela Maria Soares, doutora do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia, traçou sete medidas emergenciais e apresentou uma delas: a extensão da coleta seletiva para um novo bairro que ainda não dispõe da coleta. O bairro será definido nas próximas semanas e a coleta seletiva será realizada pela Copercicla.

Capacitação profissional

Vários profissionais de diferentes áreas presentes no evento ressaltaram a responsabilidade dos funcionários e agentes da Prefeitura Municipal de Ituiutaba, dos professores, vereadores (responsáveis pela Lei Municipal de Resíduos Sólidos), representantes de entidades representativas da sociedade civil, profissionais da área  e cidadãos de incentivar a reciclagem e todas as outras práticas que tenham a ver com a correta gestão dos resíduos sólidos proposta pela PNRS: a hierarquia dos resíduos – não geração, redução, reutilização, reaproveitamento, reciclagem, tratamento e disposição.

Para tal se faz necessário conhecimento, diálogo, capacitação, infra-estrutura, visão de mercado e de futuro.

Problemas estruturais e de gestão

O mosquito Aedes Aegypti vem se proliferando em espaços ocupados por lixo ao redor de nossa cidade. Ao todo, segundo o último mapeamento realizado nos três primeiros meses de 2016, pelo professor de Micro-Biologia da FACIP/UFU, Guilherme Silveira, são 32 pontos de descarte irregular em Ituiutaba. Queimadas são vistas todos os dias pela falta de coleta e destinação de resíduos de podas, aumentando os problemas de saúde da população e gerando custos à Secretaria Municipal de Saúde, para não falar de contaminação de solo, água e ar, o aterro sanitário está operando sob TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, por exclusiva falta de gestão. Falta de profissionais realmente capacitados que tenham de fato conhecimento técnico e legal para operar o estabelecimento.

A gestão de resíduos é um tema complexo que exige inúmeras especialidades e os governos locais tem o dever de compreender essa complexidade. Muitos são os problemas e somente com profissionais capacitados e com participação popular poderemos mudar esse cenário.

Para os gestores públicos, a visão de futuro pode ajudar muito.

* Alice Drummond é diretora da Resíduo de Valor Consultoria e Projetos, coordenadora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero, especialista na PNRS pela UnB e mestre em Governança de Resíduos pela Sorbonne Nouvelle Paris 3. 

 

Plataforma Ituiutaba Lixo Zero no Grito Rock 2016

Festival de rockn’roll autoral recebe a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e dá um show de sustentabilidade e interação.

A Plataforma Ituiutaba Lixo Zero esteve presente no Grito Rock na última sexta-feira, dia 25 de março, em Ituiutaba.

O Grito Rock é um festival de rock autoral que traz bandas de diversos locais do Brasil. Essa edição aconteceu na Chácara do Vovó, um lugar super especial próximo da natureza e teve o prazer de receber as bandas: Treze Provisório, a Era de Ferro e Cafun di Formio.

Ao longo do dia, a Plataforma e o Grito Rock promoveram atividades voltadas para a reflexão de como estamos nos portando em relação ao consumo e descarte e apresentou algumas possibilidades de ação. Essa parceria foi possível através da iniciativa da Resíduo de Valor Consultoria e Projetos.

Grito Rock + PILZ

A história toda começou com uma trilha ecológica seguida de café da manhã colaborativo e a oficina de fotografia com Rogério Costa por volta do fim da manhã.

 

Na parte da tarde, a roda de conversa com o tema “Como viajar barato no Brasil” contou com a experiência, e peripécias, de Guilherme Arueira que relatou suas experiências e aventuras durante nove meses na estrada, de mochilão, conhecendo escolas com pedagogias alternativas.

O papo fluiu e a troca foi certa. Muitas perguntas, muitas sugestões e muito bate papo na certeza da inspiração mútua.

 

Matheus Eduardo apareceu na sequência com sua oficina de compostagem.

Sempre bom ouvir o Matheus falar sobre o processo de decomposição dos resíduos orgânicos e o passo a passo para se fazer uma composteira. Sempre bom ter a oportunidade de considerar o quanto de “lixo” deixa de ir para a coleta municipal e o tanto de húmus que pode ser feito e reaproveitado nos jardins de quem faz a compostagem.

Grata sempre pela oportunidade de ter esse conhecimento tão importante e relevante.

O interesse dos participantes foi encantador. Bem se vê que a prática da compostagem é viável mas depende de capacitação e multiplicação junto à população. Ao final da oficina a composteira foi sorteada.

 

Um pouco mais tarde tivemos a oficina de Tie Dye , com Guilherme Arueria, juntamente com a oficina de customização de roupas, com Isabela Hanna e Larissa Dardania do https://www.facebook.com/outsidetheboxbrecho que é um brechó virtual com peças super legais, que são customizadas por ela e vendidas por ótimos preços.

Essa oficina trouxe um pouco do que todos nós buscamos: dar uma repaginada naquela peça, sem precisar gastar dinheiro comprando roupa nova.

As customizações ficaram muito legais, as peças super transadas e com certeza valor foi agregado.

 

Ainda, e em tempo, Alice Drummond apresentou duas receitinhas mais que básicas de creme dental e desodorante, sem química. Com 6 colheres de sopa de óleo de coco, 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio e 6 gotas de óleo essencial a sua escolha, você tem seu creme dental. Mas você pode encontrar diferentes receitas e eu sugiro o site da Cristal do UM ANO SEM LIXO.

Já o desodorante, basta despejar leite de magnésio em um borrifador e está pronto.

A noite chegou, a chuva caiu, estiou, e, após tanta troca, tanto aprendizado, chegou a hora de curtir os shows de bandas Treze Provisório, a Era de Ferro e Cafun di Formio que apresentaram músicas autorais.

No dia seguinte, para finalizar o evento, a última oficina e talvez a mais gostosa, foi oferecida durante o café da manhã: oficina de Tapioca com a Tati.

A cada ano a parceria entre a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e o Grito Rock se intensifica transformando pessoas, transformando hábitos e intenções.  Fazendo de um espaço de festa e  alegria, um espaço de interação e aprendizado.

Obrigada pelo carinho e interesse galera!

Patrocínio:

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*Alice Drummond – coordenadora da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero e consultora na Resíduo de Valor Consultoria e Projetos.

Recicláveis: lavar ou não lavar? *Ana Carolina Abdulmassih

Em agosto de 2015 publiquei um texto nessa coluna, o qual pode ser encontrado no blog da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero: https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/2015/08/28/reciclar-e-viver-por-ana-carolina-abdulmassih/).

Seguindo a linha de raciocínio desse post anterior, no qual falei sobre reciclagem em geral, trago uma questão que gera bastante dúvida, na hora de separar os materiais para reciclagem: lavá-los ou não antes da coleta seletiva?

Higiene x Desperdício

Apesar da chuva em abundância em algumas partes do Sudeste, precisamos estar em constante processo de economia de água, o que indica que limpar as caixas de leite e latas vazias de alimentos, por exemplo, pode ser desperdício, já que esses materiais passam por lavagem nas centrais recicladoras.

Alguns especialistas alertam que a prática de limpeza com água potável pode ser desnecessária, pois em qualquer processo de reciclagem o resíduo passará por higienização e que a limpeza não facilita a reciclagem, pois os materiais são derretidos a temperaturas muito altas.

Uma questão de saúde

Esses especialistas ainda afirmam que o que deve ser observado é a retirada de resíduos das embalagens para evitar foco de animais e doenças, além de odores, pois os materiais podem demorar chegar até o reciclador.

No entanto, sabemos que a coleta seletiva no Brasil é realizada conforme o sistema binário, ou seja, em casa separamos nosso lixo em seco e molhado. As cooperativas de catadores recebem os materiais recicláveis: papel, plástico, vidro e metal, todos misturados e a separação é realizada nas centrais de separação para que os itens sejam encaminhados para as diferentes indústrias da reciclagem.

Por esse motivo a não lavagem dos resíduos recicláveis pode acarretar inúmeros malefícios não somente aos catadores/cooperados que realizam esse trabalho, mas também à população em geral, uma vez que o montante de resíduos acumulados nas centrais costuma ser grande.

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Cooperativa de Catadores de Materiais recicláveis do RS recebendo visitantes

 

Mesmo dentro de casa e em recipiente fechado os resíduos recicláveis sujos podem atrair vetores de doenças.

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Mas e o desperdício da água?

Para que nossa consciência e nossa boa intenção não atrapalhe nosso processo de separação do lixo, recomendamos aqui alguns breves cuidados que podem manter os materiais em bom estado, sem que haja desperdício de água.

  • O ideal é que faça a retirada dos restos de produtos e alimentos das embalagens e então enxague com um pouco de água;
  • Não é necessário passar sabão nem utilizar água em demasia, mas apenas para tirar o grosso dos alimentos contidos ali anteriormente;
  • Você pode re-utilizar a água das máquinas de lavar louça ou roupas;
  • Você pode simplesmente deixar as embalagens recicláveis na pia enquanto as louças estão sendo lavadas;
  • Colocar as embalagens para secar e uma vez secas armazená-las até que seja o dia da coleta seletiva passar na sua casa.
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Estratégia que re-utiliza água de lavadora de louça e roupa

Dessa forma você estará adotando uma postura consciente e cidadã, evitando malefícios a sua família e comunidade e auxiliando enormemente o trabalho desses agentes ambientais mais conhecidos como catadores de materiais recicláveis.

Sugerimos, caso a dúvida permaneça, visitar uma central de coleta seletiva. Essa visita vai ajudá-lo a entender a importância da higienização dos materiais recicláveis.

 

Ana Carolina AdbulmassihAna Carolina Abdulmassih – natural de Ituiutaba, estudou Direito na Universidade do Estado de Minas Gerais, filósofa por natureza, apaixonada pela vida e pelas relações sociais inerentes a ela, sempre em busca do saber, crescer e compartilhar, em prol de um mundo mais harmônico e sustentável.

 

Fórum Setorial Lâmpadas, Pilhas e Baterias

Foto: Humberto Minéu
Foto: Humberto Minéu

A UNOPAR nos recebeu dia 30 de abril, entre 13h e 15h, para a realização do Fórum Setorial de Lâmpadas, Pilhas e Baterias.

Esse é o terceiro Fórum Setorial realizado no âmbito da Plataforma Ituiutaba Lixo Zero.

Os anteriores: Fórum Setorial de Resíduos Agropecuários e Fórum Setorial Óleos Lubrificantes e Pneus.

PRESENÇAS

O Fórum Setorial Lâmpadas, Pilhas e Baterias contou com a presença dos representantes das seguintes instituições:

Copercicla – Cooperativa de Reciclagem de Ituiutaba
CAAP – Cooperativa de Agentes Ambientais
Secretaria Municipal Educação Esporte e Lazer
Câmara Municipal
FIEMG
Unopar
IFTM
Venture
Pontual Supermercados
Supermercado Souza
Nova Elétrica
Ludicel Distribuidora
Farmácia Cruzeiro
Comunidade em geral – Engenheiro Agrônomo
Alunos de Pós Graduação e Gestão Ambiental
 
Diagnósticos e Encaminhamentos – Fórum Setorial de Lâmpadas, Pilhas e Baterias

Uma vez mais, pudemos perceber como o assunto gera o interesse das pessoas que se relacionam com os problemas da destinação e descarte de certos produtos. Nesse caso em especial: lâmpadas, pilhas e baterias.

No Quadro 1 estão relacionados os maiores “problemas” em relação ao gerenciamento desses resíduos.

Quadro 1. Diagnóstico do descarte de resíduos sólidos no setor lâmpadas, pilhas e baterias apresentado pelos presentes

Situação Representante(s)
Dificuldade de fornecedores de coletores na cidade Maria Faria – Sec Educação
Entrega de celulares junto com as baterias no coletor Henrique – IFTM
Fornecedor recebendo só a do fabricante e o consumidor vem com lâmpadas queimadas de outra marca Renata – Nova Elétrica
Como trabalhar a destinação das lâmpadas sem a regulamentação específica Lívia – SRE
Dificuldade em descartar as baterias grandes Edineia – Ludicel
Para onde o consumidor de lâmpadas deve entregar? Aline – Venture
Promover a tomada de consciência do consumidor Rodrigo – Pontual
Venture criou um cata pilhas para a tomada de consciência dos clientes e entrega aos correios Aline – Venture
Pontual disponibiliza cata pilhas em todas as lojas e destina aos correios Rodrigo – Pontual
Ausência de participação do poder público no fórum Luiz e Vanúsia

 

Embora ainda não haja um acordo setorial para as lâmpadas, pilhas e baterias, a Plataforma Ituiutaba Lixo Zero acredita que dividindo esse conhecimento, relativamente novo, teremos legisladores, administradores públicos, comerciantes e consumidores mais responsáveis.

Essa cadeia do conhecimento é que vai  atender a demanda da logística reversa, que é a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto. Nada mais que cada um, responsável dentro de sua condição e oportunidade, para que os resíduos retornem à cadeia produtiva.

O Quadro 2 nos apresenta como os atores relativos a cadeia produtiva das pilhas e baterias propoem formas de encaminhamentos para esse novo modelo em Ituiutaba.

Quadro 2. Propostas de soluções para o descarte correto de resíduos do setor lâmpadas, pilhas e baterias

Proposta de solução Proponente(s)
Ver com correios recebimento de materiais recolhidos em empresas Hilda – FIEMG
Ter uma legislação específica e local acerca da destinação das lâmpadas usadas Lívia – SRE
Levantar nomes, contatos de empresas ou pessoas que recolham as baterias grandes Luiz – Ludicel
Os comerciantes encaminharem aos respectivos sindicatos/entidades de classe a demanda de articulação com fabricantes e importadores para a criação da estrutura local Humberto
Promover trabalho informativo de tomada de consciência do consumidor para devolução desses resíduos Rodrigo – Pontual
Iniciativa do poder público municipal na articulação para a destinação correta desses resíduos Vanúsia – CâmaraLuiz
Reforçada a necessidade do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Alice

 

Resultados dessa nova postura? Prevenção à poluição, diminuição da extração de recursos naturais, desenvolvimento de tecnologia e aquecimento da economia.

Acesse aqui o DOCUMENTO SÍNTESE elaborado por Humberto Minéu: Documento Síntese-Fórum Setorial Lâmpadas, Pilhas e BateriaS

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Foto: Emmeline Aparecida Silva
Foto: Emmeline Aparecida Silva
LEGISLAÇÃO

A POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS, Lei 12.305/2010, em especial a parte referente à logística reversa e a responsabilidade compartilhada foi apresentada ao público, como também a Resolução do CONAMA 401/2008, que estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá outras providências.

Acesse aqui a apresentação feita por Humberto Minéu

Mesmo não tendo sido apresentada no Fórum, vale a pena considerar a Deliberação Normativa Copam nº. 188/2013, que nos apresenta o cronograma dos editais de Chamamento Público para os sistemas de logística reversa no estado de Minas Gerais. Segundo essa deliberação normativa, para as pilhas e baterias o prazo é 2014 (Art. 4º, II) –  e no caso das lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio, vapor de mercúrio, outros vapores metálicos, de luz mista e lâmpadas especiais que contenham mercúrio o prazo é o ano de 2015 (Art. 4º, IV)

Em relação às lâmpadas, ainda é inexistente uma resolução do CONAMA ou o acordo setorial que regulamente a logística reversa para a cadeia.

Por outro lado, agrotóxicos, óleos lubrificantes, pneus e pilhas e baterias são produtos que já possuem sistemas de logística reversa implanatados anteriores à PNRS.

Segundo, ZIlda Veloso, diretora do Departamento de Ambiente Urbano da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente MMA, a previsão da publicação dos acordos setoriais das cadeias produtivas submetidas à logística reversa, incluindo medicamentos e embalagens em geral, não passa do ano de 2014. Vamos acompanhar!

Obrigada a todos que participaram, que trouxeram suas dúvidas e experiências.

Obrigada Unopar, por nos receber.

Próximo Fórum Setorial Educação: Dia o8 de maio a  FACIP/UFU será a anfitriã do Fórum Setorial de Educação. Estão todos convidados.

Contato: Alice Drummond pelo email: lixozeroitba@gmail.com